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Política
06-12-2017, 9h07

Alckmin evita entrar em bola dividida na reforma da Previdência

Temer busca apoio, mas votação é incerta
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

O debate a respeito da reforma da Previdência alterna fases de maré alta e baixa. Ainda há incerteza se será possível votar a nova proposta, enxuta, na semana que vem.

Em outros temas importantes, havia clareza semanas antes se seria possível aprovar a matéria. Foi assim com a PEC do Teto, a proposta de emenda constitucional que fixou um limite para o crescimento das despesas públicas, e com as votações para barrar denúncias da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer.

Essa incerteza é sinal ruim para a reforma. Hoje, o presidente Michel Temer fará uma série de contatos para tentar arregimentar apoio e votar o tema na semana que vem.

A intenção do PMDB de fechar questão ajuda, mas não resolve o problema com outros partidos da base de apoio do governo na Câmara. O PSDB continua a ter posição dúbia.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não teve atuação incisiva ontem em Brasília a fim de convencer a bancada do PSDB a fechar questão. Alckmin pediu apoio para quem ele já sabia ser favorável à reforma. Não quis entrar em bola dividida, o que contrariou o presidente em exercício do partido, Alberto Goldman.

Se o PSDB mantiver a dubiedade, é ponto contra a chance de aprovar a reforma.

Mas um dado importante pró-reforma é a intenção do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, de negociar com a equipe econômica uma verba de R$ 3 bilhões para atender a pleitos específicos de deputados. O governo avalia que tem, se apertar os aliados, cerca de 250 a 270 votos. Precisaria convencer um grupo de aproximadamente 50 a 60 deputados para obter segurança a fim de votar a reforma. Não é tarefa fácil.

Em outras votações, houve promessas de verbas que não teriam sido cumpridas. Mas, desta vez, Padilha está atuando para contemplar quem apoiar o governo.

Hoje é um dia decisivo. Se a reforma tiver que ser adiada para 2018, Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), precisarão construir um discurso para sinalizar ao mercado que não esmoreceram. No entanto, votar essa matéria no ano que vem tende a ser ainda mais difícil.

Daí o esforço para liquidar a fatura neste mês.

Ouça o primeiro comentário feito hoje no “Jornal da CBN”:

Comentários
10
  1. Fabio disse:

    PSDB não voto jamais.

    • walter disse:

      Caro Fabio, sem qualquer procuração para defender alguém, mas sinto que devo fazer este comentário, com relação ao Akimin; este Sr pegou uma bananosa, por ser a única possibilidade de uma coalisão interna do partido positivamente…tudo o que pretendia, era confirmar sua candidatura ao planalto…como governador teve sim problemas, mas perto dos outros Estados, e considerando o significado de SP no cenário Nacional, fez um trabalho admirável, com relação as finanças; estaríamos enquanto País, com o “pires nas mãos”, não fosse a lisura de sua gestão…seu pecado reside na segurança Pública; devemos lembrar que a Força Policial de SP, equivale aos demais estados juntos, sem qualquer duvida…foi sim citado pela lava jato, com um valor ínfimo, mas deverá ser esclarecido e apurado; isto gente, vale para qualquer futuro candidato..

      • Analista Alpha disse:

        o walter parece advogado do Alkimim. “foi sim citado pela lava jato, com um valor ínfimo” ….
        Tenha paciência, isso já é o suficiente pra ter vergonha na cara e se retirar da vida pública.
        Não é pra ser pego com nada, com nada. E olha que o MP de SP é todo controlado, se um dia abrirem a porta do alçapão, aff, vai feder demais.

        Alkimim, por estar no comando ou subcomando do estado a quase 30 anos, deveria ter feito muito mais, o ESP depois desses 30 anos é apenas um estado razoável pra ruim, basta ver o nível de ensino e indicadores de saúde. Mesmo a polícia, é ridículo ter o aumento que tivemos nos últimos anos de latrocínio, roubo e furto, sem contar a manipulação de estatísticas discutidas até mesmo pelas próprias delegacias e secretaria de segurança.

        Como vc mesmo disse walter, queremos o novo.

        • walter disse:

          Analista alpha, que vê você condenando todas as posições, percebe de cara que é um esquerdista radical; só lhe resta trazer a virtude de volta; nem seu nome declara, demonstra esta acima do bem e do mal…nada tem demais no governo Alkimin; não é fácil a ninguém, tocar um Estado do tamanho de poucos países no mundo; o lula em treze anos, nos colocou de joelhos, e nada vejo, comentar contra; assim fica muito fácil, gostaria de saber, qual o futuro presidente ideal para o Brasil, e por favor, não cite o tiririca, que já esta saindo da vida pública; lembre se, os candidatos de esquerda até aqui, não são expressivos, com exceção do lula, que terá problemas; o Brasil precisa de bons homens com fichas limpas, quem é o seu gênio caro, ´por favor…

  2. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Alckmin não surpreende com sua omissão e distanciamento… ele se preocupa apenas com seus interesses eleitorais e pessoais.
    A única saída digna é Alberto Goldman para o partido e para o país !

  3. José Vidigal disse:

    O governo sempre usa o artifício da compra de votos para aprovar as suas pautas. E pensar que teve deputado condenado no mensalão por ter supostamente recebido R$ 50.000,00. Agora são bilhões e bilhões, malas de dinheiro para lá e para cá, emendas parlamentares vergonhosas etc., etc. Pura hipocrisia. Definitivamente, perdeu-se a vergonha! Resta as eleições de 2018 para que talvez o país volte à ordem e à normalidade democrática, mas a intenção dessa gente é melar com esse fio de esperança.

  4. PAULO CESAR SILVEIRA disse:

    PSDB virou lixo ao apoiar o PMDB na reforma que penaliza principalmente quem começou a trabalhar cedo. Quem começa cedo é rico ou pobre? Discurso mentiroso e hipócrita. PMDB, este que foi principal parceiro do PT. Tudo mesma laia.

  5. Rober Willian disse:

    Bem, os senhores Parlamentares já sabem, se votarem, não voltam. Mesmo com essa sujeira de emendas pra lá e pra cá.

  6. ANDRE disse:

    Só o fato de tentar comprar novamente deputados mostra de quantas inverdades esta reforma covarde e espúria foi construída. A reforma é ruim, e os números do governo não convencem, até mesmo porque deu o perdão a várias dívidas da previdência em busca de votos para não ser denunciado. Tenta usar um discurso de divisão, tentando enganar a população de que esta reforma só é ruim para os servidores públicos. Usa números como a média de aposentadoria dos servidores, mas não esclarece que esta média é puxada para cima pelos salários dos magistrados, parlamentares, militares de alta patente e altos funcionários. Quem que seja o parlamentar que votar a favor desta reforma jamais terá o meu voto, terão sim um cabo eleitoral as avessas, alertando a todos quais são aqueles que os traíram.

  7. Marcio Andrade disse:

    Desde quando liberar mais 3 bilhões nas mãos dos Srs. Deputados é algo moral em favor de uma reforma totalmente imoral?

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2017-12-17 22:58:51