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Política
04-01-2018, 8h14

Petrobras deve ser mais transparente sobre acordo nos EUA

Lava Jato também deve satisfações ao público
31

KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

A Petrobras fez um acordo na justiça dos EUA para pagar cerca de R$ 9,6 bilhões a investidores americanos que se sentiram lesados pelas revelações de corrupção da estatal. A companhia tem de ser mais transparente na explicação para a opinião pública brasileira sobre as razões que a levaram a aceitar uma indenização de tal magnitude.

Este é o quinto maior acordo da história dos Estados Unidos que envolve uma briga judicial coletiva por perdas com ações. O valor representa 65% de todo o dinheiro arrecadado pela Petrobras com seu segundo plano de venda de ativos. O montante é 6,5 vezes maior do que todo o dinheiro desviado da estatal já recuperado por ações da Lava Jato.

É natural que a opinião pública e os investidores minoritários brasileiros queiram saber em detalhes os motivos desse acerto. Não basta uma nota oficial da empresa apontando vantagens que o acordo traz, como eliminar um risco judicial que poderia custar mais caro no futuro e dar mais previsibilidade aos negócios da empresa.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, precisa dar uma grande entrevista e se manifestar diretamente a respeito de críticas que são naturais dada a dimensão do acordo.

O líder do PT na Câmara, o deputado federal Paulo Pimenta (RS), pediu onteme à Procuradoria Geral da República que tome medidas para impedir que Parente cumpra o acordo _realizado perante a justiça americana. Não há dúvida de que o PT está aproveitando essa oportunidade para travar uma luta política.

Convém lembrar que projetos feitos pela Petrobras no governo Lula se revelaram inconsistentes com o tempo e foram realizados por pressão do Palácio do Planalto. Na gestão Dilma, houve uma intervenção ainda mais excessiva e danosa, sobretudo no controle do preço da gasolina, mas também em relação aos planos administrativos da empresa. A Lava Jato desvendou uma rede de corrupção na empresa que serviu a partidos políticos. Esses são fatos contra os quais o PT não pode brigar.

É errado que uma empresa estatal que tem ação de mercado seja administrada com forte intervenção política. No entanto, tampouco uma empresa estatal com a importância da Petrobras pode ser administrada como se fosse uma companhia privada pura e simples. Ela não é.

Recente pesquisa Datafolha mostrou que 70% dos entrevistados são contra a privatização da estatal. Logo, é preciso dar satisfação ao público, que, no fundo, é o dono da empresa.

Os brasileiros têm o direito de saber qual foi exatamente o tamanho das perdas dos investidores americanos. O mercado de ações é sujeito a chuvas e trovoadas. O risco faz parte. Quem investiu não sabia disso?

Houve omissão de informações? Houve informações fraudulentas? E as empresas de auditoria, inclusive americanas, que deram aval aos negócios e diziam que estava tudo bem? Serão responsabilizadas? Se sim, em qual medida? Ou a Petrobras vai pagar essa conta sozinha?

É um eufemismo dizer que a empresa não assumiu culpa perante a justiça americana. Pagou por medo de ser condenada. Esse caso vai levar a outros que demandarão mais indenizações no exterior? Os investidores brasileiros também receberão alguma indenização?

A Petrobras é uma empresa que descobriu muitas reservas, sobretudo no pré-sal. No longo prazo, com a recuperação da companhia, que já começou, todos esses investidores, estrangeiros e nacionais, não recuperariam um eventual dinheiro perdido? Essas questões precisam ser respondidas pelo presidente da Petrobras, que tomou uma decisão de grande impacto econômico e político.

*

Laja Jato também deve satisfações

As revelações feitas pela Lava Jato dão força aos argumentos de defesa do acordo. Afinal, expuseram fatos gravíssimos. Mas não é pecado questionar o papel da Lava Jato em relação a um eventual dano que possa ter sido causado à maior empresa estatal do Brasil e aos acionistas minoritários.

Desde o começo da Lava Jato, os integrantes da operação defendem o uso da opinião pública como fator de pressão para fortalecer as investigações. A Lava Jato decidiu jogar na arena política. Isso significa que também pode estar sujeita à critica nessa arena política.

É preciso afastar teorias conspiratórias que apontam um complô americano para destruir a economia do Brasil. Os Estados Unidos não nomearam Paulo Roberto da Costa nem Paulo Duque diretores da Petrobras. Mas países têm interesses econômicos claros. Têm interesses geopolíticos.

