aki

cadastre-se aqui
aki
Entrevistas
12-12-2015, 7h00

199 votos pró-Dilma foram “surpresa negativa”, diz ministro

André Figueiredo (Comunicações) considera "pouquíssimo" resultado em votação
35

KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O ministro das Comunicações, André Figueiredo, considera os 199 votos obtidos pelo governo na formação da comissão especial do impeachment “uma surpresa negativa”. “É pouquíssimo”, afirma, ressalvando que o Palácio do Planalto precisa aumentar seu apoio na Câmara.

Ex-líder do PDT na Casa, Figueiredo diz que a presidente Dilma Rousseff sofre tentativa de “golpe” porque “não existe crime de responsabilidade”.

Em relação ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro das Comunicações diz que o peemedebista “está usando, sim, de manobras abusivas para postergar a análise por parte do Conselho de Ética do pedido da admissibilidade [do processo].”

O ministro das Comunicações afirma que manterá o cronograma original de implantação do sinal de TV digital. Até 31 de dezembro de 2018, será preciso desligar o sinal analógico. No entanto, admite ajustes nesse cronograma: adiar a implantação do sinal de digital em Brasília e em São Paulo por causa das Olimpíadas e das eleições municipais.

“[O sinal digital em] Brasília está previsto para abril de 2016. Sabemos que é um tempo muito exíguo e que nós precisaríamos, talvez, elastecer esse prazo para outubro, logo após os Jogos Olímpicos. São Paulo estava previsto para maio de 2016. Nós temos eleições municipais. É a maior cidade do nosso país e o maior contingente populacional. Nós não temos como dizer que vamos desligar em maio. Então, nós estamos fazendo alguns estudos relacionados à mudança nesse cronograma, mas que deixe bem claro: de forma alguma 31 de dezembro de 2018 será postergado.”

A seguir, a íntegra em texto e vídeo da entrevista de Figueiredo ao SBT, gravada na tarde de quinta, em São Paulo:

*

Kennedy Alencar – Ministro, o senhor é do PDT, partido que, nessa discussão sobre o impeachment, tem dito que a presidente Dilma é vítima de uma tentativa de golpe. Já a oposição entende que impeachment é um mecanismo que está previsto na Constituição e que a presidente teria cometido crime de responsabilidade. Por que o PDT acha que se trata de uma tentativa de golpe?

André Figueiredo – O PDT compreende que há uma tentativa de golpe. Apesar de estar prevista na Constituição, como você mesmo colocou e a própria oposição coloca, há necessidade de algum crime de responsabilidade ser tipificado. E não houve. Evidentemente que o impeachment não é um processo apenas jurídico. É um processo político também. Só que você precisa de uma fundamentação jurídica para embasar justamente esse embate político.

KA – Ou seja, não tem crime de responsabilidade?

AF – Não existe crime de responsabilidade. Digamos, embasar pelas chamadas pedaladas fiscais, que voltamos a dizer: não houve nenhum desvio de recurso público. Era uma maneira de contabilizar gastos que era, digamos assim, uma prática até então. E caberia ao TCU dizer, claro, a partir de agora não vamos mais admitir isso. Mas não rejeitar as contas e, consequentemente, encaminhar um parecer pela rejeição para o Congresso Nacional. Esse parecer está sendo avaliado pela Comissão Mista de Orçamento. Essa comissão deve se posicionar para que se leve ao plenário e, aí sim, ter um julgamento das contas relacionadas ao ano de 2014. No que diz respeito ao ano de 2015, o ano ainda não se concluiu. O ano ainda está correndo. Nós aprovamos agora o PLN 5 (Projeto de Lei do Congresso Nacional número 5). Alguns ministros, inclusive, até já se posicionaram que, através desse PLN 5, todas as contabilizações do governo serão regularizadas.

KA – A PLN 5 é a nova meta fiscal. É a autorização para o governo ter um deficit primário de até 120 bilhões este ano.

AF – Exatamente. Se houve uma queda da arrecadação, se houve uma redução de receitas, evidentemente que você tem que rever. Se vivêssemos um superavit, o governo enviaria um projeto de suplementação orçamentária, de nova dotação. Como está havendo um deficit, nada mais justo do que adequar à nova realidade e, consequentemente, não fazer o Brasil parar. Se nós não aprovássemos no Congresso o PLN 5, o Brasil iria parar. Não teríamos recursos sequer para pagar funcionalismo, como, em vários Estados, está acontecendo no decorrer deste ano.

KA – Ministro, o Supremo, na próxima quarta-feira, dia 16, vai se manifestar sobre o rito de um processo de impeachment. Mas há rumores de que talvez uma sessão não seja suficiente, que algum ministro possa pedir vista. No seu entender, qual é a expectativa do governo e dos defensores da presidente Dilma em relação a essa manifestação do Supremo. E como o senhor avalia se eventualmente essa questão ficar lá para frente?

