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Política
02-01-2017, 9h20

Reformas de Temer sofrerão resistências no Congresso em 2017

Com ação de puro marketing, começa mal administração Doria em SP
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O presidente Michel Temer deverá ter dificuldade no Congresso para aprovar as reformas trabalhista, tributária e política _promessa feita no final do ano passado. As revelações da Lava Jato sobre figuras do PMDB e a baixa popularidade do governo levaram Temer a rever sua estratégia política para 2017.

As reformas trabalhista, tributária e política enfrentarão dificuldades para tramitar no Congresso.

A trabalhista virá numa hora de desemprego recorde, o que pode fragilizar os trabalhadores, que são a parte mais fraca na relação com os empregadores.

A reforma tributária depende de uma negociação com Estados e municípios. Houve tentativas nos governos FHC e Lula, mas elas fracassaram na hora de arbitrar quem sairia perdendo na largada. Num quadro de grave crise fiscal dos Estados e municípios, há complicadores.

A reforma política é um tema em pauta desde meados dos anos 90. É um assunto tão amplo e com tantas discordâncias que existe enorme de dificuldade para chegar a um consenso. O efeito Lava Jato, que coloca a classe política em xeque, pode ser um estimulante a essa reforma. Mas definir os detalhes é o nó que tem travado tal debate.

Temer decidiu ampliar o leque de propostas de reformas legislativas. Em 2016, priorizava a PEC do Teto, que já foi aprovada, e a reforma da Previdência, que dará um trabalho enorme para ser votada. Dificilmente as mudanças previdenciárias serão aprovadas da forma como foram apresentadas ao Congresso, porque há alterações draconianas e que prejudicam os mais pobres, como a possibilidade de um idoso ou deficiente físico ganhar um benefício menor do que um salário mínimo.

A intenção reformista de Temer é ousada. Foi o único caminho que sobrou para o governo tentar enfrentar dificuldades que virão com revelações da Lava Jato sobre figuras do PMDB e também do PSDB, os principais partidos que sustentam o governo. Ao assumir o figurino reformista, Temer se coloca como um político confiável para o Brasil atravessar a tempestade da Lava Jato tocando uma agenda de reformas que interessa ao grande empresariado e ao mercado financeiro. Ele tenta evitar um erro de Dilma, que perdeu o apoio da elite econômica e caiu.

*

Visão elitista e marqueteira

Começou mal a administração de João Doria em São Paulo. Hoje, o prefeito amanheceu na Praça 14 Bis para uma ação do projeto “Cidade Linda”. Acontece que a própria prefeitura já havia feito uma limpeza ontem na praça, que foi maquiada para receber Doria e secretários. Ocorreu, portanto, uma ação de puro marketing.

O tucano disse que vestiu uniforme de gari para se colocar em “pé de igualdade”. Quem precisa usar um uniforme para ver o outro como igual é porque não o enxerga dessa forma. Isso revela uma  visão elitista e marqueteira.

Para piorar, Doria falou que limpará as ruas toda semana. E pediu que os jornalistas o cobrassem a cumprir a promessa. Nessa toada, ele e equipe poderiam usar semanalmente os figurinos de fiscais da CET e da Guarda Civil Metropolitana.

Como está bem no início de sua gestão, é prudente que se dê um voto de confiança ao novo prefeito. Mas foi uma largada preocupante para uma cidade que tem graves problemas. Há sinais de retrocesso, como o aumento da velocidade nas Marginais. Tá sobrando marketing.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Maria Silva disse:

    A reforma da previdência é draconiana. Ela devia se concentrar em quem ainda não está no mercado de trabalho. A estes novos sim a totalidade da reforma. Já entrariam sabendo das regras a serem submetidos. Alterar desta forma para os novos é terrivel.

  2. Eduardo D disse:

    Só tenho um único comentário a fazer “Fora Temer”

  3. Wellington Alves disse:

    Para quem critica tanto o PT, Dória está me saindo mais populista que o Lula. Anunciou não aumentar a passagem, mas praticamente anulou a integração e quer forçar quem mora fora da capital a pagar duas passagens. Esse é o modo tucano de governar. Eu nunca fui enganado. E detalhe – a primeira morte que houver nas marginais já deveria ser motivo para mover impeachment contra esse falsário.

  4. […] O presidente Michel Temer deverá ter dificuldade no Congresso para aprovar as reformas trabalhista, tributária e política _promessa feita no final do ano  […]

  5. Eduardo Arbex disse:

    Temer deveria incentivar a geração de empregos e paralisar as falcatruas que existem na previdência, antes de alterar as regras da aposentadoria. Para ele e para os políticos, que não sofrerão nenhuma alteração, é muito fácil impor regras desumanas para que o cidadão que quer se aposentar. Não é nenhuma fórmula mágica, é como uma pirâmide, muita gente na base trabalhando e no topo, em quantidade menor, os aposentados. Cada vez que vai se chegando ao topo, a base vai abrindo vaga para os novos ingressos no mercado de trabalho, com mais contribuições ao INSS. Outra coisa que deveria ser feita seria extinguir todas as mordomias dos políticos, como a compra de mais de um milhão em alimentos para o jatinho da presidência, acabar com o cartão corporativo e todos os demais meios de desvio de dinheiro público. O povo já está cansado de pagar e pagar impostos e mais impostos, sustentando uma classe que nada de bom fez ao país, além de não ter nenhuma retribuição por isso.

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2017-04-28 16:57:43