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Entrevistas
13-03-2017, 21h40

Doria não descarta concorrer ao Planalto em 2018

'Lava Jato mirando tucanos torna vulnerável tese para diferenciar caixa 2'
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, João Doria Jr., não descartou concorrer à Presidência da República em 2018. Em entrevista ao SBT, ele também admitiu disputar o governo paulista no ano que vem, se as nuvens da política mudarem.

Doria disse que concordava com a célebre frase do governador mineiro Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.

Foi no contexto da indagação a respeito dessa frase que Doria não descartou concorrer ao Planalto ou ao Bandeirantes. Ele afirmou: “Provavelmente, o Magalhães Pinto deve ter dito que nada é irreversível, irrevogável, imutável, exceto a morte. Se ele não falou, outro bom político deve ter falado isso. Essa é a minha resposta”. Depois, ele reiterou que apoiava o governador Geraldo Alckmin para a Presidência.

Doria criticou a tese que busca diferenciar os tipos de caixa 2, um para campanha eleitoral e outro para enriquecimento pessoal ilícito. Disse que a fase atual da Lava Jato, na qual tucanos e peemedebistas entraram na mira das investigações, deixa a tese “vulnerável”.

O prefeito de São Paulo afirmou: “Compreendo a tese, mas ela se torna mais vulnerável dado o estágio avançado da Lava Jato”.

Doria admitiu reanalisar a velocidade nas marginais se houver durante seis meses ou um ano dados que apontem que ela é a causa do aumento de mortes nessas vias. Por ora, ele considera que os casos de morte nas marginais se deveram à imprudência, sobretudo de motociclistas, e não ao aumento da velocidade.

Afirmou que considerava o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, “um pouco autoritário demais” e que isso era uma diferença entre eles.

A seguir, a íntegra em vídeo e texto da entrevista, concedida ao meio-dia de hoje na sede da prefeitura paulistana:

Kennedy Alencar: O sr. veio da iniciativa privada e são dois meses e meio à frente da Prefeitura. Qual é a diferença entre a administração privada e a pública? Está sendo mais fácil ou mais difícil do que o sr. imaginava?

João Doria Jr: Mais difícil, naturalmente. Tem regras, tem instituições, principalmente, tem rupturas. Romper com padrões como ineficiência e lerdeza no setor público exige coragem e determinação, com obediência à lei, evidentemente. É mais difícil, sim. Mais difícil tirar do papel, mais difícil fazer a máquina caminhar e mesmo criar velocidade. Porque o senso de ofício foi perdido na administração pública de forma viral e, na cidade de São Paulo, em particular. Nós precisamos retomar a qualidade dos serviços e melhorar também a eficiência do tempo e do espaço.

KA: Prefeito, nós temos um tempo curto para a entrevista e eu já vou entrar em um tema que é importante, o da velocidade nas marginais. A gente viu que no primeiro mês, em janeiro, foram 102 acidentes com vítimas, quatro atropelamentos e uma morte. De lá para cá, já se somaram mais duas mortes nas marginais. No ano passado, a média mensal de acidentes ficou em 64, muito menor. Um gestor não deveria levar isso em conta, como um sinal de alerta de que pode ter sido um erro e reduzir a velocidade nas marginais?

JD: Não, porque esse aumento não se deveu à ampliação da velocidade, se deveu a outras circunstâncias. Nós analisamos isso com muito cuidado. A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo é muito bem constituída, muito séria, muito criteriosa. Aliás, é a mesma que atuava com o Fernando Haddad. Nós não mudamos a estrutura, as pessoas, os engenheiros que lá estão, são os mesmos. Apenas trocou a presidência. E é gente séria que está lá, repito, as mesmas que estavam há quatro, oito, doze, dezesseis anos. Não houve nenhuma incidência de acidentes determinada pelo aumento de velocidade. Houve pela imprudência, esse é que é o ponto. Tanto é que nós vamos fazer uma campanha utilizando o rádio, talvez um pouco de televisão, e nas redes sociais para estimular as pessoas a terem mais prudência, especialmente os motociclistas. Mais de 80% dos acidentes foram com motocicletas.

KA: Pois é. Levando em conta a questão da imprudência, o que os especialistas dizem é o seguinte: ser imprudente a 70 km por hora é menos perigoso do que ser imprudente a 90 km por hora. Quanto mais rápido você anda, maior a chance de ter ferimentos graves e de morrer. A imprudência vai continuar. Não é a velocidade que está matando?

JD: A imprudência pode existir até a 15 km por hora. Com 20 km por hora, se você atropelar uma pessoa, ela vai ter ferimentos graves e pode até morrer. Então, se for apenas pelo efeito contra a imprudência, nós vamos andar a pé, não vamos ter mais automóveis em vias expressas.

KA: Não o comove esse argumento de que a velocidade agrava o ferimento e aumenta o risco de morte?