AF – O Supremo, claro, tem todo o poder de definir o seu rito processual. Lógico que, no entender não apenas do governo, mas daqueles que efetivamente advogam para que o Brasil possa superar essa crise o mais rápido possível, que essa definição saísse o mais rápido possível. Então, nós temos aí a necessidade de que o governo tenha a tranquilidade necessária. E nós estamos trabalhando independente do que está acontecendo no Congresso, independente do que o Supremo vá se manifestar. O governo não pode parar. Mas, para o mercado, para que nós possamos tentar superar uma economia que está fragilizada por um ano de 2015 de muitas dificuldades, é importantíssimo que a gente supere o mais rápido possível essa crise política.

KA – O ideal seria o Supremo se manifestar logo?

AF – Sem dúvida, sem dúvida. Mas lógico que o rito quem decide é o próprio Supremo e não cabe ao poder Executivo ou ao poder Legislativo interferir no rito de um outro poder da República.

KA – Nesta semana, houve a primeira batalha de impeachment com voto, a respeito da formação da comissão especial para analisar esse pedido de abertura de processo de impeachment. Esse processo não está aberto. A Comissão vai emitir um parecer e o plenário da Câmara vai avaliar. O governo teve 199 votos. Não é uma margem estreita? Não é pouco para um governo que distribuiu ministérios, cargos, verbas? E até para poder governar?

AF – É pouquíssimo. Na verdade, foi uma surpresa negativa para aqueles que acompanham o dia a dia da Câmara dos Deputados. Os mais pessimistas não iriam prever uma derrota para uma diferença tão significativa. Evidentemente, se nós formos olhar unicamente pela ótica do número de votos necessários para o impeachment, isso aí seria razoável. Faltariam 70 para ter o impeachment. Mas não é por aí. O governo precisa ter a maioria da Câmara dos Deputados. Houve uma rearticulação dos ministérios que têm a missão de ter a relação institucional _no caso, a Casa Civil e a Secretaria de Governo_ respectivamente, o ministro Jaques Wagner e o ministro Berzoini, que têm feito um trabalho muito bom nesse tocante, mas que infelizmente, pela instabilidade, inclusive dentro da Câmara, com esse processo em paralelo que corre, relacionado ao afastamento da presidente e eventual cassação do deputado Eduardo Cunha, nós temos aí um clima de total incerteza dentro da Câmara dos Deputados. Fica muito difícil a previsibilidade do que pode ocorrer.

KA – O peso de Eduardo Cunha para jogar contra o governo e aumentar o número de rebeldes tem sido fundamental?

AF – O Eduardo Cunha, ninguém pode menosprezar a capacidade que ele tem de liderar um grande número de parlamentares de todos os diferentes matizes. Alguns mais preparados, outros mais inexperientes. Mas ele tem, sim, essa liderança. E é claro que ninguém pode desconsiderar a força que ele tem lá dentro e, como tal, o governo precisa ter a consciência de que, nesse momento, uma vez que foi deflagrada a abertura do processo de impeachment, tem de ir para o enfrentamento. Como a presidenta fez na noite que ele anunciou o acatamento do pedido de abertura de processo de impeachment. E o que ela mostrou claramente: que ela não tem o que temer, que ela não deve absolutamente nada. É legítimo qualquer cidadão brasileiro ou cidadã brasileira não se sentir satisfeito com o governo da presidenta Dilma. É altamente legítimo. É legítimo haver uma oposição. Agora, não é legítimo, por conta de um governo que não está satisfazendo a alguns, ou a muitos, querer derrubar esse governo para, hipoteticamente, buscar através da esperança de um outro.

KA – O argumento é que há uma crise econômica, política, e que a Dilma tem de sair porque isso permitiria ao país sair da crise.

AF – É uma hipótese muito, digamos assim, subjetiva. Porque nós vamos ter a posse do vice-presidente. Então, não há uma mudança tão grande de rumos. Se nós avaliarmos, sem demérito nenhum, o PMBD, nós temos um excelente relacionamento com ele. Mas é um partido que tem sérias críticas, é um partido extremamente esfacelado em termos de direções. Nós temos diversos líderes no PMBD. Então, nós vamos ter dificuldades, independente se a presidenta fica ou se assume o vice-presidente. Eu não acredito na hipótese da presidenta sair. Não acredito, não é por outra coisa: é porque os fatos serão extremamente comprovados de que ela não deve absolutamente nada e, como tal, não existe crime de responsabilidade a ser tipificado.

KA – Que efeito teria para um futuro presidente, para futuros governos, um eventual impeachment da Dilma?