Esse acordo mostra que os Estados Unidos possuem uma legislação que defende com unhas e dentes os seus interesses. Policiais, promotores e juízes brasileiros gostam de mimetizar as leis americanas a fim de combater a corrupção. Programas de treinamento e intercâmbio para estrangeiros com autoridades policiais e judiciais fazem parte do chamado softpower dos Estados Unidos.

Esse softpower tem imensa capacidade de influenciar outros países. Os interesses americanos parecem bem atendidos nas diversas investigações da Lava Jato no Brasil e na América Latina. Esse acordo é um exemplo de como esses interesses são prontamente atendidos.

O Brasil está pagando uma conta alta. O setor de óleo e gás foi enfraquecido. O setor da construção civil está em frangalhos. Isso tem efeito na economia real, que encolheu e viu o desemprego aumentar.

Empresas brasileiras que competiam com companhias americanas na América Latina e na África estão saindo do jogo e sendo compradas por estrangeiros. A China tem feito um feirão na infraestrutura brasileira, como mostraram leilões recentes. Estados Unidos, Canadá e Noruega estão realizando bons negócios no Brasil diante do enfraquecimento das empresas nacionais.

Procuradores da República que fazem da parte da Lava Jato dizem que o enfraquecimento das empresas e a perda de empregos não são culpa da investigação, pois eles combatem os sintomas da corrupção. Ou seja, a Lava Jato não teria responsabilidade pelo efeito econômico de suas ações.

Ora, o Ministério Público e os juízes têm um poder enorme para fazer intervenções de impacto no domínio econômico. Portanto, precisam saber lidar com os efeitos desse poder para exercê-lo com responsabilidade. Deveriam também se deslumbrar menos com prêmios e homenagens que recebem no exterior. O médico que mata o paciente não cura a doença.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
31
  1. Fabio disse:

    Enquanto Pedro parente e o PSDB estiverem a frente da Petrobras a mesma não sera transparente e todo e qualquer lucro da mesma sera enviada para o exterior.
    Pedro Parente deveria ser preso por lesa a patria

    • walter disse:

      Caro Fabio por favor;a estatal sempre foi um exemplo de controladoria; só mesmo o PT da dilma, para bagunçar todos os controles…a dilma comprou uma refinadora nos EUA para nada; não conseguem nem vender a porcaria…o Pedro parente foi a melhor notícia da estatal; tudo o que tem feito, tem auditória externa, por exigência dos acionistas…lá não é mais a casa da mãe joana, aliás nunca foi…vale lembrar que este acordo com os EUA, é o mal menor, esta conta poderia se tornar impagável, lá a Lei funciona…culpar a lava jato que recuperou 1 BI e 700 Mi…fazer como o líder da câmara do PT, solicitar que não aceitem o acordo entrando na PGR, é de uma covardia e falta de senso…valeria a pena aos petistas, assumirem mesmo com meia culpa, mas a falta de sensibilidade, e brasilidade, não os permitem, admitir; pre sal, por depender de muitos investimentos, não pode ser tocado sozinho pela Petrobras, nos dias de Hj…quanto aos aumentos da gasolina é de total responsabilidade do PT…

      • Fabio disse:

        Colocar todos os males da estatal nas costas do PT e fechar os olhos para o que o PSDB fez na mesma na epoca do FHC com a chamada Petrobrax ou mesmo fazer de conta que esse Pedro Parentes nao esta destruindo e entregando o que resta da mesma aos corvos internacionais é fechar os olhos para a realidade e achar que desde 1500 o Brasil era um grande pais e se afundo apenas quando o PT chegou a presidencia.
        Caro, no Brasil não se salva um, nenhum partido, nenhum politico.

      • BRAGA-BH disse:

        Walter se solte destas amarras da mídia tupiniquim. Procure se informar melhor. O Kennedy é uma excelente fonte mas não a única!! No New York Times já teve repercussão a materia deste acerto financeiro da Petrobras com a banca americana. Nem os escritórios de advogados especializados em alijar grandes empresas em acordos financeiros fabulosos que moviam a causa esperavam um valor tão exorbitante. Acreditavam no máximo em 600milhoes de dólares e você vem aqui defender a administração de Pedro Parente! Tenha dó!!

