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Política
28-11-2017, 8h11

No comando do PSDB, Alckmin consolida candidatura presidencial

Mas Bolsonaro e acusação na Lava Jato serão obstáculos
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Com o acordo para virar presidente do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, consolida a candidatura ao Palácio do Planalto em 2018.

O PSDB manteve a tradição de acertos de cúpula a fim de evitar a implosão do partido. Em jantar ontem em São Paulo, mediado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Alckmin disse que aceitava ser eleito presidente do PSDB. Os postulantes a esse posto, o senador Tasso Jereissati e o governador Marconi Perillo (GO), desistiram em benefício do tucano paulista.

Com esse movimento, dificilmente Alckmin não será o candidato do PSDB à Presidência da República. Como falta tempo para a oficialização da candidatura, que deve ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto do ano que vem, sempre é possível haver uma reviravolta. Haverá críticas internas a mais um acordo de cúpula.

Mas seria surpreendente Alckmin perder a candidatura presidencial. Se o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, insistir em ser candidato, é provável que ocorra uma prévia. A eleição para comandar o PSDB dará a Alckmin mais controle sobre a máquina partidária, assim como aconteceu com o senador Aécio Neves em 2014. Numa prévia, Alckmin é franco favorito.

A eventual candidatura presidencial do prefeito de São Paulo, João Doria, também perdeu fôlego com o jantar de ontem. Com Alckmin no comando do PSDB, a possibilidade de Doria concorrer ao Palácio do Planalto se enfraquece.

Uma preocupação política mais urgente de Alckmin deve ser tirar votos do deputado Jair Bolsonaro que um dia já foram do PSDB.

*

Relação com o governo Temer

Haverá a decisão de rompimento com o governo Temer na convenção do PSDB no dia 9 de dezembro, quando Alckmin deverá ser aclamado presidente do partido.

Mas o acordo que viabilizou a união em torno de Alckmin aconteceu porque o senador Tasso Jereissati, contrário a Temer, viu que não teria voto para derrotar o governador Marconi Perillo, candidato de Aécio e aliado do atual governo. Logo, Alckmin terá de se equilibrar.

Se hostilizar Temer, pode perder aliados. A ruptura com o governo é um movimento tucano para se descolar da impopularidade da atual administração. No entanto, será preciso ver como o eleitor entenderá essa decisão. Afinal, o PSDB apoiou o impeachment de Dilma e foi avalista do governo Temer.

Da parte do governo, há uma ala que acredita que a ida de Alckmin para o comando do PSDB pode reabrir um diálogo com o PMDB para eventual aliança eleitoral em 2018. Nesse caso, Alckmin seria candidato de Temer.

Outra ala do governo avalia que o PMDB deveria tentar buscar caminho sem o PSDB, numa aliança que envolva o DEM e partidos do Centrão, grupo de legendas conservadoras da Câmara.

*

Impacto da Lava Jato

A Lava Jato será um fator de desgaste para Alckmin. Adversários políticos vão lembrar que há uma acusação contra o governador paulista. A empreiteira teria dado recursos de caixa 2 à campanha de Alckmin por intermédio de um cunhado dele. Alckmin nega ter recebido recursos de caixa 2.

Investigadores da Lava Jato avaliavam que o codinome “Santo” seria uma referência a Alckmin. No entanto, em depoimento ao Ministério Público, o delator Celso da Fonseca Rodrigues, ex-diretor de contratos da Odebrecht em São Paulo, afirmou que esse codinome não se refere ao governador paulista, mas ao então superintendente do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Pedro Blassioli, já falecido.

O inquérito contra Alckmin acabou de ser enviado ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Pelo trâmite natural da Justiça, a investigação tende a demorar até que ocorra uma eventual denúncia. Dificilmente acontecerá em 2018.

