aki

cadastre-se aqui
aki
Política
13-02-2017, 21h31

Com regra para delações da Odebrecht, Temer ganha tempo

Mas quebra de sigilo pode minar norma para afastar ministros
2

KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O presidente Michel Temer criou uma regra para enfrentar as delações da Odebrecht. Citados nas delações ficarão nos cargos até eventual denúncia do Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal, afirmou o presidente em pronunciamento hoje. Uma vez denunciados, ministros seriam afastados temporariamente.

Como essas denúncias tendem a demorar meses ou até mais de um ano para serem feitas pelo Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal, Temer ganha tempo caso o sigilo das delações da Odebrecht acabe em breve.

No entanto, o tamanho do estrago político em relação a integrantes do governo com o fim do segredo das colaborações poderá inviabilizar a regra anunciada hoje pelo presidente.

Por último, Temer tenta mostrar ao mercado financeiro e ao empresariado que busca tempo para aprovar as reformas no Congresso e melhorar a economia. Se ocorrer essa melhora, seria a melhor blindagem política para o governo.

Temer decidiu falar hoje porque a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo e a concessão de status de ministro a Moreira Franco geraram na opinião pública temores de uma articulação para enterrar a Lava Jato. O presidente decidiu reagir diretamente, negando, mais uma vez, possibilidade de interferência nas investigações.

*

Reforço federal

O anúncio de que apresentará ao Congresso um projeto de lei para regulamentar o direito de greve de servidores públicos é uma resposta à crise de segurança pública no Espírito Santo. Com a medida, Temer também busca evitar que haja efeito dominó em outros Estados.

Ao propor uma regulamentação federal deixando mais claro o que já está na Constituição, que policiais militares não podem fazer greve, Temer ajuda os Estados. Os governadores têm dificuldade de enfrentar o corporativismo das polícias Civil e Militar. Com uma lei federal mais dura, ficaria mais fácil combater paralisações policiais e de outros funcionários públicos de serviços essenciais.

Assista aos temas do “SBT Brasil”:

Comentários
2
  1. Ricardo disse:

    Na 2ª turma do STF, a responsável pela Lava Jato, temos os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ou seja, as investigações serão autorizadas pelo Fachin, mas como nessa turma a maioria são pró PMDB-PSDB e antiPT, só teremos réus na Lava Jato se forem do PT. E com Alexandre de Moraes como revisor da Lava Jato, a Câmara nas mãos do DEM, o Senado e a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania nas mãos do PMDB, a Lava Jato acabou. “Eles” conseguiram “estancar a sangria”.

  2. mano disse:

    prezados: já imaginaram se uma regra dessas tivesse sido editada pela presidente Dilma Roussef!! como seriam as interpretações vindas ao público: da imprensa em geral, do MBL, do Vem pra Rua, da PGR, do ministro Gilmar Mendes, da Fiespe, dos partidos de oposição. Aliás, do ministro Gilmar Mendes, tenho a impressão que ele suspenderia a regra por considerá-la inconstitucional. No entanto, agora é normal – é para o bem da democracia, da retomada do crescimento e consequentemente para o bem do povo brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados

Não serão liberados comentários com ofensas, afirmações levianas, preconceito e linguagem agressiva, grosseira e obscena, bem como calúnia, injúria ou difamação. Não publicaremos links para outras páginas devido à impossibilidade de checar cada um deles.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

 
2017-09-25 21:07:33