  2. Georges C. Costaridis disse:

    É verdade! De como resolveu fazer caixa cobrando preço internacional para um produto que nem é equivalente, afinal coquetel de gasolina com 30% álcool cobrando valor com correção diária de gasolina pura para mim cheira a uma tremenda trambicagem.

  3. BRAGA BH disse:

    Meu nível e indignação chegou na estratosfera. Não conheço na história de nenhuma nação um grau de subserviência como este demonstrado por nossas autoridades. Na história moderna algo parecido aconteceu com a Índia quando era colônia inglesa. Não existiam exércitos para dominar o povo indiano e sim delegados pela Rainha que assumiam as funções de feitores e ajudaram a dilapidar aquele país enquanto podiam. Aqui na república de Curitiba e adjacências temos Procurador Geral, Juízes de base e procuradores menores fazendo ‘cursos’ no FBI e entregando de bandeja todas as informações estratégicas de nossas grandes empresas para os abutres ianques. AS viagens desta turma para os States é que deveriam ser investigadas a fundo. é um crime de lesa pátria dos maiores. O remédio usado para ‘sanear’ nossas empresas pode levar o moribundo pais das bananas a óbito!

  4. Paulo disse:

    Eu não sei, exatamente, o quanto representa esse acordo. Mas basta especular o quanto sairia, numa eventual condenação, o butim à Petrobrás, encampado agora pela Justiça americana. Isso não deve ser difícil estimar, já que devem haver precedentes semelhantes, com outras empresas, americanas e estrangeiras, processadas nos EUA. Mas o que me chama a atenção é a falta total de transparência desse acordo. Parece, até, nesse aspecto, a compra da refinaria de Pasadena, embora, agora, os valores envolvidos sejam bem superiores. Então meia dúzia de engravatados se reúnem na calada da noite num gabinete refrigerado do Rio de Janeiro e decidem isso, assim, sem explicações mais detalhadas? Sem consultar o Poder Público? Sem divulgar à sociedade brasileira a negociação em curso e a proposta feita pelas autoridades americanas, ou oferecida pela própria Petrobrás? Falta muito para essa empresa ter a chamada governança corporativa, palavra da moda, no meio empresarial.

  5. Paulo disse:

    Quanto a quem pagará a conta, qual a dúvida? Nós temos sustentado desde sempre essa empresa, sob a promessa, desde Getúlio Vargas, que a criou, de que seríamos autossuficientes em petróleo e até o exportaríamos, com grandes vantagens à sociedade e à economia brasileiras…mas, entretanto, a gasolina e demais derivados de petróleo estão entre os mais caros do mundo, para o pobre e sofrido povo brasileiro.

  6. Barbara Bueno disse:

    Será que alguém no mundo já entrou com uma class action contra as empresas de auditoria, inclusive americanas?
    Gostaria de ler uma matéria do tipo: XYZ vai entrar com uma ação coletiva contra as empresas de auditoria que deram o aval para Petrobras e você pode participar fazendo ABC.
    E também saber em qual estado estão as ações coletivas contra a Petrobras.. Em 2014 a Força Sindical ia entrar com uma ação mas não achei informações atualizadas sobre isso… (http://fsindical.org.br/forca/forca-sindical-entrara-com-acao-contra-petrobras )

  7. Edi Rocha disse:

    A lava-jato age politicamente. Se fosse somente na esfera jurídica, não haveriam tantos processos “fracos”, nem acordos tão benéficos para delatores e sem punição dos delatados.
    A lava-jato não ajuda a Petrobras. Recuperou um mísero valor, em troca a Petrobras teve enorme prejuízo de imagem e financeiro. Teoricamente, a lava-jato faria a empresa continuar bem, mas sem corrupção – em vez disso, a empresa sofreu muito e está se recuperando aos poucos, mas ainda tendo enormes prejuízos devido a essa operação que não cumpre o seu papel, pois age na esfera política.

    • Osmar disse:

      Caro Edir, se não fosse a Lava a jato abrir a tampa do bueiro e mostrar a maioria dos ladrões que estavam roubando, os ratos continuariam causando um estrago maior, até a mesma não ter mais recuperação, e depois ser vendida por preço de banana ! A corrupção é um câncer que avança lentamente até matar o paciente, o tratamento é doloroso, mas necessário para que o paciente sobreviva ! Então viva a Lava a Jata de Curitiba e do Rio de Janeiro !

