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Política
08-08-2017, 21h29

Congresso leva Temer a recuar de aumento de tributo

Palácio do Planalto nega possibilidade de criar nova alíquota do IRPF
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

A dura reação do Congresso à ideia de aumentar tributos levou o presidente Michel Temer a recuar da possibilidade de criar uma alíquota de 35% para o Imposto de Renda das Pessoas Físicas, ideia em estudo pela equipe econômica. O Palácio do Planalto divulgou nota enterrando a ideia.

O recuo aconteceu porque é mais importante manter o apoio da Câmara a fim de enfrentar eventuais novas denúncias do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e porque o Congresso barraria a elevação do IRPJ.

O governo subiu o preço dos combustíveis justamente porque não precisava de autorização dos parlamentares. A pouco mais de um ano das eleições, deputados e senadores resistem a elevar tributos.

O efeito deve ser o seguinte: aumentar o rombo nas contas públicas neste e no próximo ano. A arrecadação de impostos está caindo, e o governo tem dificuldade para cumprir até metas deficitárias deste e do próximo ano. No ajuste econômico realizado até agora, os mais pobres arcaram com parte maior da conta na comparação com os mais ricos. Essas medidas seriam uma forma de cobrar mais imposto de quem ganha mais.

Com um rombo maior nas contas públicas, a conta fica para todo o conjunto da sociedade, o que penaliza mais os mais pobres.

*

É baixa a possibilidade de o STF (Supremo Tribunal Federal) atender ao pedido da defesa de Michel Temer para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, seja considerado suspeito ou impedido de analisar casos que envolvam o presidente da República.

Acatar o pedido seria considerar política a atuação do procurador-geral. A maioria do STF não pensa assim.

O pedido da defesa de Temer é especificamente contra Janot. Ou seja, a defesa admite que outro procurador analise os casos que envolvem Temer, mas não Janot. Portanto, é uma solicitação que tem mais a função política de desgastar Janot, cujo mandato acaba no mês que vem, dia 17 de setembro.

Essa ação ajuda a carimbar eventuais denúncias do atual procurador-geral como perseguição política e contribui para Temer barrar novas acusações na Câmara. Faz parte do duelo político entre Temer e Janot.

Assista aos temas do “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. VIVA A LAVA JATO, VIVA JANOT, VIVA MORO, VIVA O BRASIL! disse:

    Esse cara chegou ao limite do cinismo, cara de pau, cretinice. Aumentar impostos é coisa de um irresponsável, corrupto, mentiroso que, ao invés de diminuir despesas com compra de votos, distribuição de benesses e cargos públicos na compra de deputados corruptos, jantares diários para cooptar corruptos, quer arrochar mais ainda o povo! E como todos os corruptos, todos os ladrões, declara-se “perseguido” pela Procuradoria Geral da República. Flagrado em conversa criminosa com empresário corrupto, ainda tem a cara de pau de se dizer “perseguido”. Até quando o país vai continuar suportando uma quadrilha atrás de outra nos governos? Esse sem vergonha achou que porque conseguiu uma “vitória” à custa de votos comprados, na Câmara Federal, livrando-o da investigação criminal imediata, poderia iniciar outro golpe, mas a reação da nação foi imediata! VIVA A LAVA JATO!

    • walter disse:

      O fato caro, que o Temer tal qual a dilma faria; deve insistir com as reformas, mas meta de deficit herdada, permanece sob judice; todos os governantes, sem tirar e sem por, adoram um aumento tributário, para inflar a maquina com seus cupinchas; chegar a ser piada; temos 4 escalões de faz de contas, a maioria sem concurso nenhum, ganhando uma fabula, só por ser amigo de alguém; isto precisa diminuir, se cortassem inclusive, apadrinhados do lula, que estão lá até HJ, faríamos economia suficiente sem precisa as reformas…parece piada mas não é…acabar com as benesses dos poderes, como jatinho, isto não acontece; aumentar imposto para eles, é um mantra…

  2. Stanislaw. disse:

    Essa jogada “política” da defesa de Temer sobre perseguição de Janot é mais do que conhecida: não há um corrupto ladrão de cofre público que não diga o mesmo. É um direito da defesa, principalmente quando os fatos são absurdamente contra o acusado. Alguém já viu algum corrupto que não fez o mesmo, no início das suspeitas, investigações, inquéritos, processos? Dirceu, Vacari, Palocci, Cabral, Cunha, Delcídio etc, são alguns exemplos entre políticos que, no início, juravam inocência. Isso se estende a Fernandinho Beira Mar, Marcola, Abdelmahssi, Suzane Richtoff etc, todos sempre se declararam “inocentes e perseguidos”!

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