JD: Não, na medida em que os acidentes não foram provocados por isso. As autoestradas do Estado de São Paulo tiveram, no ano passado, uma diminuição de 20% de acidentes com vítimas fatais. E são autoestradas, cujo limite de velocidade vai até 120 km por hora. Eu lembro a você e a quem nos assiste aqui no SBT que as marginais Tietê e Pinheiros, na verdade, são uma rodovia e uma via expressa. É uma rodovia. Então, não fazia sentido manter as velocidades reduzidas apenas sob a justificativa, ainda que legítima, da diminuição de acidentes fatais. Volto a repetir: nenhum dos acidentes que fatalizaram três pessoas, e é muito triste que tenham ocorrido, foi por uma questão de velocidade, mas de imprudência.

KA: Nós tivemos um mês apenas. Digamos que, ao longo de seis meses ou um ano, os dados mostrem que houve de fato um maior número de acidentes e mortes, o sr. admite rever isso do ponto de vista da boa gestão? Se os dados se confirmarem nessa linha, não deveriam ser objeto de uma revisão?

JD: Nós temos tantos problemas pontuais que não faz muito sentido você analisar aquilo que pode acontecer daqui a seis meses, oito meses, um ano. Tudo pode acontecer. Se vier a ocorrer, eu espero que não, compete ao poder público e ao prefeito analisar. Você tem de ter competência para analisar as circunstâncias na medida em que elas vão ocorrendo. Mas tem muito tempo pela frente.

KA: O sr. é uma pessoa muito firme nas suas posições. Mas, o sr. é capaz de mudar de ideia se for convencido?

JD: Claro, eu não tenho compromisso com o erro. Nosso compromisso é com o acerto, é fazer as coisas certas, no tempo certo. Eu não tenho compromisso com o erro e nem teimosia. Teimosia não é prova de sabedoria.

KA: A questão do subsídio do transporte público. Segundo o jornal “O Estado de São Paulo”, foram R$ 305 milhões no primeiro mês de janeiro. A previsão anual de orçamento, se não me engano, está em R$ 1,8 bilhão. Nesse ritmo de R$ 300 milhões por mês, em 12 meses vai dar R$ 3,6 bilhões, que é o dobro. Para manter esse subsídio, o sr. vai ter que cortar, e já há sinais de cortes, nas áreas da saúde e da educação. Do ponto de vista da gestão: não é um erro ampliar um subsídio que é pago por todo mundo e acabar cortando em áreas que beneficiam sobretudo os mais pobres?

JD: Quem instituiu essa generosidade não fomos nós, foi a gestão que me antecedeu. Mas eu não critico, a minha responsabilidade é daqui para a frente, é olhar para a frente e não fazer críticas ao passado. Apenas quero pontuar que quem criou esses benefícios de maneira ampla foi a gestão anterior. Eu julguei que, num país que tem 13 milhões de desempregados e numa cidade que tem 2.200 milhões de desempregados e mais 3 milhões de pessoas subempregadas, não era justo ou correto ampliar a tarifa de R$ 3,80 para 4,40. Numa situação de flagelo social, você ampliar a tarifa nessa diferença colocaria uma circunstância de comoção social na cidade. Assumi o risco de manter a tarifa com o mesmo valor do ano passado, sem ampliar benefícios e generosidades como foi feito no passado, e tratando de melhorar as deficiências do sistema de transporte e melhorando também o combate à fraude. Nós perdemos mais de R$ 250 milhões por ano com a fraude do bilhete único na cidade de São Paulo. Pegamos fraudadores, graças ao bom trabalho articulado pela Secretaria de Segurança Urbana e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Polícia Civil, uma quadrilha já foi presa. Só essa quadrilha foi responsável por R$ 150 milhões de prejuízo aos cofres públicos quando fraudou o bilhete único.

KA: O sr. falou que congelou em R$ 3,80 o bilhete de uma viagem. Para os bilhetes de integração, havia uma previsão de correção que está em discussão na justiça e não aconteceu.

JD: Isso ainda está em discussão, porque envolve o governo do Estado, com a EMTU, e o sistema de transporte coletivo do Estado.

KA: Exato. Implementar isso não é beneficiar os mais ricos, que usam mais raramente um bilhete único, e prejudicar os mais pobres, que necessitam fazer as viagens mais longas e, portanto, que exigem uma maior integração?

JD: Sua observação é procedente, nós temos que tomar cuidado e avaliar para que situações que venham a beneficiar os mais ricos, não é questão de riqueza, eu não entendo que os ricos andem de ônibus, mas os que tenham um pouco mais de posses, um pouco mais de condição. Não há justiça social em que esses sejam beneficiados em detrimento daqueles que estão com menor renda, menores condições. É preciso ter cuidado, você tem razão.

KA: O que o sr. pretende fazer em relação a isso? Vai rever esse aumento no bilhete de integração?