      • Edi Rocha disse:

        Veja a Petrobras antes da lava-jato. Dava lucro ou prejuízo? Lucro. Normalmente 30 bilhões de reais de lucro por ano.
        .
        Petrobras durante a lava-jato. Há três anos só dá prejuízo no seu balanço anual e mais por vir (como esse acordo aí de 10 bilhões de reais). Quando ela divulgar seus resultados de 2017 mais ou menos em Março/Abril, teremos o 4º ano seguido de prejuízo com a lava-jato “ajudando” a empresa a “escapar” da corrupção.
        .
        A lava-jato não recuperou praticamente nada das perdas da empresa, e continua levando o nome dela de forma negativa aos noticiários. E as perdas continuam.

    • Stanislaw P/ Edi Rocha. disse:

      Que é isso? O que tem a Lava Jato quanto à Petrobras andar bem ou mal? A Lava Jato desvendou a maior roubalheira aos cofres públicos do país, uma das maiores roubalheiras de cofres públicos do mundo, meu caro. Enfrentou poderosíssimas quadrilhas comandadas por PT/PMDB/PSDB/PP – as quatro maiores quadrilhas travestidas de partidos políticos, e ainda tem que ser responsabilizada pela situação atual da Petrobras? Olha a força dessas quadrilhas – Lula, Aécio, Temer, Renan, Jucá e tantos outros semelhantes, apesar de tantos inquéritos, processos, condenações até, todos estão livres e soltos. Com toda a ação da Lava Jato, quantos suspeitos, investigados, processados têm ocupado postos importantes no governo, como se nada estivesse acontecendo? Devemos reconhecer o trabalho da Lava Jato como algo jamais visto no país – ninguém jamais enfrentou tanto bandido poderoso, travestido de governante e (ou) político, tentando de todas as formas “ESTANCAR A SANGRIA PROVOCADA PELA LAVA JATO”!

      • Edi Rocha disse:

        Como disse o Kennedy, não adianta matar o paciente para fazer sumir a doença.
        .
        A lava-jato age com holofotes e na esfera política. Se seguisse na esfera jurídica (essa é minha crítica) como deveria ser, teria feito seu trabalho (talvez até já concluído a maior parte) sem expor a empresa de forma negativa o tempo inteiro.
        .
        O próprio procurador Carlos Fernando disse recentemente que não está nem aí para a recuperação das empresas que agiram via corrupção, imagino que esse pensamento seja o mesmo para a Petrobras. Contanto que eles continuem na mídia, a economia pode continuar se corroendo e o desemprego crescendo (mas o dele garantido e recebendo acima do teto, possivelmente).

  8. Robson F Rosa disse:

    Caro Kennedy. Ao contrário dos EUA a nossa legislação favorece os interesses dos corruptos ativos e passivos, vide o caso, recente, do Procurador Marcelo Miller, entre tantos outros. A lava jato, neste sentido, é um ponto fora da curva, pois temos alguns juízes, procuradores PR, agentes da PF (até aqui) e a Presidente do STF (até setembro, depois só Deus na causa), todos profissionalmente comprometidos. Cometem alguns erros, estão lidando com criminosos profissionais (o “petrolão” é o maior roubo do mundo), mas, os acertos são maiores e devastadores.

  9. José Vidigal disse:

    É inacreditável que após a venda muito suspeita e pouco transparente de ativos da Petrobrás com a alegação da necessidade de recomposição do seu caixa, a empresa venha agora a aderir a um acordo que transfere 10 bilhões para investidores estrangeiros por suposto risco de condenação. Tem muito a explicar: será que a condenação nos EUA teriam impacto nos ativos nacionais da empresa? Será que o patrimônio da Petrobrás nos EUA é maior do que esse valor? Será que os investidores nacionais terão esse mesmos tratamento? Quais foram as informações cedidas pelo Ministério Público que serviram de fundamento para essas ações? Tudo muito suspeito!!! É imperativo a atuação diligente do próprio MP, órgãos de controle e do Congresso Nacional para suspender cautelarmente e verificar as condições deste negócio. Afinal, investimento em ações tem um risco inerente que não pode ser desconsiderado.

