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Política
06-11-2017, 11h37

É prematuro julgar governo Temer acabado

Janela para reforma da Previdência está se fechando
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

É prematuro julgar o presidente Michel Temer acabado politicamente porque ele obteve menos votos para barrar a segunda denúncia da Procuradoria Geral da República na comparação com a primeira acusação do Ministério Público Federal. Esse veredito foi feito na época da delação da JBS e se mostrou equivocado.

Mas é fato que, quanto mais o tempo passa, mais o debate sobre as eleições de 2018 cresce e dificulta a votação de uma reforma da Previdência. Também é fato que Temer teve menos votos para barrar a segunda denúncia do que na primeira.

No entanto, o governo contou com um maior número de ausências. Uma vez atingido o quórum necessário para votar, que era de 342 deputados presentes, quem se ausentou, no caso, passou a jogar a favor do governo.

Na primeira denúncia, Temer teve 263 a seu favor mais 19 ausências. Isso dá 282 deputados. Na segunda denúncia, foram 251 a favor do presidente mais 25 ausência. A soma atinge 276. Na prática, são resultados parecidos.

O núcleo mais fiel ao presidente está nessa faixa de 250 a 280 deputados, a depender da matéria em questão. Levando em conta as votações das denúncias, já não havia votos suficiente para aprovar a reforma da Previdência desde a primeira acusação de Rodrigo Janot.

Essa reforma depende de mais apoio da sociedade e do empresariado, de maior empenho do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do cálculo do impacto na sua base eleitoral que cada deputado fará. Em resumo, ainda há chance para votar a reforma da Previdência, mas a janela está se fechando.

O governo conta com uma melhora da economia para dar peso político a Temer na reta final do mandato. Esse fator sempre teve peso político-eleitoral. Mas, se o governo não agir com habilidade nas próximas duas semanas, propondo uma reforma da Previdência enxuta, a tendência é que ela morra por falta de tempo hábil e o debate eleitoral. Não será por causa do placar das votações que barraram as denúncias.

Este post fez parte do comentário no “Jornal da CBN” de hoje.

 

Comentários
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  1. APESAR DE VOCÊS... VIVA A LAVA JATO! disse:

    Com Michel Temer, Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarnei, Aécio Neves, Eunício Oliveira, Rodrigo Maia, Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Fernando Collor, Carlos Marum, Darcísio Perondi, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandovski e tantas outras celebridades de mesmo porte nas grandes decisões nacionais, temer o “quê”? Que venham as eleições de 2018!

  2. Fabio disse:

    Uma unica certeza, não sou meu voto a ninguém que deu ou dá apoio ao senhor Temer.

    • walter disse:

      A tristeza caro Fabio esta na incoerência constante deste governo mambembe…primeiro gastaram toda a energia para se manter; prometeram a reforma da previdência como prioridade; fazer esta declaração de que não tem quórum suficiente para aprova lá; no mínimo é temeroso; se não sair a casa cai…estará provando, que estão lá, apenas para medidas impositivas, e negativas a população…estarão a mercê de impeachment por inoperância…secretamente, querem gerar medidas que impeçam a LAVA JATO…querem livrar a cara da bandidagem já presa; este tipo de principio, vai gerar um descompasso tão grande, que serão expurgados para fora; se acham que o POVO esta morto…

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