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Política
22-12-2016, 9h24

Temer sonda Parente para substituir Padilha

Mudar lei trabalhista via MP pode trazer desgaste ao governo
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O presidente Michel Temer sondou Pedro Parente (Petrobras) para a eventualidade de substituir Eliseu Padilha (Casa Civil). Ainda não há decisão tomada, mas o presidente avalia a saída de Padilha do cargo.

A situação política do ministro da Casa Civil vem se fragilizando. Hoje, o jornal “O Estado de S. Paulo” traz a informação de que Padilha pediu ao doleiro Lúcio Funaro que desse R$ 1 milhão em dinheiro vivo em 2014 a José Yunes, amigo de Temer e ex-assessor especial da Presidência.

Essa revelação, se confirmada, tende a aumentar a pressão pela saída de Padilha do governo. Também ajuda a explicar o recente pedido de demissão de José Yunes.

Para o governo, a notícia gera mais agenda negativa neste fim de ano devido à gravidade da acusação, porque inclui Lúcio Funaro, um doleiro ligado ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que já insinuou saber segredos sobre Yunes.

Essa informação deve gerar pressão pela saída de Padilha. O nome mais cotado é o do atual presidente da Petrobras, que já chefiou a Casa Civil no governo FHC.

Temer e Parente negam sondagem para o presidente da Petrobras substituir o chefe da Casa Civil. Mas ela ocorreu. E Padilha tá balançando no cargo.

*

Hora ruim

Não há dúvida de que o Brasil precisa discutir e atualizar sua legislação trabalhista. As relações de trabalho vêm mudando no mundo e no Brasil.

O desemprego tem aumentado, em parte por causa de avanços tecnológicos que eliminam postos de trabalho, mas sobretudo por causa da recessão econômica no Brasil de hoje. Ou seja, o enfraquecimento da atividade produtiva corta empregos.

Nesse contexto, o presidente Michel Temer deverá assinar hoje uma medida provisória que trará mudanças na legislação trabalhista e repaginará uma iniciativa do governo Dilma, rebatizando-a de Programa de Manutenção e Geração de Emprego.

Mas mudanças na legislação trabalhista num momento como o atual tendem a ser desfavoráveis à parte mais fraca, que é o trabalhador. Um tema como a elevação da jornada de trabalho para 12 horas por dia, limitadas as 220 horas mensais, não deveria ser objeto de uma medida provisória.

Num momento de crise econômica, também tende a ser desvantajoso para os trabalhadores deixar que o negociado prevaleça sobre o legislado, porque a crise pode gerar acordos ruins para os empregados. O próprio presidente havia decidido deixar a reforma trabalhista em segundo plano, porque o Judiciário já tem tomado medidas nesse sentido.

Portanto, há relevância nessas discussões, mas não urgência. Fazê-lo no dia 22 de dezembro via medida provisória é uma forma de tentar obter algum tipo de agenda positiva que compense o noticiário sobre corrupção. Não há, porém, garantia de agenda positiva para o governo. Pelo contrário. Poderá trazer mais desgaste.

Diante desse contexto, o governo resolveu enviar as partes polêmicas da reforma trabalhista por meio de projeto de lei em regime de urgência.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
10
  1. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Parente é um gestor preparado e idôneo, coloca-lo no ministério é fritar um dos poucos nomes decentes desse governo.
    Melhor tirar o Padilha e deixar sem ninguém, o estrago é menor !

  2. walter disse:

    Caro Kennedy, esta perfeito o Temer nesta hora, precisa se livrar do Padilha, e do Jose Yunes, com isso ganha tempo; tudo isso tem sido ‘bom ao brasil”, esta aceleração poderá contribuir sobre maneira, com a retomada do emprego, que é o real desafio…A retórica do temer de forma habilidosa, deve mudar mais, falar dos governos anteriores, não tem tanto apelo para ele Hj. Como seria positivo caso o Temer convidasse outros empresário, como foi o caso do pedro Parente, para integrar o governo; tudo isto, pode gerar maior celeridade e confiança, neste governo. Poderia inclusive, reabilitar o seu partido.