JD: Primeiro, não é aumento, nós estamos mantendo a tarifa em R$ 3,80. Está sendo um esforço grande reduzir despesas e melhorar o sistema para preservar a tarifa. É a única cidade, a única capital do país que teve a coragem de manter a tarifa no mesmo patamar em que ela estava no ano passado. Não haverá aumento.

KA: O sr. criou o prêmio “Nota do Milhão”. Tem uma previsão de que isso vai gerar R$ 200 milhões de receita por mês para a Prefeitura, Caio Megale, o secretário de Finanças, disse isso. E ele afirmou que muita gente não ia retirar o crédito e nem usava para o IPTU. Tem um número muito maior de inscrições agora, o que denota um interesse maior, de fato, pelo programa “Nota do Milhão”.

JD: Cresceu imediatamente. Nós lançamos o programa da “Nota do Milhão” e cresceu na mesma semana.

KA: E quem prefere não participar de uma loteria, uma coisa aleatória e muito difícil de ganhar, e quer trocar o crédito nem que seja para ter um descontinho no IPTU, por que é que não pode?

JD: A empresa, quando é corporativa, pode. Quando tem pessoa jurídica, pode. Pessoa física, não. Até porque a maioria não trocava, isso é um fato.

KA: Mas não pode permitir para quem quer trocar? Afeta muito a receita?

JD: Afeta e desorganiza o processo. A população gosta. Aliás, a sua emissora, quando fala de milhão, a população gosta disso, é o SBT e o Sílvio Santos. E não tem nenhuma dificuldade. Aliás, facilita a vida da pessoa, inclusive. Quanto mais ela acumula notas fiscais de serviços como cabeleireiro, manicure, pedicure, ginástica, valet parking, estacionamento, mais chances ela tem de concorrer e ganhar. E um milhão faz diferença na vida de uma pessoa. Faz diferença na sua vida, na minha vida, na vida de quem está nos assistindo. Embora seja um valor respeitável, R$ 50 mil ou R$ 100 mil não vai fazer tanta.

KA: Para muita gente, é bem alto.

JD: Mas R$ 1 milhão vai fazer bem mais diferença, porque muda e transforma a vida das pessoas. E quem respondeu positivamente? A população, que em uma semana, desde que nós lançamos, fez um salto extraordinário na solicitação de notas fiscais de serviços.

KA: Mas não é uma injustiça com quem quer pegar seus R$ 10 de crédito?

JD: Não. Se fosse, as pessoas não responderiam tão rapidamente.

KA: Prefeito, os murais da 23 de Maio e a pichação. O sr. pediu para apagar alguns murais…

JD: Os que estavam pichados.

KA: Pois é, por que não pediu para restaurar, para recuperar? Aquilo foi um projeto feito na gestão anterior por artistas, por grafiteiros. Não teria sido melhor recuperar do que pintar de cinza? A cidade ficou mais linda com os murais pintados de cinza?

JD: Kennedy, o passado passou. O que poderia, deixou de ser feito. Nós tivemos um entendimento e fizemos a limpeza sobre os painéis que tinham sido vandalizados por pichadores. Eu quero aproveitar para esclarecer a você, mas principalmente a quem nos assiste agora, que nós somos totalmente favoráveis à arte de rua de grafiteiros e muralistas. São duas artes distintas, mas ambas artes de rua. E somos totalmente contrários aos pichadores. Pichadores não são artistas, são destruidores. Que destroem, inclusive, a obra desses artistas de rua. Eles mutilam e por isso ameaçam, inclusive, e usam os grafiteiros e muralistas como escudo, porque os ameaçam veladamente: “Eu vou destruir a sua obra se você não me defender ou me proteger”, e criam uma certa intimidação. Tentaram me intimidar também, mas comigo não tem essa história. Estou aqui para comandar a cidade e fazer o que tem que ser feito. Os pichadores, você viu, aprovamos em tempo recorde na Câmara Municipal de São Paulo, a mais rigorosa e efetiva legislação contra pichadores.

KA: É um tratamento extremamente duro.

JD: Mas não é duro só na aplicação da lei, é duro também na vigilância.

KA: Eu tenho acompanhado. Mas muitos pichadores se transformaram em grafiteiros.

JD: Ótimo isso, me dá inclusive a oportunidade de dizer a aqueles que estão nos assistindo que, se você eventualmente é um pichador, mude de profissão.

KA: Mas o grafite acaba sendo muitas vezes uma porta de saída da pichação e uma entrada no mundo da arte.

JD: E no mundo da formalidade, no mundo da honestidade e no mundo da verdade. Isso vai ter o nosso apoio.

KA: Na realidade, muitos dos pichadores são jovens da periferia que vivem em condições precárias, falta de lazer.

JD: Kennedy, você mora aonde?

KA: Eu moro em Brasília.

JD: Você gostaria que a porta da sua casa ou do seu apartamento fosse pichada?