  10. RICARDO disse:

    O artigo esta perfeito , faltou apenas na minha opinião dizer com todas as letras : A Lava Jato esta a serviço do imperialismo , a sua grande meta é destruir o patrimônio do povo brasileiro , e o pior , conseguiram , sem uma reação contundente do povo brasileiro o país saíra destruído deste processo , é possível responsabilizar pessoas corruptas sem destruir o patrimônio nacional , acontece que esta nunca foi a intenção , este pessoal da Lava Jato são os grandes traidores da nossa nação , mais que estes corruptos que sangraram os cofres publicos.

  11. VIVA A LAVA JATO, DOA A QUEM DOER, A ÚNICA ARMA ATUAL DO POVO - NAS ELEIÇÕES DE 2018 TEREMOS OUTRA ARMA : O VOTO! disse:

    Primeiro eu acho que os responsáveis pelo combate ao crime (POLÍCIA, MINISTÉRIO PÚBLICO, JUDICIÁRIO, RECEITA FEDERAL ETC) não têm que se preocupar com a consequência do desvendamento do crime praticado e sim desvendar o crime, processar, condenar o criminoso, colocá-lo na cadeia e tentar reaver o prejuízo material causado.
    Segundo temos que admitir que é muito grande a consequência material desse crime e que quem vai pagar o prejuízo financeiro causado por ele é, como sempre, o brasileiro honesto, trabalhador e pagador de imposto.
    Terceiro, o exemplo do zelo das instituições americanas por seus cidadãos, principalmente na proteção de seus bens materiais, é de dar vergonha a todo brasileiro roubado diariamente pelos bandidos brasileiros travestidos de governantes e representantes do povo.

  12. Sebastiao Augusto Canabrava disse:

    Cade os sabichoes que, pouco tempo atras, estavam aplaudindo a atuacao da Petrobras, esta sob a batuta de Pedro Parente Psdb pau mandado de Temmer, o golpista?

  13. Alex Andrade Sampaio disse:

    Corruptos não implica necessariamente em incompetentes. A verdade é que a Petrobrás, na época dos diretores tinha lucros gigantescos, é só ver os balanços. Se houve maus negócios, também houve a descoberta do pré-sal, maior reserva encontrada desde os anos 70. A baixa nas ações decorreu primeiramente da queda do preço do petróleo na época, de U$ 120 para U$ 30!, junto com lançamentos contábeis desmedidos em decorrência da lava-jato, além da especulação usual dos casinos que são as bolsas. Auxiliou o voluntarismo de procuradores deslumbrados, exibindo seus complexos de vira-lata e passando informações ilegalmente aos EUA. Compare com os lucros irrisórios dessa nova diretoria, mesmo com o petróleo tendo dobrado de preço e vendendo patrimônio para pagar endividamento com juros negativos no exterior.

  14. joão batista de assis pereira disse:

    A Petrobras, a meu ver deveria refazer seu plano plurianual de negócio e alterar suas metas e objetivos empresariais para se melhor posicionar frente a poderosa potência nucleares do primeiro mundo diante da nova geopolítica mundial implantada pelos norte americanos.

  15. joão batista de assis pereira disse:

    No direito brasileiro a Petrobrás é definida como sociedade anônima de economia mista regida pelo direito privado – artigos 61 da Lei 9.478/1997 e 235 da Lei das Sociedades Anônimas (LSA). A União Federal, apesar de acionista controladora que detém a maior parte das ações votantes, possui apenas 28,7% do capital acionário total da petroleira, que na sua maioria é privado.

    Assim, tanto os recursos recuperados pela Petrobrás em face da ação da lava jato destinados ao pagamento de propinas em obras superfaturadas, quanto a celebração de acordos em corte internacionais deveriam ser referendados por investidores privados na proporção de 72,3% contra meros 28,7% de participação do governo federal.

  16. joão batista de assis pereira disse:

    Na Petrobras, não observamos a condenação de gestores do alto escalão que participaram decisivamente no aparelhamento político, ainda que da forma passiva nos ilícitos e corrupção com a finalidade de preservar seus cargos de elevada remuneração e bonificação.

    No mínimo, os Presidentes da Petrobras e do Brasil deveriam consultar os acionista minoritários da Petrobras no Brasil, antes de decidir em despejar bilhões de dólares da Petrobras para investidores institucionais norte americanos em uma verdadeira transferência ilegal de valores de investidores tupiniquins para investidores institucionais norte-americanos, jamais visto em nossa economia recente.

