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Economia
03-02-2017, 18h21

Temer estuda fixar meta de inflação em 4% para 2019

Margem de tolerância deverá continuar em um e meio ponto percentual
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O presidente Michel Temer estuda reduzir a meta de inflação para 2019, que será fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em junho. Como a inflação está caindo num ritmo forte, a mudança faria sentido.

Para 2017, o centro da meta é de 4,5%, com intervalo de um e meio ponto percentual de variação para cima ou para baixo. Assim, o teto da meta é de 6% ao ano. O piso, 3%. Neste ano e em 2018, o centro da meta é de 4,5%.

Temer avalia fixar em 4% o centro da meta para 2019. Se for mantido o intervalo de variação de um e meio ponto percentual, o teto ficaria em 5,5% ao ano.

Observação: no dia 20 de fevereiro, este texto foi corrigido. Estava errada a informação sobre o intervalo de tolerância. Até 2016, ele era de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Em 2017, houve a redução para um ponto e meio percentual. Na entrada ao vivo no SBT, estava correta a informação sobre o estudo para mudar o centro da meta, mas errada a afirmação a respeito do teto.

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Tentativa de blindagem

Não dá para chamar as recentes trocas no primeiro escalão de reforma ministerial, mas as mudanças resultam de três movimentos importantes do presidente Michel Temer.

Primeiro, Temer comprometeu mais o PSDB com o governo. Ao nomear Antonio Imbassahy, o presidente atrela os tucanos ao sucesso ou fracasso de sua administração. Também reforça as lideranças do senador Aécio Neves e do ministro José Serra (Relações Exteriores) no PSDB. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tinha resistências à ampliação do espaço tucano no governo.

Muito criticado pela falta de mulheres e negros no primeiro escalão, Temer resolveu recriar o Ministério dos Direitos Humanos e o entregou aos cuidados de Luislinda Valois.

Por mais que negue o objetivo de dar foro privilegiado a um amigo de longa data, a promoção de Moreira Franco a ministro é uma tentativa de protegê-lo das investigações da Lava Jato. Seria melhor responder às acusações no lento STF a fazê-lo perante o ágil Sérgio Moro.

Assista aos temas do “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. Alberto Kilinski disse:

    Caro Kennedy
    Pelo simples fato do governante saber montar a sua equipe e com ela corrigir a curto prazo mais de 15 anos anteriores, temos que aplaudir e colaborar
    Agradecendo – – Alberto

  2. Wellington Alves disse:

    Como não foi nomeação de Lula como ministro, ninguém sai na rua. Apenas o PT é vilão. Todos os outros podem burlar as regras.

  3. A minha dúvida é se dá pra confiar nesses índices oficiais de inflação divulgados pelo governo. Na prática parece que a coisa é bem pior.

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