KA: Claro que não, prefeito, não se trata disso. Nós estamos falando de um fenômeno da juventude. Deixe só eu concluir a pergunta e o sr. vai poder responder com firmeza. Eu compreendo as ideias do sr., é apenas uma discordância em relação a esse ponto, porque são muitos jovens da periferia, jovens pobres…

JD: O fato de ser jovem não justifica você cometer uma irregularidade, não justifica agressão. Transgressão não tem idade.

KA: O sr. está certo, não justifica. Mas um prefeito não deveria ter, para essa realidade, um olhar mais social e menos policial? Tentar atrair esses jovens de alguma maneira? Porque o sr. está transformando isso numa guerra em que eles são bandidos. Não é uma retórica muito agressiva para lidar com jovens que têm problemas?

JD: Não, é a retórica correta. Nós temos os dois, como eu acabei de dizer aqui. Se você é um pichador, mude de profissão e venha ser um grafiteiro ou um muralista. Nós temos o MAR, o Museu de Arte de Rua, que lançamos na semana passada com os grafiteiros. Eles são os curadores do grafite em São Paulo.

KA: É uma arte autorizada, não é?

JD: Você não quer imaginar que as pessoas vão fazer o que quiserem e a hora em que quiserem aqui em São Paulo. Esse tempo já foi. Comigo, não.

KA: Mas é correto o poder público colocar limites…

JD: Eu fui eleito para ser prefeito, não para ser condescendente. A lei, aqui em São Paulo, passa a ser aplicada em tudo. O tempo da condescendência já passou. A lei é a lei.

KA: Um olhar social para isso, então…

JD: Tem a Escola do Grafite, que estamos constituindo no antigo cinema Arte Palácio e, ainda no final deste semestre, vai estar operando e funcionando com curadoria dos grafiteiros e uma ação de coordenação geral do André Sturm, que é o nosso secretário de Cultura. Vamos ter lojas e espaços para que a sustentabilidade do trabalho dos grafiteiros possa representar renda e oportunidade, inclusive abrindo um portal para que instituições, empresas, imobiliárias, indústrias de construção civil, contratem os grafiteiros para que eles possam ter a oportunidade de trabalhar. Vou te dar um exemplo concreto agora. Estamos terminando a reforma dos banheiros do parque do Ibirapuera, que estavam todos deteriorados e há mais de uma década sem reforma. Estão sendo reformados a custo zero para a prefeitura, o setor privado está pagando. Nós recomendamos que eles contratassem grafiteiros e muralistas para pintar as paredes desses banheiros com autorização da Prefeitura. Eles foram contratados e estão fazendo isso. Cinco museus de arte de rua, nós vamos ter mais de 120 grafiteiros, no total, sendo convidados e pagos pela Prefeitura para realizarem esse trabalho de forma organizada, positiva e construtiva. E mais, a escola de arte.

KA: Está claro o ponto do sr., prefeito. A carreira do sr. e a de Donald Trump, o presidente dos EUA, têm pontos de conexão: apresentaram o mesmo show na TV, “O Aprendiz”; o sr. usa muito bem as redes sociais para se comunicar, o Trump é um campeão do Twitter e o sr. usa bastante o Facebook e o YouTube; encarnam um discurso conservador na política na linha lei e ordem; e os dois se apresentam como gestores e não como políticos tradicionais. Por que o sr. se incomoda com essa comparação?

JD: Eu não me incomodo, eu apenas digo que eu não sou o Trump.

KA: Quais são as diferenças entre o sr. e o Trump?

JD: Eu sou diferente. Eu respeito Donald Trump, que é o presidente eleito dos Estados Unidos, respeito todas as pessoas que se submeteram a uma eleição e venceram uma eleição, mesmo que eu discorde delas. Como é o caso do Lula. Eu discordo frontalmente do Lula, mas respeito. Ele esteve em um processo democrático e foi eleito duas vezes. A ex-presidente Dilma Rousseff também foi eleita duas vezes e eu tenho discordâncias amplas com relação a ela.

KA: Qual seria uma grande diferença do sr. em relação ao Trump?

JD: O pensamento, a forma de pensar e de agir. Eu não sou um autoritário, eu sou firme. Há uma diferença entre firmeza e ser autoritário. O presidente Trump, tomara que mude, eu acho um pouco autoritário demais.

KA: Na sexta-feira passada, quatro moradores de São Paulo entraram na justiça pedindo que a Prefeitura seja impedida de receber doações empresariais. A “Folha de S. Paulo” fez um editorial…

JD: Moradores não, quatro ativistas de um partido.

KA: Mas tem uma discussão na cidade. Teve a entrevista ao jornal “Valor” em que houve um questionamento ao momento em que o sr. falou do uso de vitaminas para o sr. e para os secretários. A empresa é de um empresário que é patrocinador do Lide. Não tem aí uma confusão entre o público e o privado? E o sr. não tem que tomar cuidado com ela?

