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Política
06-11-2017, 8h13

Agora é tarde para PSDB romper com Temer, como defende FHC

Com razão, adversários vão apontar hipocrisia e oportunismo
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Em artigo publicado ontem no jornal “O Globo”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu que o PSDB deixe o governo Temer em dezembro, sob pena de insucesso eleitoral em 2018.

O primeiro efeito do artigo é reforçar a possibilidade de eleição do senador Tasso Jereissati, do Ceará, para o comando do PSDB no início do mês que vem, quando haverá eleição interna. Tasso está nessa função interinamente, porque o presidente de fato é o senador Aécio Neves.

O artigo também reforça a possibilidade de rompimento, porque FHC é o tucano mais importante. A palavra dele tem peso. Não é o primeiro, mas é mais um golpe duro de FHC contra o presidente Michel Temer.

No entanto, a essa altura do campeonato, se houver o afastamento, parece improvável que resulte em ganho eleitoral para os tucanos. O PSDB foi avalista do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Sem o apoio dos tucanos, inclusive do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o impeachment não teria sido aprovado.

O PSDB também se tornou avalista do governo Temer. Tem quatro ministros _três deles em postos importantes: articulação política, relações exteriores e cidades. A política econômica tem apoio do PSDB. Historicamente, o PSDB está ligado ao governo Temer.

Adversários políticos vão apontar, com razão, o oportunismo e a hipocrisia dos tucanos ao fazer um desembarque por motivo eleitoral depois de ter se aproveitado das benesses do governo. Também ficou mais complicado dar coerência a um discurso de ruptura depois que o PSDB não fez nada com Aécio Neves, mas o protegeu no plenário do Senado, no Conselho de Ética da Casa e não o afastou em definitivo da presidência do partido, apesar das graves acusações de corrupção contra o senador mineiro.

A ruptura agora pode resultar numa emenda pior do que o soneto. Vai ser difícil convencer o eleitor de que o PSDB e o governo Temer não têm nada a ver um com o outro. É tarde demais para sustentar essa tese.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. mario perz disse:

    Esse PSDB não passa de um aborto do PMDB, nunca mais votarei em nenhum candidato desse partido, para mim acabou depois do golpe que colocaram esse verme do Temer na presidência da República, o PSADB é isto aí, sempre acovardando e sempre em cima do muto, agora dar adeus a esse desgoverno que acabou com os direitos do trabalhador brasileiro, pois fim à Educação e Saúde desse país, incentivou ainda mais a corrupção, chega!

  2. walter disse:

    Seja bem vindo caro…Esta hipocrisia do PMDB, tornou se regra; por anos a fio este partido, fez graça, em finais de governos, ameaçando romper…se considerarmos, que nestes momentos, os três poderes não tem moral para nada, esta dentro do previsto. Quanto ao FHC e Temer, fazendo “fusquinha”, não acrescenta para ninguém…o PSDB tem Aécio, que é uma “pedra grande no sapato” do partido; sinceramente, uma medida honrosa ao PSDB é aprovar a previdência, que vai sair de qualquer jeito em seguida, sair de imediato do governo…qualquer outra decisão…e nesta hora o Serra se faz de morto, mas esta impedindo esta cisão; terão uma Quinta derrota ao planalto se continuar; esta decisão, fará sim diferença; terão que sair do governo,até a virada do ano.

  3. Não dá para dissociar essas quadrilhas, ambas estão amalgamadas no sistema de corrupção. Mesmo que se separem, o PSDB tem que carregar o cadáver do AÉCIO.

  4. Pedro Bernardino disse:

    Concordo. É tarde para o PSDB, do mesmo modo que o rompimento do PT com o PMDB também foi tarde demais. Parece que a classe política não consegue perceber o momento adequado para fazer seus movimentos. Mas coloco uma questão, será que o PSDB é mesmo essencial para Temer? Penso que não. Basta ter o PMDB e os outros oportunistas pequenos que orbitam por ali.
    Abraço

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