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Política
22-11-2017, 14h26

Temer aposta no Centrão, escanteia PSDB e flerta com 2018

Marun na articulação política agrada conservadores
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Com Carlos Marun na articulação política, o presidente Michel Temer faz três movimentos simultâneos: aposta no Centrão para aprovar a proposta enxuta de reforma da Previdência, escanteia de vez o PSDB do centro do poder e deixa aberta a porta para disputar o Palácio do Planalto no ano que vem.

Desde a ascensão de Cunha ao comando da Câmara, o deputado Marun (MS) é um expoente das forças conservadoras que têm dado o tom no Legislativo federal. Temer resistiu à intensa pressão de setores do PSDB e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para manter o tucano baiano Antonio Imbassahy na Secretaria de Governo. Imbassahy é criticado pelo Centrão faz tempo.

No cálculo de Temer, a escolha de Marun lhe traz mais benefícios no Congresso e mostra disposição de enfrentar a ameaça de rompimento do PSDB. De quebra, ajuda a construir um campo político que possa representar o governo nas eleições de 2018.

Sem o PSDB, perde sentido o compromisso de Temer de não ser candidato à reeleição. Essa possibilidade hoje é remota, mas não pode ser descartada. Os tucanos foram fundamentais para pavimentar a chegada de Temer ao poder.

No entanto, a ruptura do PSDB com o governo dá mais liberdade de ação a Temer e a outras forças políticas que estavam em segundo plano na administração peemedebista. Daí, nasceria o núcleo de uma aliança nacional para uma agenda econômica reformista e cara ao mercado financeiro e ao empresariado. Aliança que teria também todo o ingrediente conservador desejado por um eleitorado de direita e centro-direita.

O presidente avalia que a economia será um ativo eleitoral em 2018, porque haverá crescimento da taxa anualizada superior a 3% a partir de março ou abril, segundo cenário traçado por Henrique Meirelles, ministro da Fazenda e plano B de Temer para o Palácio do Planalto. Ministros peemedebistas torcem o nariz para uma eventual candidatura de Meirelles (PSD), mas ela é uma carta do baralho de Temer.

O maior obstáculo a uma postulação do próprio presidente à reeleição é o carimbo da corrupção que grudou no PMDB e no governo. Apesar de a delação da JBS ter se revelado uma tentativa de manipulação do Judiciário e do Ministério Público, ela fez um estrago na imagem presidencial que é de difícil reversão.

Ainda que haja uma recuperação econômica que turbine uma candidatura genuinamente governista, o tema da corrupção deverá ser um dos fatores preponderantes na eleição de 2018. A Lava Jato dificulta o plano de quem deseja ver Temer concorrendo ao Palácio do Planalto. Ciente disso tudo, o presidente joga as suas cartas com paciência.

*

Briga por cadeira

Críticos da escolha de Marun para a articulação política tentam derrubar o acerto feito por Temer. Na tarde de hoje, até anúncio em rede social vazou com o nome de Marun. Ministros próximos ao presidente confirmavam o deputado peemedebista na Secretaria de Governo. Mas o que fazer com Imbassahy é um entrave. Tem um grupo tucano que quer romper, pero no mucho.

Comentários
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  1. walter disse:

    Não podemos condenar o Temer, caro Kennedy; se o PSDB não se entende entre eles, aguardar que desfecho no congresso, com tanta urgência, como este caso da previdência…o centrão, “vulgo nanicos”, são sim uma alternativa para este governo provisório, a diferença que tudo custa caro; nunca mais encontra com os outros partidos…o PSDB esta sem identidade a muito tempo, com Aécio tentando ficar vivo, as coisas pioraram muito…não querem o Alkimin como candidato; tenho duvidas se o FHC apoiará de fato esta candidatura…vale a pena, contar com os lúcidos; esta encontrando barreiras, como se o temer estivesse impedido de governar…terá que improvisar, quem sabe após esta aprovação, novos pares concordem em apoia lo, para o bem do País…tudo isto precisa acontecer este Ano…

  2. Fabio disse:

    Kennedy, eu e minha família e amigos já decidimos algo, não vamos votar em 2018 em ninguém que seja do PMDB e PSDB e não adianta mudar de partido, porque vamos pesquisar e ver quem sao os bandidos que deram apoio ao presidente denunciado e chefe de quadrilha, Temer.
    Fechado.

  3. Luiz Imbiriba disse:

    Deputado Carlos Marun – nomeação a ministro que configura quão baixa é a política imprimida pelo presidente temer (tudo no minúsculo mesmo…)
    Temer candidato a Presidente em 2018 – Um tiro no coração! Não decola nunca! Se tiver 2% de intenção de voto se dê por muuuito satisfeito.

  4. dewes disse:

    Este cidadão Temer, não ganha eleição nem para Síndico.

  5. Carlos Alberto disse:

    Não existe avaliação moderada ou preditiva para esse governo. São corruptos e definiram um projeto de poder que supera o nosso calendário eleitoral. O que aquela meninada de Curitiba já fez contra o PT e o país da tom do apetite dessa gente. Com aquela turma de medianos do STF, o Brasil não pode esperar muita coisa para 2018.

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2017-12-17 22:59:58