JD: Nenhuma. Cuidado temos que ter, sempre. Se está na função pública, é preciso ter cuidado. Mas, primeiro, nenhum conflito de interesse, é uma nova forma de administrar. Nós já colocamos, em 73 dias na Prefeitura de São Paulo, investimentos de R$ 200 milhões. Só de remédios, R$ 126 milhões que foram doados inclusive por esse laboratório que eu falei das vitaminas, que doou mais de R$ 1,5 milhão sem nenhuma contrapartida de nada, para ajudar a população mais carente, que depende dos remédios nas Unidades Básicas de Saúde da cidade de São Paulo. Eu sou um gestor, eu faço aquilo que é possível fazer. E a melhor forma de fazer é tomando atitude. Em vez de reclamar e dizer que o meu antecessor não deixou dinheiro para isso ou aquilo _porque não cabe esse tipo de discussão, a população quer resultado_, eu fui buscar recursos e apoio no setor privado. Automóveis, motocicletas, alimentos, produtos para a população em situação de rua, material de construção, material de acabamento, serviços e obras. Para melhorar a situação da cidade. Não há nenhuma incompatibilidade nisso, apenas uma forma diferente de fazer a gestão. E, que saber? A população aprova. Majoritariamente, aprova.

KA: Não teme que possa avançar o limite da ilegalidade? Que o Ministério Público possa…

JD: Desde que se faça isso com transparência, com chamamento público, não há mal nenhum. O que a população quer é o benefício disso. No debate ideológico ela não está interessada.

KA: Uma auditoria do Tribunal de Contas do Município apontou falhas no edital do programa “Corujão”. É um programa sobre o qual, na campanha, havia muita descrença. Eu já fiz uma pergunta ao sr. sobre como ele seria realizado, e é um programa que as pessoas reconhecem como uma iniciativa positiva da prefeitura. No entanto, essa equipe do TCM diz que vê subjetividade e diz que o edital não reúne condições para continuar com o programa. Como é que o sr. vai responder a isso?

JD: Já foi respondido e já foi esclarecido. Eu pedi ao próprio secretário de Saúde, Wilson Pollara, que fosse ao TCM esclarecer isso ao conselheiro que fez essa manifestação. Ele foi, convenceu o conselheiro de que as informações estavam corretas e o procedimento também, e não houve nenhuma limitação imposta pelo Tribunal de Contas do Município. Que, aliás, merece o nosso respeito. Eu estive lá, na semana passada, conversando com todos os conselheiros que integram o tribunal. Bom diálogo, transparência e ação respeitadora. É assim que nós vamos fazer a gestão da Prefeitura de São Paulo. E isso se aplica também à Câmara Municipal de São Paulo.

KA: Falta de remédios. Há muita queixa de que, lá na ponta, os remédios não estão chegando. Como é que o sr. pretende resolver isso?

JD: Não estão. É difícil, esse é um problema grave e agudo. Aliás, a saúde é o problema número um, número dois e número três da cidade de São Paulo e, provavelmente, é o principal problema de outras cidades brasileiras também. Nós fizemos um esforço enorme para colocar os medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde. Eu queria dizer aqui que, na gestão anterior _repito aqui que isso não é contributivo, mas eu tenho que falar a verdade_, a gestão anterior não fez a compra dos medicamentos que deveria ter feito em setembro e outubro. Simplesmente não fez. E isso está documentado. Ou seja, nós iniciamos a gestão em janeiro sem medicamentos para distribuir nas Unidades Básicas de Saúde. Tivemos que fazer duas ações. Uma foi pedir doações, que foi o que eu fiz, porque o processo de compra leva 90 dias e mais 30 dias de logística para chegarem os medicamentos até as Unidades Básicas de Saúde e aos hospitais. A população não tinha tempo para ficar esperando todo esse processo que, repito, deveria ter sido feito em setembro para que, em dezembro, os medicamentos estivessem disponíveis para a logística e a distribuição. Fizemos isso e alcançamos 60 ou 62% de toda a necessidade e, recentemente, ampliamos mais 20%. Ainda faltam cerca de 20%, que eu espero que até o final do mês de março estejamos perto dos 100%.

KA: Vamos falar um pouquinho de política nacional, já que a entrevista está chegando ao final. Magalhães Pinto, que foi um importante político mineiro, dizia: “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.” O sr. concorda com essa frase?

JD: Concordo, acho uma frase de sabedoria do nosso velho Magalhães Pinto com sua trajetória de cinco décadas de política.

KA: Pois é, muitos políticos no PSDB querem invocar essa frase para eventualmente convencer o sr. a ser candidato à Presidência da República. Parece muito claro hoje no PSDB que o nome mais forte para disputar a Presidência é mesmo o do governador Geraldo Alckmin, que tem o seu apoio. A correlação de forças internas, hoje, indica isso. No entanto, as pesquisas vêm mostrando uma queda dos tradicionais nomes tucanos que são cotados para concorrer: além do Alckmin, os senadores José Serra e Aécio Neves. A Lava Jato pode inviabilizar ou criar pedras no caminho para projetos presidenciais tanto do Alckmin quanto de Serra e Aécio. Nesse contexto, é irreversível, irrevogável, imutável a sua decisão de não ser candidato a presidente em 2018? Ou, se as nuvens mudarem, o sr. pode rever?