  17. joão batista de assis pereira disse:

    É justamente por esse diploma legal que a Corte de Nova York esta julgando ações de Classe em defesa de investidores institucionais americanos que alegam perdas bilionárias em face de corrupção em larga escala que envolveu a Petrobras na ultima década.
    Já, no Brasil, não observamos tal desempenho da justiça brasileira, de forma que ate então, os ricos e poderosos encontram-se imune a lei, mas, as coisas estão mudando com o advento da Lava Jato.

  18. joão batista de assis pereira disse:

    Não restam dúvidas que nos EUA, a justiça se faz presente, de forma que o cidadão, entidades públicas ou privadas estão sujeitas e responderão por descumprimento das normas vigentes e, se condenadas terão que arcar com o ônus decorrente.
    Como exemplo, podemos citar a Lei denominada Sarbanes Oxley, que foi criada nos EUA para evitar fraudes e escândalos contábeis que atingiram grandes corporações nos Estados Unidos (Enron, Arthur Andersen, WorldCom, Xerox etc) para evitar a fuga dos investidores causada pela insegurança e perda de confiança em relação as escriturações contábeis e aos princípios de governança nas empresas.

  19. joão batista de assis pereira disse:

    Por outro lado, os dez bilhões de reais que a Petrobras vai arcar para compensar perdas de investidores norte-americanos é de fato emblemática. Em qualquer parte do mundo capitalista, o investidor sabe exatamente os riscos prováveis de quem se arisca a investir em rendas variáveis. Portanto, não existem inocentes nessa área.
    Se investiram na Petrobras, sabiam exatamente o risco decorrentes do viés políticos no Brasil, ai incluídos aqueles de governança corporativas de estatais submissas ao Governo, sujeitando todo o tempo a interferência política de toda ordem, ate mesmo aquelas relacionadas ao aparelhamento político que resultaram em corrupção generalizadas na Petrobras aparelhada, assim como demais interferência na política de formação de preços de combustíveis na estatal, decisões essas de víeis eminentemente político para amenizar impactos inflacionários na economia.

  20. joão batista de assis pereira disse:

    Um dos principais objetivos expressos na exposição de motivos da MP 795/2017, que originou a lei, a redução de supostos passivos tributários em litigância, não foi integralmente atingido em razão do veto. O referido veto a artigo da nova lei suprimiu benefício a Petrobras que tratava de disputas sobre o pagamento de Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e PIS/Cofins no afretamento de embarcações até 2014.

    Ainda que o cancelamento das dívidas tributárias estivesse previsto no texto aprovado pelo Congresso Nacional, foi objeto de veto presidencial por ordenamento do Ministério da Fazenda.
    Em decorrência do veto presidencial, A Receita Federal está exigindo o pagamento imediato de tributos referentes a remessas ao exterior para pagamento de afretamento de embarcações em 2013. O total cobrado pela Receita é de R$ 17 bilhões. A Receita alega que os contratos firmados foram de prestação de serviços, e não de afretamento de embarcações.

  21. joão batista de assis pereira disse:

    No âmbito interno, o principal veto na sanção do REPETRO, a Petrobras foi golpeada em decorrência das novas regras tributárias impostas para o setor de petróleo decorrente de vetos presidenciais ao sancionar o REPETRO de forma que a novo Regime tributário não eliminam totalmente os litígios com a Receita Federal, ou seja, as novas regras foram instituídas pela Lei do Repetro (o regime aduaneiro especial para petróleo e gás), aprovada pelo Congresso com apoio das petroleiras, mas com três artigos vetados por Temer.

  22. joão batista de assis pereira disse:

    Segundo consta em nota que saiu na mídia no dia de hoje, em relação ao REPETRO, o Temer e P. Parente definiram a linha geral de ações para golpear definitivamente a Petrobras ao definir fatidicamente os vetos presidencial para sancionamento deste Regime especial tributário, assim como em despejar bilhões de dólares a investidores institucionais norte-americanos. Na verdade, pelo que foi noticiado, essa turma de corruptos tramaram o golpe final contra a Petrobras na derradeira reunião palaciana de 2017.

  23. maiara santos disse:

    Temos que privatizar todas essas estatais ineficientes.

  24. A situação fica da dia mais terrível, ao invés os poderes públicos tomarem alguma providência real, só tornam insustentável a situação. Vai chegar um dia em que ninguém mais vai querer morar neste país.

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2018-04-27 03:54:35