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Política
13-11-2017, 8h06

Reforma ministerial pode ser semente de aliança governista em 2018

Ao admitir ruptura, Aécio facilita decisão de Temer
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

A declaração do senador Aécio Neves no sábado de que “está chegando o momento da saída” do PSDB do governo facilita a decisão do presidente Michel Temer de antecipar a reforma ministerial.  As trocas deverão criar um arranjo político que poderá ser a semente da aliança eleitoral governista em 2018.

Temer deve acelerar a reforma ministerial e tirar tucanos do primeiro escalão. O presidente Michel Temer conversou com ministros ontem e deixou claro que pretende fazer mudanças na equipe em aproximadamente dez dias. O próprio presidente deverá anunciar que fará uma reforma ministerial em breve.

A intenção é casar essa troca na equipe com a reforma da Previdência e medidas de simplificação tributária. A janela congressual para votar essas medidas sobre a reforma da Previdência está se fechando. Temer não pretende esperar a Convenção Nacional do PSDB do dia 12 para reformular o ministério.

Enquanto houve possibilidade de manter oficialmente o apoio do partido, Temer descartou a pressão de aliados para demitir tucanos. Mas o cenário mudou. Um auxiliar do presidente diz que o PSDB tem quatro ministérios e garante apenas cerca de 20 votos certos a favor do governo em qualquer tema em votação na Câmara. Seria uma pasta para cada cinco votos.

Redistribuindo espaço tucano, Temer avalia que poderá assegurar votos suficientes a fim de aprovar a reforma da Previdência na Câmara e as medidas de simplificação tributária.

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Tucanos de saída

A tendência é que os quatro ministros tucanos deixem suas pastas. Há críticas da base do governo no Congresso aos trabalhos de Bruno Araújo nas Cidades e de Antonio Imbassahy na articulação política. A ministra Luislinda Valois (Direitos Humanos) é mal avaliada pelo presidente. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, poderá sair porque deverá disputar eleição em 2018.

Aloysio é bem avaliado por Temer. É também um dos principais defensores da permanência do PSDB no governo. Caso ele decida concorrer no ano que vem, será feita uma análise sobre se a saída aconteceria agora ou em abril do ano que vem.

Mas a intenção do presidente é fazer agora todas as mudanças e formar a equipe que terminaria o governo no ano que vem.

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Espaço para aliados na bancada

A ala tucana que vota a favor do governo no Congresso poderia apadrinhar um ministro. Ou seja, haveria o rompimento do PSDB, mas os governistas manteriam um espaço ministerial.

O presidente prefere negociar diretamente com uma fatia da bancada federal tucana. Ficou inviável, na visão presidencial, realizar uma reforma ministerial em fevereiro ou abril, como planejado anteriormente.

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Evitar implosão

A afirmação de Aécio de que está “chegando o momento de saída” pode ser lida como uma tentativa de evitar um racha oficial do partido no dia 12 de dezembro.

O artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no domingo passado defendendo o rompimento em dezembro e a reação de Aécio na quinta-feira tirando o senador Tasso Jereissati do comando da legenda agravaram a divisão tucana. A única forma de evitar a implosão do PSDB seria o rompimento com o governo.

Ciente da alta temperatura da crise tucana, Aécio admitiu no sábado essa possibilidade de rompimento. Para evitar um racha oficial, cresce o movimento para que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seja escolhido presidente do partido.

Isso reforçaria a candidatura presidencial de Alckmin em 2018 e poderia acalmar o partido, mas seria necessário que o senador Tasso Jereissati e o governador de Goiás, Marconi Perillo, desistissem de disputar o comando do PSDB.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
5
  1. Fabio disse:

    Kennedy, bato na mesma tecla, não dou meu voto para ninguém que seja do PMDB e do PSDB e qualquer um que apoie ou apoiou o senhor Temer.

  2. walter disse:

    Reforma ministerial para inglês ver, caro Kennedy; neste caso, o cordão umbilical, não será cortado; são tão parecidos, que o Aécio enxovalhado e podre, esta dando as cartas nesta transição…O Temer como a Dilma não tem pulmão para se impor, ainda mais com o centrão, vulgo “nanicos”, assumindo a condução importante como maiores aliados; isto mostra muito bem, o tamanho da influência que meliante Cunha tem no governo temer; de fato nada muda para melhor. Se por ventura a reforma da previdência caminhar na integra, será um grande milagre; isto se o presidente não for acusado pela terceira vez, e com isso nada andará…será de qualquer forma uma vitória importante..

    • Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

      Walter, perfeita sua alusão aos “nanicos”… Na verdade são todos nanicos, se não pelo tamanho, com certeza pelas mesquinhas intenções !

  3. PAULO CESAR SILVEIRA disse:

    Sendo a reforma necessária, deve ser realizada por um novo presidente e não por essa quadrilha instalada que não tem credibilidade alguma junto à população. É preciso seriedade e responsabilidade e não conchavos.

  4. Sucaneiro disse:

    Como dizem meus amigos gauchos, muda a trela porem a cachorrada continua a mesma!!!!!

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2017-12-17 23:17:52