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Geral
21-12-2017, 8h09

Alerta da Cepal sobre pobreza contribui para debate eleitoral

Número de pobres cresce na América Latina e no Brasil
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

A pobreza aumentou na América Latina em 2015 e 2016, segundo relatório divulgado ontem pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). Mais de 30% da população da região está em situação de pobreza.

De acordo com a secretária-executiva a Cepal, Alicia Bárcena, esse aumento da pobreza na América Latina teve maior contribuição do Brasil e da Venezuela na comparação com outros países.

Os dados da Cepal são mais uma evidência do retrocesso social no Brasil. Em relação ao país, a primeira causa foi o desastre econômico do governo Dilma. É inegável o impacto social negativo dos erros da então presidente na política econômica.

A segunda causa tem sido um desmonte de programas sociais, o que vem ocorrendo no governo Temer devido à política econômica aplicada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A Fazenda colocou em prática um ajuste fiscal que tem cobrado uma conta maior dos mais pobres.

Por isso, é importante cobrar dos mais ricos uma dose maior de sacrifício numa hora de crise. Se a economia piora, como aconteceu no Brasil, e ao mesmo tempo há uma diminuição do colchão social, a pobreza aumenta.

O relatório da Cepal ajuda a explicar a força do ex-presidente Lula nas pesquisas sobre a sucessão presidencial. O governo Lula foi um período de incremento de políticas sociais no Brasil _parcela do eleitorado tem memória desse tempo. O combate à pobreza será um dos temas da campanha eleitoral de 2018.

O país precisa ter uma agenda mais ampla. Além do combate à corrupção, deveria discutir como voltar a crescer de forma significativa e como diminuir a pobreza e a desigualdade social. Nesse sentido, o relatório da Cepal contribui para ampliar a agenda do debate eleitoral do ano que vem.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”, que também avaliou as decisões de Gilmar Mendes de soltar o ex-governador Anthony Garotinho e o presidente do PR, Antonio Carlos Rodrigues:

Comentários
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  1. Fabio disse:

    O Brasil do Temer, do PMDB e do PSDB é isso mesmo, poucos com muitos e muitos sem nada.
    É a velha politica conhecida, onde esses velhos senhores fazem questão de mostrar que o Brasil e o brasileiro para eles são estercos, nada alem disso.
    Por reafirmo, nao voto em ninguem do PMDB e nem PSDB

  2. Paulo disse:

    O dado que mais me impressionou foi o do IBGE, divulgado apenas há alguns dias: há 50 milhões de pobres no Brasil (1 em cada 4 brasileiros) e – se me recordo bem – cerca de 15 milhões de miseráveis. E vai piorar, com as Reformas Trabalhista e da Previdência. A democracia brasileira, que, de certa forma, já é incompleta e limitada (pouco representativa, indireta e com voto obrigatório), está sob severo risco…

    • walter disse:

      Kennedy é muito lúcida vossa posição..temos que admitir, que a dilma foi uma negação, por consequência deu vida ao temer; nada disso pode isentar o lula, que poderia todo o tempo; tela tirado de cena na reeleição, foi um erro grave de estratégia do PT…a pobreza aqui é endêmica; não dá para entender, com tantas terras revolutas deste lado, as pessoas morrem por falta de alimentos; quanto ao temer tem a desculpa de justificar, com o Meirelles, “queridinho de todos”, que não há dinheiro; faltou tudo, inclusive Planejamento, nas gestões anteriores…sempre se gastou, sem pensar no amanhã; resultado prático, a fonte secou; nesta campanha ao planalto, os candidatos, terão que falar a verdade; estarão mais vigiados que o Fort knox…

  3. Pedro Vidal disse:

    A fome sempre esteve no mesmo patamar. Só aumentada devido o próprio aumento populacional. Sempre foi petição de miséria. O que houve foi uma maquiagem esdrúxula com a distribuição de míseros R$ 160,00 reais por “renda” família e o governo do office boy de um torneiro mecânico já tiravam da “linha de pobreza”.

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