JD: Provavelmente, o Magalhães Pinto deve ter dito que nada é irreversível, irrevogável, imutável, exceto a morte. Se ele não falou, outro bom político deve ter falado isso. Essa é a minha resposta, mas eu reafirmo o que você já disse: meu candidato à Presidência da República é o governador Geraldo Alckmin. Não é apenas porque nós temos uma amizade de 36 anos, não é apenas porque ele me apoiou para a Prefeitura de São Paulo, é porque ele é bom, ele é competente, ele é sério, dedicado, honesto, é um bom gestor, é um quadro excepcional do PSDB. Mas eu quero aproveitar para dizer que eu defendo as prévias. Defendo as prévias para o governo do Estado de São Paulo e para a Presidência da República no âmbito do PSDB. A forma mais democrática dá trabalho. Aliás, democracia dá trabalho, mas é melhor.

KA: Eu me lembro das prévias em uma época em que havia muita descrença no PSDB e eu escrevi e falei no SBT que o sr. iria ganhar as prévias com base em informações.

JD: E você até fez uma outra… Vou dizer até uma coisa que você não mencionou, você defendeu as prévias. Porque havia figuras importantes do PSDB, que eu respeito, mas que tinham discordâncias quanto a isso. Falava-se até daquela situação da mesa com vinho em que seria tudo resolvido.

KA: Um acordo de caciques.

JD: E você fez a defesa das prévias, porque prévia é bom e é importante. Eu continuo nessa mesma defesa.

KA: As nuvens na política em relação ao governo de São Paulo. Isso é também algo que pode estar no caminho do sr?

JD: Vou usar o mesmo Magalhães Pinto, nada é irreversível. Eu não tenho isso como planejamento, eu sou prefeito e estou prefeitando. O melhor que eu posso fazer é ser um bom prefeito.

KA: Impacto da nova lista de Janot. Estamos aqui, numa segunda-feira, gravando uma entrevista na sede da prefeitura e tem toda uma expectativa de que ele deverá pedir inquéritos contra políticos, inclusive políticos importantes do PMDB e do PSDB, que é o seu partido. Como prefeito de São Paulo, que tem uma voz importante no debate público, qual vai ser o impacto dessa lista para a classe política?

JD: Há que se avaliar, não se pode prever ainda. E há que se apurar, principalmente dando direito a todos, indistintamente, seja qual for o partido, à ampla defesa. Eu acho uma forma primeiro mais correta, antes de punir, de se fazer um julgamento, é dar a oportunidade da defesa. E só classificar as pessoas como culpadas depois que, de fato, forem culpadas. Há que se avaliar isso sempre com muita cautela, muito cuidado.

KA: Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, Geraldo Alckmin defenderam uma diferenciação entre o caixa 2 para campanha eleitoral de um caixa 2 que vai para o bolso do político para enriquecimento ilícito. E tem gente que defende votar uma anistia no Congresso. O sr. concorda com a tese de diferenciar? O caminho é votar uma anistia no Congresso ou provar caso a caso na justiça?

JD: Eu acho que a tese tem que ser avaliada. Eu não concordo com ela, mas ela tem que ser avaliada. Aliás, não só eu. Há ministros…

KA: Então, o sr. discorda?

JD: Eu discordo do caixa 2.

KA: Mas da tese de diferenciar?

JD: É preciso ter um novo formato. O formato passado e o atual não funcionam. Eu conversei com o ministro Gilmar Mendes, que, aliás, é uma das figuras mais brilhantes e conscienciosas do Judiciário brasileiro e é presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Eu disse ao ministro que a forma atual, como está, não vai ser viável para as eleições de 2018, seja no nível do governo do Estado, dos Legislativos estaduais, assim como no plano federal. É preciso reestudar esse termo e colocá-lo em debate.

KA: Mas tem o seguinte, essa tese está ganhando força no momento em que a Lava Jato está se aproximando dos tucanos e dos peemedebistas.

JD: Essa coincidência não é positiva, ela torna mais vulnerável a tese. Por isso é que eu não me filiei a ela, embora compreenda a tese. Isso é que eu queria dizer. Eu compreendo a tese, mas ela se torna mais vulnerável dado o estágio avançado da Lava Jato.

KA: Membros do seu partido vão responder a inquéritos do Supremo Tribunal Federal a se confirmarem todas as informações que a gente tem.

JD: E terão ampla defesa. O fato de você ser indiciado não significa que você é culpado.

KA: O sr. tem sido um crítico muito duro do Lula e do PT de uma forma geral…

JD: E continuarei a ser.

KA: Mas esses inquéritos não colocam todo mundo no mesmo barco? Não tiram a autoridade moral do PSDB para criticar a corrupção do PT?

