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Política
17-05-2017, 23h39

Temer vê “conspiração”; Janot analisa denúncia

A interlocutor, Temer nega renúncia e diz que resistirá até o fim
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Em conversa reservada, o presidente Michel Temer falou em “conspiração” para derrubá-lo do poder e negou a possibilidade de renúncia. Ele pedirá amanhã à presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, acesso à gravação do empresário Joesley Batista a fim de se defender.

“Estou no pior momento da minha vida, mas vou resistir até o fim”, afirmou o presidente, segundo relato de um interlocutor.

Temer disse que recebeu diversos telefonemas do empresário Joesley Batista antes de encontrá-lo no Palácio do Jaburu. Diante da insistência, marcou a conversa pessoal, na qual teriam falado de Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara que está preso em Curitiba.

Na versão de Temer, Joesley disse que estaria ajudando Cunha e a família dele por solidariedade. O presidente teria, então, dito algo do qual não se recorda exatamente, mas que teria o sentido de endossar um gesto de solidariedade e não de determinar o silêncio de um eventual delator.

Na gravação feita por Joesley, segundo o jornal “O Globo”, Temer teria defendido a manutenção dessa ajuda num contexto de contenção de danos.

Antes otimista em relação ao desfecho do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, o presidente da República admitiu a um interlocutor que o cenário poderá mudar diante das acusações de Joesley. A chapa seria cassada, com punição a ele e Dilma, e poderia resultar em eleição indireta no Congresso para completar o atual termo presidencial.

De acordo com políticos de Brasília, a situação de Temer é considerada grave porque ele está no exercício do mandato. Se tiver cometido crime de responsabilidade, por exemplo, pode ser investigado e processado.

Na Procuradoria Geral da República, havia debate na noite de hoje sobre eventual denúncia por crime de responsabilidade com base no inciso 2 do artigo 85 da Constituição Federal. Ou seja, uma ação do presidente para impedir o livre exercício do Judiciário e do Ministério Público.

Ouça o comentário na CBN:

Comentários
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  1. fernando disse:

    provando do proprio veneno

  2. walter disse:

    Prezado Kennedy, se foi gravado, e se ele pediu tal ajuda ao cunha, que vinha ameaçando abrir a boca, arrolando o como testemunha, e de repente parou de importuna lo, isso só pode ter sido ajuda ao meliante; aliás, são “burros de dar dó”; em pleno calor da lava Jato, continuar a pedir dinheiro de “caixa dois”..pelo amor de Deus, como são provincianos..o Aécio então, vai tomar uma dura do “gilmarzão”, como pode ser comprometido assim…quanto a família JBS, será a mesma cantilena…se fizeram nos governos lula, encheram de ganhar dinheiro..54 fabricas, só nos EUA…são semelhantes a Odebrecht…esperamos que as delações aumentem; muitos envolvidos vão falar logo..

  3. Jorge Rodrigues disse:

    É oportuno lembrar que a defesa de Eduardo Cunha havia formulado perguntas para Michel Temer, a respeito de negociatas feitas no Palácio Jaburu, as quais foram indeferida por Sérgio Moro, ou seja, em tese Michel Temer tinha interesse no silêncio de Eduardo Cunha. A questão é que Eduardo Cunha, que é mantido preso, perdeu a mesada e cometeu no mínimo crime de sonegação, pois não se declara propina, portanto terá agora todos os motivos para também delatar e trazer à luz provas contra Temer. O circo vai incendiar mais.

  4. Lorena disse:

    O país não pode ficar nessa indefinição por muito tempo. A economia vai voltar pro buraco. Então cabe ao TSE cassar a chapa e acabar com isso logo!

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