Por ora, Alckmin sofreu um tiro de raspão na Lava Jato, na comparação com outros políticos do próprio partido, como os senadores Aécio Neves e José Serra, que respondem a acusações mais graves no âmbito dessa operação.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Fabio disse:

    Kennedy, sou paulista e há vinte e quatro anos o PSDB governa o estado de SP.
    Posso te garantir algo, meu voto, da minha família e de amigos tanto o Alckmin como qualquer pessoa do PSDB não terão jamais.

    • walter disse:

      estamos sim, desanimados com esta política caro Kennedy, e Fabio; continuamos a viver neste País, e só nos resta acreditar no dia seguinte…Acredito que o PSDB com este novo presidente, vai sim, colocar ordem na casa, e sinceramente, precisamos muito…quando olhamos as outras siglas, o que teremos a frente…acredito que o Alkimin, vai equilibrar o partido, já que o Aécio é uma “erva daninha”, junto ao serra, que já quer ser candidato a governador; desqualificando o Dória…o sujeito não tem noção; tem uma rejeição, semelhante ao lula…as chances do Alkimin nas próximas eleições, são pequenas demais…por isso sua importância a frente do partido…

      • Fabio disse:

        Walter, discordo de você. Alckmin e toda a sua turma do PSDB de SP são uma tragedia total.
        Há vinte e quatro anos a saude, educação e segurança publica em SP estão um caos e antes que você culpe o governo federal nao se esqueça que saude, educação (fundamental e medio) e segurança publica são responsabilidade do Estado.
        Detalhe, ha vinte e quatro anos o Ministerio Publico de SP não investiga nada contra os governos tucanos em SP e a Assembleia Legislativa arquiva todas as CPis contra o tucanos.
        São Paulo nada mais é do que uma vitrine, bonita na frente e podre por tras.
        Sou paulista, nascido aqui, nunca sai daqui e por isso posso afirmar o que falei ok

  2. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Alckmin no comando do PSDB demonstra claramente a falta de quadros na política nacional. É um político centralizador vaidoso e desagregador… pobre partido, pobre país !

  3. Fabio disse:

    PSDB há anos governa SP e, nem terminar o rodoanel eles conseguem. Obras do metrô inacabadas, contratos que só aumentam o valor e pouquíssimos investimentos em TODOS os setores!
    Não gosto do PT, PMDB, PSDB e etc…Mas dizer que o Alckmin estaria pronto para governar o país é um erro grotesco!

  4. IDS disse:

    Não voto no Alckmin por ser do PSDB mas se unir ao planalto via PMDB, também terá minha rejeição.

  5. EM 2018 O ELEITOR VAI DAR A RESPOSTA AOS CORRUPTOS E (OU) APOIADORES DE CORRUPTOS! disse:

    O problema não é só não votar no PSDB, PMDB, PT, PP – os partidos “cabeças” da corrupção e roubalheira aos cofres públicos do país – partidos transformados em quadrilhas de roubadores de cofres públicos, travestidas de partidos políticos. A maioria dos outros partidos também está comprometida com a corrupção, pois todos os partidos que apoiam esses quatro são partidos de corruptos também. Essa é a verdade nua e crua. Fazer o que, então? Não votar em nenhum candidato à reeleição, que seja investigado, processado, réu, condenado em 1ª instância (mesmo estando em recurso), e preso ( porque tem até preso exercendo mandato nessa zona que se tornou o país). Se os eleitores analisarem bem cada candidato, haverá uma “FAXINA GERAL” no meio da ladrãozada!

  6. silvio Gaucho disse:

    Este é o desejo de Lula e do PT , pois sabem que Alkimim é um candidato fraco e que não tem chance! O candidato que realmente incomoda e ganhará é Dória!

  7. Carlos disse:

    O nosso problema é a falta de opção. Agora, Silvio, vê-se realmente que você não é de sampa, em achar que Dória incomoda.Vamos aguardar as prévias(simulações). Talvez tenha razão. É um bom nome.

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2017-12-17 23:02:53