JD: Não. Até porque são atitudes distintas. O PSDB não é PT.

KA: Mas a corrupção é diferente para o PT?

JD: A profundidade da corrupção no PT, Kennedy, foi a maior montagem de quadrilha na história política do mundo, não do Brasil. Uma quadrilha que se apoderou do governo federal, processando e defendendo a corrupção abertamente, estabelecendo cotas, inclusive. Não há como se comparar.

KA: É importante discutir isso com o sr., que responde claramente. Me permita, com respeito, colocar. Há informações de bastidor de delatores apontando que na Cidade Administrativa, em Minas, o próprio Aécio teria intermediado um pedido de contribuição e percentual. Há acusações em relação ao Serra e ao Aloysio. Há informações de que o Adir Assad, operador de campanhas aqui em São Paulo, quer fazer uma delação premiada. Há rumores de que o Paulo Preto pode fazer uma delação premiada. E a gente viu nos últimos anos, que o Ministério Público de São Paulo não investigou acusações de corrupção no nível em que o Ministério Público Federal investigou em relação ao PT. Portanto, essa corrupção do PSDB não está mais protegida, não está mais escondida?

JD: Primeiro, não há corrupção do PSDB, há suspeitas. É diferente, não há transitado em julgado. E nem me cabe, aqui, avaliar Ministério Público, seja federal, estadual ou nas respectivas áreas de atuação. Eu confio no Ministério Público e confio na justiça também. Eu entendo é que tudo tem que ser bem apurado. Mas estabelecer comparação de PSDB com PT é forçar bastante. Eu sei que você não está fazendo isso. A diferença é que o PT fez a corrupção, isso é real. Todos os ex-tesoureiros do PT foram presos e estão cumprindo pena. José Dirceu, que é o grande mentor do projeto de poder do PT, está preso. Vários ex-parlamentares do PT estão presos, estão cumprindo pena. É diferente.

KA: Se forem descobertas e provadas corrupções com relação a tucanos, o sr. vai ser tão duro quanto está sendo agora?

JD: Aplique-se a pena, claro.

KA: Prefeito, chegamos ao final e tem aquele pinga-fogo. Queria que o sr. respondesse em uma ou duas palavras:

Getúlio Vargas: Uma história

Juscelino Kubitschek: Uma boa história

Jango: Uma história

Ditadura militar de 64: Para esquecer e condenar

Tancredo: Um bom nome e uma boa história

Sarney: Um homem de bem, apesar de ter cometido alguns erros

Collor: Uma tristeza

Itamar Franco: Ajudou, contribuiu

Fernando Henrique Cardoso: Um homem de bem, um sábio

Lula: Uma tristeza, um desastre completo

Dilma: Um desastre na versão feminina

Michel Temer: Um homem de bem que pode passar para a história, se continuar fazendo bem feito, como um pacifista

Filme preferido: Aquele que me agrada e que me faz passar o tempo

Diretor de cinema preferido: Da mesma maneira, não sou cinéfilo, não tenho pelo cinema um entusiasmo. Eu gosto de um filme para assistir com a minha esposa e com meus filhos

Cantor: Roberto Carlos

Cantora: Gal Costa e Fafá de Belém, eu tenho uma paixão enorme por ela

Ator e atriz: Só fria, né? Eu tenho tantos amigos que só se eu falar de fora. Já vou ser esbofeteado por causa do cantor e da cantora. Humphrey Bogart, para usar um passado longínquo, e, das mulheres, vou usar em sua homenagem a Marilyn Monroe, figura bonita e alegre.

Um ídolo: Meu pai e Antônio Ermírio de Moraes, dois nomes que me influenciaram muito. Na vida familiar, a estrutura que meu pai pode nos oferecer, que não foi de dinheiro, não foi de posses, mas sim o legado da moralidade, e o Antônio Ermírio de Moraes, o exemplo de vida em toda a sua existência.

Livro: O meu livro de cabeceira é o livro que o meu pai escreveu e não pode publicar. Ele não está editado ainda. Eu leio sempre os parágrafos que ele deixou como um ensinamento.

KA: Pretende editar? Já tem título?

JD: Estou avaliando ainda. Ele não terminou. E avaliamos se valeria a pena ou não, achei que, principalmente neste momento, sendo prefeito de São Paulo, podia ser algo um pouco forçado e mal interpretado. As lições, neste momento, ficam para os filhos.

Uma frase, pensamento ou poema: Nunca desistir do seu sonho.

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  1. CLEITON disse:

    João Doria é o grande adversário do PT e dessa política velha que não se sustenta em pé.Está engolindo os caciqies do seu partido, não por iniciativa própria, mas por uma reação natural de sua administração eficaz. Será o meu candidato à Presidência da República.

