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Política
19-01-2018, 8h36

Rebelião de aliados por causa da Caixa é chantagem

Ameaça reforça necessidade de blindagem do banco
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Nos bastidores, o Palácio do Planalto recebeu recados de integrantes do PR, PP, PRB e PMDB de que o afastamento de quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal atrapalhará a votação da reforma da Previdência, marcada para o mês que vem na Câmara.

Essa ameaça mostra que tais partidos não poderiam nunca ter indicado vice-presidentes para a Caixa. É uma confissão do desejo de usar indevidamente um cargo público. O que tem a ver uma indicação para um banco público com uma votação de mudança de regras de aposentadoria? O deputado só vai votar a favor da idade mínima se o partido dele tiver um vice-presidente na Caixa?

Esses partidos estão fazendo uma chantagem explícita e uma manifestação implícita de que usam o cargo para corrupção. Essa ameaça de rebelião só reforça a necessidade de aumentar os mecanismos de blindagem da Caixa contra influência política-partidária.

*

Risco de tiro no pé

O novo estatuto do banco transferirá para o Conselho de Administração a prerrogativa das nomeações. Mas uma reportagem da “Folha de S.Paulo” informa hoje que a ala política do governo quer manter a influência dos partidos aliados na indicação dos vice-presidentes.

Quem forma o Conselho de Administração é o governo. Logo, o Palácio do Planalto tem influência sobre as decisões desse conselho. Foi exatamente o que aconteceu com indicações políticas na Petrobras. Lá, já vigorava a regra que agora será estendida à Caixa.

Os partidos apadrinham técnicos e isso não garante que a corrupção será evitada. Todos os ex-diretores da Petrobras que foram condenados pela Lava Jato tinham origem técnica e longa carreira na estatal.

Mas será difícil emplacar técnicos sem deixar a digital do interesse partidário, sobretudo com ameaça de rebelião para retaliar na votação da reforma da Previdência. Diante da exposição pública sobre irregularidades na Caixa, não será tarefa fácil emplacar indicações partidárias neste momento. A ala política do governo que defende essa tentativa corre o risco de dar um tiro no pé.

*

Na mesma

Apesar do discurso público otimista do presidente Michel Temer, que faz parte do papel dele, a situação nos bastidores continua exatamente do mesmo jeito que em dezembro passado. O governo continua a busca por mais 50 votos a fim de levar a proposta ao plenário da Câmara em 19 de fevereiro, como marcou o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para aprovar a reforma na Câmara, são necessários 308 votos em dois turnos.

Até ontem, ministros e articuladores políticos do governo no Congresso diziam que não tinham esses votos. A um mês da data marcada para votar a reforma da Previdência, as articulações não são animadoras e sugerem um provável novo fracasso se não houver reviravolta política.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Georges disse:

    E fica todo mundo achando que eleger um presidente “certo” vai tirar esse país do esgoto. Essa política daqui está nesse estado justamente por ser esse balcão de ofertas de pilantragem. Mas o povo entender e querer fazer alguma coisa para acabar com isso…nem eu, nem ninguém vai estar aqui para ver acontecer.

  2. Sebastiao Augusto Canabrava disse:

    Ola, Sr Walter Pingaruim! Assim o Sr esta’ me ofendendo. O fato de eu ter uma posicao (baseada na legalidade), nao me faz um criminoso.
    Mas, se for para livrar um inocente da prisao, eu aceito me assentar provisoriamente no carcere. Mesmo se este inocente for o Sr (que recomenda cana para mim).
    A injustica nao cabe a ninguem. Nem mesmo aos injustos.
    Lembrando, que meu sobrenome e’ Canabrava (com muito orgulho). Nao e’ trocadilho como o seu.

    • Bastião Pingaruim disse:

      Leia com atenção ao escrito por mim em resposta de seu comentário referentemente a matéria do blog do dia 16 pp.A “cana”é para o seu guru,tão somente.Em tempo eu não sou o sr Walter.Saudações caro cidadão.

  3. Sebastiao Augusto Canabrava disse:

    Sr Walter, o trabalhador de verdade (o que o Sr prova que nao e’), quer que o contrato seja cumprido. Nao se pode mudar a regra do jogo, com o jogo em andamento. Qualquer alteracao tem que ser para quem esta’ entrando no sistema. Nao e’ justo que, por exemplo, um trabalhador apos contribuir mais de 30 anos, este ja’ com mais de 50 anos, tenha esta “alteracao contratual” (sem anuencia dele) o obrigando a contribuir por mais tempo e ainda ter uma reducao na sua aposentadoria, quando a mesma for concedida.
    E ainda pior, vendo que, para algumas categorias, esta “alteracao contratual” nao sera’ aplicada.
    Nenhum trabalhador como o minimo de inteligencia aceitaria uma condicao destas. Por isto que afirmo que o Sr nao e’ trabalhador. O Sr atua como o PTB que se diz trabalhista, mas trabalha contra o trabalhador.

  4. walter disse:

    Kennedy, é desta forma que sobrevive este governo; estão sempre pressionados, a começar pela situação instável do presidente…a caixa sempre foi poleiro de políticos; quando critico a estatização, deve se a isso; não há lisura alguma nas nomeações; imaginem quanto dinheiro mal dado, por indicados sem qualificação…O Temer, Maia, Meirelles e Marum, devem concentrar se na reforma da previdência, só terão uma “bala na agulha”…quanto aos insatisfeitos na questão caixa, é chantagem sim, são inescrupulosos e jogam sujo, diante da fragilidade do temer…estes parlamentares não merecem os votos recebidos; um bando de desclassificados, querendo se garantir.

