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Política
16-02-2017, 9h41

Fracassam no Congresso medidas contra Lava Jato

Senado e Câmara tentam estancar sangria, mas há obstáculos
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Fracassaram ontem no Congresso as tentativas de aprovar duas medidas que poderiam conter danos das investigações de corrupção da Lava Jato e de suas operações filhotes. O insucesso das iniciativas é prova das dificuldade de estancar a sangria.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) queria apresentar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para estender aos presidentes do Senado e da Câmara a regra que prevê que um presidente da República não possa ser investigados por atos alheios ao atual mandato. Isso preservaria os atuais presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, de eventuais inquéritos e denúncias da Lava Jato.

Na Câmara, também foi excluída a possibilidade de parentes de políticos até o segundo grau poderem repatriar recursos no exterior mediante o pagamento de impostos e multa. Agora, o Senado voltará a discutir a segunda lei de repatriação.

A PEC de Jucá, que durou horas, era um casuísmo. Uma coisa é discutir um projeto de abuso de autoridade que tramita há anos no Congresso ou debater regras para acabar com os salários que ultrapassam o teto constitucional. Outra coisa é sacar do bolso uma Proposta de Emenda Constitucional feita sob medida para preservar os atuais presidentes da Câmara e do Senado.

Eunício Oliveira, presidente do Senado, teve o bom senso de pedir a Jucá que desistisse da ideia. Eunício é citado na Lava Jato e tem negado as acusações. O presidente do Senado acertou politicamente.

Na Câmara, também foi correto impedir que parentes de político repatriassem recursos numa hora em que a Lava Jato e seus filhotes descobrem contas no exterior de diversos investigados. Muitos desses investigados são políticos ou laranjas de políticos. As tentativas de estancar a sangria existem, mas não será fácil implementá-las.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Neste país é notório o hábito de se legislar em causa própria.
    Até hoje ninguém teve a coragem de endurecer a legislação penal com medo de atirar no próprio pé, ou seja, ser vítima da própria lei.
    As redes sociais hoje são o quarto poder, elas preenchem esse vazio jurídico, ético e moral!

  2. Adelina Costa Fazio disse:

    Chegou-se a um ponto, em que não há mais constrangimento e nem pudores, na política brasileira. Os interesses pessoais estão tão escancarados, que todos só pensam em criar medidas (as PEC’s da vida) para se auto protegerem. É o reflexo claro, de um país de 3º mundo, onde a corrupção está entranhada no DNA moral de cada um. A Lava Jato, é o início dessa grande purga, e ela é a nossa única esperança. Que tenha a proteção divina.

  3. mano disse:

    prezados: um tiro mortal nos políticos, executivos de alto escalão (ministros e similares) seria acabar com o foro privilegiado. Quem não quer, mantém o foro privilegiado. Vamos lá STF – É SIMPLES, ASSIM.

  4. Flavio Pessi disse:

    Já conseguiram estancar muita sangria, a justiça tem que ficar de olhos abertos e não admitir este tipo de manobra para beneficiar estes políticos corruptos.

  5. ATÉ QUANDO ESSE VALE TUDO NA "REPÚBLICA" DA CORRUPÇÃO"? disse:

    A nação não pode continuar à mercê desses corruptos: Romero Jucá foi pego em gravação telefônica planejando com outros promoverem meios para “ESTANCAR A SANGRIA” (referia-se a conter as investigações contra políticos aliados suspeitos de corrupção, citados na Lava Jato). Nada foi feito, nenhuma providência foi tomada contra esse corrupto de altíssima periculosidade, ao contrário, o governo o prestigiou com o cargo de “LÍDER DO GOVERNO”! Em seguida o governo deixou o Ministério da Justiça sem titular, num momento de grave crise da segurança pública no país, para indicá-lo para o STF – quando nenhum motivo haveria para tal que não fosse criar a esperança de garantia de mais um voto no STF, em favor de aliados com foro privilegiado envolvidos na Lava Jato. Ontem, para confirmação da periculosidade de um corrupto inveterado, Jucá tentou emplacar uma PEC para garantir impunidade aos presidentes das duas Casas mais enlameadas de sujeira de corrupção do país!

  6. APESAR DE VOCÊS, AMANHÃ HÁ DE SER, OUTRO DIA! disse:

    Esse Romero Jucá, como a maioria dos políticos atuais, é uma vergonha! Se em 2018 o povo não demonstrar que aprendeu a votar, fazendo uma limpeza total no cenário político do país não terá havido proveito o empenho da Lava Jato, as manifestações de rua, a indignação viva da nação, exposta diariamente nas redes sociais! TEM QUE FICAR CLARO NAS URNAS O RESULTADO DO SOFRIMENTO, INDIGNAÇÃO, REVOLTA E ESPERANÇA DA NAÇÃO BRASILEIRA!

  7. walter disse:

    Continuam a tentar de forma descarada caro Kennedy, a desmistificar a Lei, contrariar a constituição, a bel prazer de “dois ou trés’…não podemos nos enganar, tem a anuência do temer; não engana ninguém, com seus “amiguinhos contaminados”…As ultimas atitudes do temer o condenam…
    O tal Jucá e o Renan, são os principais inimigos da República, declaram descaradamente seus planos, de impedir a lava jato ou retaliar, e o supremo, fica assistindo a distância, junto PGR.
    Este País precisa com urgência, de mais “Sergios Moros”…Se continuarem a apelar o País vai parar e o Temer dançar…

  8. Marcos Santos disse:

    Não é possível isso, Reforma da previdência!
    Será que ninguém esta vendo o resultado da Auditoria feita na Previdência, pela ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil)
    Resultado da apuração;
    SUPERÁVIT – 2014 = R$55,7 Bilhões e 2015 = R$11,1 Bilhões
    1ª Mentira do Governo – O rombo (R$85,8 Bilhões e Renúncias Fiscais de R$69,7 Bilhões)
    2ª Mentira do Governo – Proventos somente dos Trabalhadores e Empresas.
    Foram efetuadas diversas transferências através da DRU (Desvinculação de Receitas da União)
    Do Orçamento de Seguridade para o Fiscal, promovida pela DRU, para pagamento da Dívida Publica.
    Valor desviado R$63,0 Bilhões com DRU no ano de 2015
    Nos textos das diversas leis orçamentárias, há dispositivos que sempre apontam “transferências do Orçamento Fiscal para o Orçamento da Seguridade Social”, desconhecendo as inúmeras transferências do Orçamento da Seguridade para o Fiscal, como, por exemplo, as promovidas pela DRU.

  9. mano disse:

    prezados: como acreditar que o Brasil vai mudar se o partido que governa este país lidera na quantidade de políticos citados, denunciados e réus nos processos de corrupção investigados na operação lava jato. O presidente do país que pertence ao PMDB só não pode ser denunciado porque uma lei esdrúxula contemplada na constituição federal não permite que o mesmo responda por atos que ele não praticou no exercício da presidência. Pelo amor de Deus! Assim não é possível acreditar em mudança.

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2017-07-24 17:45:06