  2. walter disse:

    Kennedy votei no Dória, mas todo este movimento de marketing que o cerca, não corresponde ao necessário de verdade, para torna lo unanime…temos muitos problemas herdados do haddad; um governo do faz de contas; deixou problemas imensos, acumulados em quatro anos.
    Fica muito claro que o Dória tem demonstrado em suas entrevistas, muita vontade de fazer diferente, e uma delas, deveria não tentar livrar a cara do haddad, são muitos rombos…Gosta mesmo é de fazer grandes propagandas do que fez sobre saúde, e do que pretende fazer…mas o deficit é muito grande, e a longo prazo, não se sabe se conseguirá realizar o equilibrio ideal na Saúde…não pode esquecer dos buracos nas ruas, as suas sub prefeituras, depende de verbas e liberdade de ação, o que não acontece…as podas de arvores e os piscinões estão só nas promessas…as podas de arvores continuam prejudicadas…sabemos sim, que não existe dinheiro para gastos, mas economizar no necessário; vamos lá prefeito, mostre a que veio…

    • Marcos Oliveira disse:

      Meu caro, não votei nem no Dória, nem no Hadad, mas creio que vc precisa se atualizar, conforme o próprio Dória disse, o Hadad deixou a prefeitura com as contas em dia, então não generalize, independente do partido tem gente boa e a maioria ruim. Quanto ao Dória, só 03 meses a frente da prefeitura, tá muito cedo ainda pra ver se este marketing todo é resultado ou maquiagem, mas fique tranquilo a periferia é que vai avaliar seu governo, o povo é pobre mas não é burro, vamos ver se estas ações de marketing vão mudar realmente a cidade para melhor. Colocar a culpa sempre no governo anterior tá ficando manjado.

  3. DIRETO AO ASSUNTO! disse:

    Gosto do Dória, sempre gostei de assistir ao seu programa de entrevistas e achei que seria um bom administrador para São Paulo, por demonstrar ser um homem sério e empresário competente. Assusta-me sua citação do que ele disse ter dito o Magalhães Pinto (ex-governador das Minas Gerais, político influente e forte apoio da revolução de 1964 que impediu que o comunismo assumisse o poder no Brasil): “política é como nuvem…” .Isso porque acho que um dos motivo do país estar como está, é exatamente por nossos políticos não terem compromisso partidário, ideologia, caráter, vergonha na cara. Muitos do Legislativo, após eleitos para legislar, aceitam cargos no Executivo, não dando bolas para os eleitores que votaram nele para “legislar” – outros, eleitos para cargos do Executivo, nem terminam seus mandatos, largando tudo para se candidatarem a outros cargos. Um absurdo!Espero que Dória primeiro mostre a que veio, para depois pensar em outro cargo

    • antonio ricardo disse:

      Dória e muita mais do mesmo!!!!!!!com sua intervenções como gari (fantasiado, pois o mesmo vem de uma família que já era rica nos tempos do império)para demonstra “humildade” marketing barato usando o dinheiro publico para se promover.aaaffff

  4. Valdir Ferreira disse:

    Nós que somos o povo, que fomos, somos e provavelmente pretendem no desprezar temos de tomar uma atitude com esse aproveitadores. O Sr. Prefeito tomou posse a menos de 90 dias e já estão discutindo sobre sua provável candidatura a Presidência. O que o Sr. Prefeito fez até o momento além, de falar e se fantasiar pelas ruas nobres de São Paulo. Aliás devo informar que aqui na periferia em Arthur Alvim e Itaquera (que ele visitou quando candidato e provavelmente não voltará tão cedo) estamos esperando que ele tome posse porque até o presente momento está a mesma coisa de sempre, sujeira por todos os lados, ciclovias tomadas pelo mato, arvores sem poda e uma ultima informação nos cruzamentos da ruas próximas ao metrô Arthur Alvim tiveram o asfalto “perfurados” para reforma e estão a 10 dias largados atrapalhando o trânsito. O sr. Prefeito não é diferente em nada dos outros e fala muuuiiiito!

  5. Erica disse:

    Parabéns Kennedy pela execelentes perguntas que fez ao Doria.

  6. Elvis Rocha disse:

    A que nível desceu o PSDB, chegar ao ponto de só ter isto como possível candidato a presidente é o fim da picada. E ainda diz que no PSDB não tem corrupção. É um palhaço! Sem graça, mas é!

  7. Josemar de Assunção disse:

    Dito popular “PATO NOVO NÃO DA MERGULHO FUNDO”.

  8. As chances de ganhar são boas desde que não esteja filiado a partidos políticos.

  9. renata vieira disse:

    Eu adoraria ver o Doria como presidente para dar um jeito neste pais.

  10. Paulo Sérgio Gomes disse:

    Ao meu ver este prefeito é um homem sábio que visa não apenas o presente mas o futuro tambem e apesar de ser um emrpesário de sucesso é humano.
    Parabéns aos seus pais pelos ensinamentos que te passaram, Deus te ilumine sempre a vc e sua equipe.

  11. Wellington Alves disse:

    Fora Dória…

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2017-04-28 16:47:24