  5. Analista Alpha disse:

    Tudo isso porque quer a reforma mais drástica da história. A que mais vai render aos cofres públicos para gastar com coisas melhores do que com o contribuinte da previdência. Gastar com os próprios políticos, via congresso; gastar com programas eleitoreiros; financiar empresas amigas e empresários amigos; distribuir grana aos estados mais chegados; pagar juros aos bancos e banqueiros ….
    E pra isso, vender parte do governo a esses partidos de aluguel.
    Governo voltado a agradar o “mercado”, esperar o que?

  6. Ivan Andrade disse:

    Quem cria cobra, acaba sendo picado. Deveria ser divulgado o nome dos chantagistas em rede nacional, para o povo conhecer de fato o caráter destes.
    Absurdo um empresa (caixa) ter tantos vice presidentes…Gastar dinheiro do povo com pilantras.
    Pra que? Numa empresa seria existe apenas um e assume na falta do presidente. Mesmo assim, exerce outra função e somente na falta do Presidente é que assume.
    Níveis abaixo são preenchidos por pessoas qualificadas e não indicadas.

  7. Pedro Coelho Sampaio disse:

    Esse tipo de negociação política, deveria ser para conseguir benefícios aos Brasileiros que os elegeram. Infelizmente, a maioria deles só pensam é em si mesmo. Não votarei em Ficha Suja ou que estejam sendo realmente investigados pela Lava Jato. Sou Brasileiro, amo o meu Brasil.

  8. FORA, QUADRILHAS TRAVESTIDAS DE PARTIDOS POLÍTICOS! VIVA A LAVA JATO! disse:

    Caro Kennedy, isso é a prova de que “quadrilhas de bandidos roubadores de cofres públicos, travestidas de ‘partidos políticos’; bandidos de altíssima periculosidade, travestidos de políticos e governantes”, dominam o quadro político nacional – e o Presidente da República no comando dessa escória. O caos político, econômico, ético-moral, em que o país está atolado, é fruto disso. Em 1964 os políticos nos levaram a um regime de exceção pois se deixaram dominar por idéias de regimes não condizentes com o espírito de nossa nação. Hoje o quadro político foi dominado por bandidos, roubadores de cofres públicos, gente sem nenhum respeito ao cidadão, visando apenas interesses pessoais e de grupos. Dizer que as instituições estão “funcionando normalmente”, é mentira! Executivo e Legislativo estão dominados por bandidos – parte do Judiciário tem defendido esse tipo de gente. Difundir a idéia de que a melhoria na área econômica resolve tudo, é mais uma vez subestimar a nação!

  9. J K disse:

    Põe uma plaquinha na porta ou anúncio na internet: “VENDE-SE TUDO PORTAS A DENTRO”.

  10. mano disse:

    prezados: isso é teatro, do governo e do deputado líder da bancada do PP. Este conselho da caixa é pra inglês vê. A politicagem e o toma lá da cá no Brasil não acaba nunca. Se não conseguimos mudar o Brasil após 30 anos de democracia, com uma geração mais politizada e menos individualista, imaginem agora. A geração atual, da verdadeira classe média, média alta e alta, além de não se preocuparem com distribuição de renda, não querem mais morar no Brasil. Os que não podem sair do Brasil, em regra, não têm boa escolaridade e têm renda percapita muito baixa, ou seja, os explorados de sempre e exploráveis da nova reforma trabalhista.

    • Miguel Ângelo disse:

      Temos que entender de uma vez para toda a distribuição de rendas. Somos brasileiros, e ninguém aqui quer dar seu bem particular a seu ninguém; nem para os filhos, nem para a ex-esposa, nem para os advogados das partes. Então esquece a bela história da distribuição de renda pelos livros antigos. Nossa distribuição de renda tem que ser para um bem melhor, então devia começar com aumento de salários de servidores em função da diminuição, momentânea e planejada de empregados dos 3 poderes, alto escalão. Empresários e pessoas que fizeram suas fortunas sozinhos, que Deus os ajudem, para que nós ajudem também. Não importa se um Juiz quer ganhar R$ 100 mil? Importa que para que o Brasil o pague sem entender isto uma crueldade a sociedade, ele – pessoa receba um mínimo de R$ 7,6 mil mês. Austrália, Canadá e até Kwait pagam mais que o Brasil. Ora, esta é a distribuição que aumenta os tributos, a qualidade de vida. O resto é balela, utopia. E que deixem espaço a quem queira montar sua tribo.

  11. Miguel Ângelo disse:

    Bom dia! Kennedy, cabe ao Brasil, e a nós brasileiros, um momento de reflexão de 2017. No balcão de interesses a Reforma da Previdência, não é mais importante para o Brasil e o Povo, que a ética e bom senso na diminuição dos super salários, que geram super aposentadorias. É equivocada a ideia que tem que se ter a Reforma da Previdência, que afeta quem recebe de R$ 937 a R$ 5,7 mil (aproximadamente). O Brasil não pode ser palco de valorização de aplicações em Bolsa (se País sério – Bolsas, e a história já sabemos) por interferência dos Banqueiros, Empresários, Mídias que apostam na especulação. Na verdade o País caminha, sem ação do governo. Duas decisões, sim tomadas, liberação de FGTS e PIS/PASEP. Colocaram recursos na economia. Produziram conforto. E o que veio junto, queiram ou não, legado do PSDB, e acertos do PT. Se a barganha descarada existe para livrar o Temer e seu trem da alegria, e isto sempre prevalece. Qual mudança temos para 2018 na política? O que esperar deles? Replay!

  12. Wellington Alves disse:

    E diziam que o problema era a Dilma. O Congresso não foi trocado…

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2018-05-21 03:54:38