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Política
26-06-2018, 22h09

PSDB faz 30 anos e vive sua maior crise

Partido ajudou Itamar a derrotar a inflação
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O PSDB fez hoje em Brasília uma cerimônia para comemorar os seus 30 anos de existência. É um dos principais partidos políticos da história do Brasil.

A legenda vive hoje a sua mais grave crise. Em resumo, perdeu votos para Jair Bolsonaro (PSL) e está em dificuldade na disputa presidencial.

Dissidência ética do PMDB de Orestes Quércia, o PSDB foi criado no ano da Constituinte de 1988. A social-democracia está no nome da legenda, mas ela caminhou ao longo de sua vida para um ideário liberal-conservador. Exemplos: avalizou o impeachment de Dilma e o governo Temer e tem mais proximidade hoje com estamentos conservadores do que tinha na sua fundação.

Não é mais o partido de Mario Covas.

O PSDB ajudou a acabar com a alta inflação do Brasil. O mérito é do governo Itamar Franco, mas não dá para ignorar o papel dos tucanos. Itamar escolheu Fernando Henrique Cardoso para ministro da Fazenda e fez dele o seu sucessor. O fim da inflação, etapa fundamental no desenvolvimento do país, é também uma obra tucana. FHC foi um bom presidente. O Brasil progrediu com ele.

Dois ex-presidentes do PSDB lidam com problemas na Justiça atualmente. Eduardo Azeredo está preso em Beagá por causa do mensalão mineiro. Aécio Neves morreu politicamente após a delação de Joesley Bastista. Mas José Serra e Geraldo Alckmin, dois caciques importantes da legenda, também enfrentam problemas, em diferentes graus, na Justiça.

Há um racha interno no partido. Uma corrente minoritária gostaria de ver João Doria no lugar de Alckmin na corrida presidencial. Mas o ex-governador de São Paulo tem maioria no partido e mais consistência política. A tese de substituição não vai prosperar.

Mario Covas faz falta ao PSDB.

*

Ponto negativo

Alckmin escorregou ao lembrar hoje que já enfrentou Lula. Perdeu para o petista em 2006 com menos votos no segundo turno do que na primeira fase.

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Ponto positivo

Alckmin mandou bem ao destinar R$ 55 milhões do fundo eleitoral do partido para apoiar candidaturas de mulheres. Muitos partidos ficam no gogó na hora de estimular a representação feminina na política. Presidente do partido, Alckmin tomou medida concreta, porque fazer campanha custa dinheiro e o cobertor ficou mais curto pós-Lava Jato.

Ouça o comentário sobre o PSDB aos 15 minutos e 40 segundos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. walter disse:

    Sinceramente caro Kennedy, o PSDB esta perdido, como nunca antes…o maior “cancro” do foi a derrocada do Aécio, enquanto presidente do partido…este sujeito provou ser maligno, causando um descaminho, acompanhado por tabela, pelo FHC; tem atuado como se fosse um ser supremo, interferindo contra o eleito Alkimin, que não sabe como sair desta “cama de gato”…todos sabem, que o Alkimin tem méritos como administrador; infelizmente, também caiu na malha fina, da lava jato; seus argumentos, e suas ações, vai leva lo, a mais do mesmo…seu discurso é tímido, não tem agressividade esperada, para um candidato, com a condição que tem…deveriam diante dos fatos, indicar o Dória, aliás conta com isso, como candidato da republica, apoiando integralmente o Marcio França, a governo de SP…só que a lentidão e as indecisões do partido, são conhecidas…se nada mudar, morrerão na praia…pior não teremos novidades de peso nestas eleições, salvo o Bolsonaro, que é muito pouco ao País…

  2. Marcia disse:

    Fico feliz em saber que o homem que eu escolhi para ser meu representante a nível nacional pensa em diminuir os níveis de desigualdade entre homens e mulheres na política. #GeraldoPresidente

  3. Jonas disse:

    O PSDB tem que remover o “SD” do nome, porque de “social” e “democracia” ele não conhece nada.
    Deveriam mudar o nome do partido para PNL (partido neo-liberal) ou PMF (partido do mercado financeiro) ou PGE (partido do golpe de estado).

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