  3. Alberto disse:

    É preciso entender que a terra brasilis está,ainda,no século XX.Ou partimos para mudar tudo,mas tudo mesmo,ou as futuras gerações sofrerão muito.O mundo mudou e continua mudando e a terra brasilis arraigada em idéias e estruturas do do século passado.

  4. Julio Barbosa da Silva disse:

    Esse governo liberal-fascista, capitaneado pelo golpista agente da CIA – Michel Temer, tem como objetivo destruir, suprimir, extinguir, aniquilar todas as conquistas históricas obtidas pela luta dos trabalhadores liderados pelos imortais socialistas. Agora, de forma covarde, o governo golpista quer destruir toda e qualquer forma de resistência dos trablhadores, seja do setor público, seja do setor privado, com as chamadas “reformas”, que nada mais são do que a supressão de todas as conquistas históricas dos trabalhadores (trabalhar até à morte, aceitar um salário miserável, dar benefícios aos militares para que estes aceitem reprimir com máxima violência qualquer revolta dos trabalhadores, destruir a previdência pública para que os banqueiros aumentem seus lucros com a previdência privada, desturir a educação e a saúde pública para que os poucos trabalhadores da classe média procurem os serviços privados de saúde e educação). Toda essa covardia merece uma única resposta – A LUTA!

  5. joao dias disse:

    Parabens, Kennedy. Ótimo texto, ótima explicação. Sobre o Pedro Parente, acho que não seria uma boa solução para ele nem para o país. Ele está se aprofundando na engrenagem da Petrobrás, como um técnico competente e desvinculado do interesse corporativo e políco. Um substituto não seria fácil, a não ser uma indicação política que já deu no que deu. Está conseguindo o apoio e respeito do mercado e, ainda, discutindo uma infinidade de processos contra a Petrobras e empresas coligadas e fazendo uma verdadeira varredura nos negócios e realidade da empresa. É díficel entender mudanças de gestor, quando as coisas estão dando certo.

  6. mano disse:

    prezados: o “presidente da república” também está balançando. Assumiu a presidência numa condição prevista na constituição, porém sem apoio popular, aparece nas delações da odebrecht e pertence ao partido político cujas maiores lideranças estão denunciadas em casos de corrupção, além de terem participado ativamente das decisões do governo anterior, seja no legislativo ou no executivo. O PSDB ao apoiar o impeachement entrou num barco furado: fragilizou a democracia e corre o risco de não eleger o presidente em 2018, mesmo sem Lula candidato.

  7. mano disse:

    segue sugestão para este governo: instituir o imposto sobre grandes fortunas, aliás está previsto no Art 153, inciso VII da CF/88. É possível regulamentar através de lei complementar e este governo tem maioria absoluta no Congresso. Assim o Brasil resolve rapidamente a questão fiscal, retoma o crescimento e o PSDB ganha a eleição em 2018. Simples assim!

  8. Ricardo disse:

    Eu realmente não entendo essa “reforma” trabalhista. Não temos como fazer frente à China, só se virássemos semiescravos, o “governo federal” abrisse mão da maior parte dos impostos e nossa infraestrutura melhorasse da noite para o dia. Produzir mais para quem? Estimular o consumo interno? Já vimos isso antes, quando o Lula – pressionado pela provocação do PSDB com a história do “pibinho” – teve a “genial” ideia dos PACs e estimular o consumo interno. Hoje em dias as pessoas estão endividadas e sem vontade de contraírem dívidas de longo prazo com juros a perder de vista. Enfim, o exemplo tem que vir de cima. Que exemplo nossos políticos dão? Só corrupção e impunidade. Afinal, todas as doações foram aprovadas pelo TRE.

  9. José Carlos disse:

    O empregador paga 2000,00 por um empregado que tem um salário de 1000,00. Este, depois dos descontos, recebe 700,00. Mesmo retirando os valores correspondentes a férias, 13o, multa por demissão etc, sobra muito dinheiro que vai para o governo.
    Portanto, nem pensar em reforma trabalhista. Quem acha isto necessário é porque é capitalista até o pescoço.
    O que deve ser modificada é a gestão do dinheiro público.
    Os trabalhadores estão fartos de sempre pagar a conta.
    Fora reforma!
    Fora capitalistas!

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