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Economia
10-08-2017, 20h54

Temer estuda medidas para cortar gastos com funcionalismo

Rombo nas contas públicas vai crescer ainda mais neste e no próximo ano
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Já está decidido que a dívida pública vai crescer ainda mais neste e no próximo ano. Mas o presidente Michel Temer e a equipe econômica precisam bater o martelo em relação a alguns detalhes. Isso explica o adiamento de hoje para segunda-feira da revisão da meta fiscal deste ano.

A meta de 2017, que já é deficitária em R$ 139 bilhões, deverá passar para R$ 159 bilhões negativos. Para 2018, há debate para que a meta seja de R$ 149 bilhões ou, mais provavelmente, de R$ 159 bilhões negativos.

Um dos motivos do adiamento se deveu ao desejo do presidente de discutir medidas para cortar gastos com o funcionalismo público. O reajuste dos servidores em 2018 será adiado. O governo quer reduzir salários iniciais no funcionalismo. E ocorre discussão sobre medidas para cortar privilégios e penduricalhos salariais, sobretudo dos servidores dos Três Poderes que ganham acima do teto constitucional, o que é ilegal.

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Desastre à vista

São altas as chances de aprovação do “Distritão” no plenário da Câmara na semana que vem. Essa nova regra eleitoral para eleger deputados e vereadores é uma forma de a atual classe política resistir aos efeitos da Lava Jato.

A ideia ganhou força porque vem acompanhada de um novo fundão eleitoral de R$ 3,6 bilhões. Ou seja, os grandes partidos terão o controle do dinheiro e das candidaturas.

O “Distritão” seria implantado como uma regra de transição. Valeria para 2018 e 2020, preparando o terreno para a adoção do parlamentarismo em 2022, com voto distrital misto.

Se não houver reação da opinião pública para impedir a aprovação do “Distritão”, o Brasil terá em breve um sistema eleitoral parecido com o do Afeganistão.

Assista aos temas do “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. Questionador disse:

    O Temer gosta de alardear sobre o déficit das contas públicas e da Previdência, mas ele não fala que anistiou as empresa que devem uma montanha de dinheiro a Previdência . Ele não colocou em rede nacional, que além de eliminar os juros das empresas devedoras, dividiu a dívida para ser paga em 20 anos. É a velha política do PMDB e PSDB, que é tratar o povo como escravos e os empresários como reis. Espero que estes políticos nefastos ao nosso país, sejam logo eliminados na nossa política.

    • Nelson Rodrigues disse:

      Não esqueçamos das desonerações generosas para as empresas amigas do rei, do INSS e demais impostos sobre o faturamento, decretados pelos governos anteriores da última década que somam mais de 1/2 trilhão. Coloca o PT aí na cesta.

  2. walter disse:

    Além do “distritão” caro Kennedy, cortar salários no funcionalismo, como tanto cargo de confiança para Nada…o Temer esta brincando com coisa séria…porque será, que sua concentração, foi dirigida ao seu julgamento na Câmara; sempre afirmando que o deficit estava sobre contrôle, vem aquele espertinho do Meirelles, ameaça um “dilúvio”, com a clara intenção, de empurrar a “bronca” aos trouxas de plantão…nos acham muito “idiotas”; lembra a dilma com os 170 BI, que no inicio não passava de 130…são hipócritas, não VÃO FAZER QUALQUER SACRIFICIO…esperam a oportunidade ideal, para aumentar para 150 BI, este é o numero do perrengue…O temer é mais um safardana, que não consegue carregar o piano…

  3. Joberto Souza de Araujo disse:

    Dificil justificar corte com 3,6 bilhões destinados a partidos políticos. É quase o valor que o governo pretende arrecardar com o aumento da aliquota do IR para 35% de quem ganha mais de 20.000. Ná prática ele vai tirar o dinheiro dessas pessoas e passar para os partidos.

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