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Política
05-12-2017, 8h19

Excesso de viagens e falhas de gestão minam Doria

Datafolha aponta queda da aprovação à gestão tucana
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

O Datafolha mostrou queda da aprovação da gestão Doria em São Paulo. Segundo a pesquisa, 39% consideram a administração ruim ou péssima, mesma taxa de desaprovação que o petista Fernando Haddad tinha ao final do seu primeiro ano de gestão, em 2013. De acordo com o Datafolha, 29% consideram a administração tucana ótima ou boa, 31% a julgam irregular e 1% não soube responder.

Há dois fatores principais que se misturaram e levaram a uma decepção de parcela dos entrevistados: a imagem de falta de foco na cidade e as falhas de gestão para quem se vendeu na campanha como um grande gerente que não seria político.

Ao tentar viabilizar a candidatura presidencial e sair em viagens pelo Brasil, Doria transmitiu a sensação de que estaria deixando a Prefeitura de São Paulo em segundo plano. Agiu como político e não como gerente.

Parte do eleitorado tem a memória do uso da cidade de São Paulo como trampolim eleitoral por um tucano. O então prefeito José Serra deixou o comando da capital em 2006 para ser candidato a governador e se elegeu. Com dificuldade para ser o candidato a presidente do PSDB em 2018, Doria ameaça seguir no ano que vem os passos de Serra.

Esse flerte com o Palácio dos Bandeirantes traz risco para Doria. Pode ter o mesmo efeito que o excesso de viagens, reiterando, perante uma parcela dos paulistanos, a imagem de que o prefeito não quer ficar no comando da cidade.

Na campanha, Doria prometeu “prefeitar” durante quatro anos e não ficar pulando de galho em galho. Se insistir em ser candidato a governador, poderá reforçar a imagem de que estaria quebrando uma promessa de campanha.

Somado à falta de foco na capital, há falhas de gestão que começam a aparecer, incomodando a população. Basta dar uma caminhada pelo centro de São Paulo para constatar a sujeira, o descuido e o erro da ação na cracolândia.

Essa ação resultou na dispersão de uma população carente e doente que necessitava de uma abordagem que a levasse a ser atraída para algum tipo de tratamento e não que a fizesse fugir com medo de internação compulsória, como foi tentado.

O episódio da farinata, composto alimentar feito de produtos próximos do vencimento da validade que poderia ser adotado em escolas públicas, causou dano a Doria. Transmitiu imagem de insensibilidade social e de descaso com a alimentação dos mais pobres.

Também começa a causar prejuízo essa negação reiterada de que o aumento da velocidade nas marginais tenha contribuído para o crescimento de mortes nessas vias. Um gestor não se recusaria a reavaliar essa decisão e a estudar mais detidamente a questão. Mas há uma rejeição peremptória à possibilidade de que a velocidade tenha sido um ingrediente do aumento das mortes nas marginais.

Olhando hoje, foi menor e desnecessária aquela guerra aos pichadores logo na largada da gestão. Pichadores foram chamados de “bandidos”. A realidade sempre se impõe. Os problemas de São Paulo são muito maiores do que os muros da avenida 23 de Maio.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. jaime almeida disse:

    Comentário pertinente, como sempre, parabéns.
    Lembro apenas que o que foi combatido por Dória no começo do ano foram os grafites, manifestações artísticas. Pichações são praticamente impossíveis de se combater.

    • walter disse:

      Caro Jaime o Dória recebeu a prefeitura sem caixa; conseguiu uma série de benesses sem custo; foi virtuoso em suas ações, e inocentes em alguma frentes…as viagens foram um erro; as sub prefeituras, estavam mal conduzidas…fez mudança do comando, as coisas melhoraram…temos que admitir, que pela falta de experiência, pecou por “excesso”; mas suas possibilidades são extraordinárias, enquanto opção…Acreditar na lisura de um parlamentar honesto, sempre fará diferença; estes País precisa de muitos Dórias, para lavar a nossa alma…

  2. Walter disse:

    Caro Kennedy, elogiei no Doria no inicio, como afoito que sempre sou. Mas, ele e’ no fundo, um politico como outro qualquer. Melhor, pior que muito politico que tem por ai, por que tenta passar a imagem de um gestou, o que provou nao ser.

    • Analista Alpha disse:

      Ao menos esse Walter com W maiúsculo não se rende à paixôes partidárias divisionistas como o walter com w minúsculo, que se apaixonou pelo Dória por ter sido candidato do PSDB e do velhaco Alkimim. Se o Dória fosse do PCB ou qualquer outro, mesmo sendo a mesma pessoa, ele encontraria um milhão de defeitos na gestão .

      • walter disse:

        Olha analista Alpha; ninguém de fato presta para a maioria; bom mesmo são os “podrões” como as viúvas do lula, que se escondem atrás de muitas falácias, para disfarçar a raiva, de ter visto a dilma se estrumbicar…não defendo ninguém, que cometa atos contra o erário, pode ser o “bispo”; quem não entende, que os “fichas sujas”, são absolutamente descartáveis, e tem a intenção de ve los no poder novamente; são analfabetos eleitorais, só torcem, como se fosse um campeonato de futebol…este país precisa de Dórias sim, pelo menos, cometeu erros por inexperiência, não por má fé…precisamos de mais candidatos novos, com boa vontade e intenções claras; esta corja que esta atrás do poder, para se esconder da justiça, não dá mais…vamos aos novos…

        • Analista Alpha disse:

          Olha walter, até entendo que queira o novo, quem não gostaria, principalmente vendo onde chegamos? Só vejo que é inocente achando o Dória bem intencionado e sendo um “novo” político. Ele é na verdade uma raposa velha, com cabelo pintado, e que já teve experiência e chance de fazer bom trabalho antes e foi salvo graças a politicagem no TC, coisa de político experiente.
          Não houve nenhuma inexperiência na gestão dele na prefeitura, houve sim um deslumbramento com a popularidade inicial e os olhos dele brilharam com a chance de dar uma rasteira em seu próprio padrinho e chegar a candidatar-se a presidente, coisa de político Bemmmmmm experiente tbm.
          No mais, abandone essa ladainha de viúvas de lula/dilma. Pergunte ao pobre trabalhador com que ele se importa, eles lhe dirão. Não é com políticos nem direita/esquerda, é com comida no prato, emprego e qualidade de vida.

  3. DIRETO AO ASSUNTO! disse:

    É uma pena, mas o Dória se lambuzou com o melado do poder e está se engasgando. A política certa dele teria sido uma excelente e principalmente proba administração da cidade de São Paulo, desligado das quadrilhas de bandidos travestidos de políticos e governantes atuais. Essas duas atitudes o habilitariam a, futuramente, ser um bom candidato até a Presidente da República. Infelizmente, misturando-se à lixaiada, logo estará cheirando mal!

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