AF – Seria desastroso. Nós, que somos do PDT, herdeiros do trabalhismo, vivenciamos três momentos muito difíceis que culminaram dois com a queda e um com uma grande mobilização. Getúlio Vargas praticou o ato extremo do suicídio numa época de crise política muito forte. Em 1961, houve uma grande manifestação também, já dos militares naquela época, para não dar posse ao vice-presidente João Goulart quando Jânio Quadros renunciou. E o então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, mobilizou a população brasileira através da Rede da Legalidade, conseguiu levar a população gaúcha para frente do Palácio Piratini e, com isso, garantiu a posse constitucional do vice-presidente da República. Mas, já em 1964, nós tivemos um golpe que durou 21 anos. Então, os efeitos são muito danosos. Nossa democracia ainda é muito recente. Temos pouco mais de 25 anos de convivência com a democracia. Então, isso ainda é muito pouco para que, de repente, possamos ter um novo golpe. Chamamos de golpe porque assim o consideramos. Não há justificativa para tirar a presidenta da República legitimamente eleita nas eleições 2014. Nós temos absoluta convicção de que não há motivo para isso. Agora, não quero dizer com isso que não é legítimo a população se manifestar contrária à política econômica. Inclusive, quando eu estava na liderança do PDT, manifestei minhas críticas contundentes à política do rentismo, de elevação da taxa de juros, que infelizmente penaliza o capital produtivo, desemprega e, cada vez mais, enaltece o capital especulativo, que não é interesse, que não faz nenhuma economia no país crescer. Então, essas críticas são salutares. Dentro do próprio partido da presidenta Dilma críticas como essas são feitas, porque nós queremos, através delas, fazer o Brasil voltar a crescer.

KA – Ministro, o senhor acha que a ação do Eduardo Cunha e dos aliados no Conselho de Ética tem sido uma ação regular legítima para se invocar o regimento e adiar o prosseguimento de um eventual processo de cassação dele ou o Eduardo Cunha está abusando do poder dele como presidente da Câmara?

AF – O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, conhece o regimento da Casa como poucos. Ninguém há de discordar da competência e da inteligência que ele tem. Agora, ele está usando, sim, de manobras abusivas para postergar a análise por parte do Conselho de Ética do pedido da admissibilidade. Existem, inclusive, argumentos que diziam que ele vai querer que a comissão defenda a tese da admissibilidade para ganhar mais tempo ainda dentro do Conselho de Ética. Então, nós sabemos que talvez seja necessário, e a gente viu nas votações, que o presidente do conselho tenha que ter o voto de minerva, porque estava dez a dez. Então,\\ é um conselho dividido, assim como a Casa está dividida.

KA – O senhor acha que ele tem que ser cassado? Tem que sair da presidência da Câmara?

AF – Eu acho que ele tem que ser afastado da presidência da Câmara. O nosso partido inclusive já se manifestou nesse sentido.

KA – E deve ser cassado?

AF – O processo de cassação, evidentemente, é um processo que precisa ter uma fundamentação que cabe à Justiça. E há algumas ações penais que já estão tramitando, onde, sendo ele declarado culpado, acho que não haverá outra medida que a Câmara não tome que não seja a cassação de seu mandato.

KA – Ministro, vamos falar um pouco da sua área, o Ministério das Comunicações. Uma questão muito importante é sobre a implementação da TV digital. Parte dos brasileiros ainda assiste televisão no sinal analógico, que já deveria ser desligado. Houve aí um cronograma que está atrasado. Nós temos no ano que vem as Olimpíadas no Rio de Janeiro, eleições municipais. Como o senhor vê essa questão? Esse cronograma vai ficar para 2017? Quando que a gente vai ter a implementação de 100% da televisão digital?

AF – Até para que a população compreenda que processo é esse, Kennedy, é bom dizer: houve um leilão da frequência de 700 mega hertz, que é o que as televisões analógicas operam, é nessa frequência, para que as teles possam operar voz e dados no 4G. Então, nós temos um compromisso contratual de entregarmos essa frequência limpa até 31 de dezembro de 2018. Existia um projeto piloto para Rio Verde, no Estado de Goiás, que deveria ter sido feito o switch off, ou seja, o desligamento do sinal analógico, no último dia 29 de novembro. Mas há uma portaria que determina que, para fazer esse desligamento, pelo menos 93% dos domicílios que recebem apenas TV aberta deveriam estar aptos para receber o sinal digital. Esse número não foi atingido. Com a pesquisa que nós recebemos, relativa à última semana, esse número chegou a 78%. Então, algumas outras medidas nós estamos colocando em prática para que, ainda no prazo máximo de 60 dias, nós possamos fazer esse switch off em Rio Verde para que ele, definitivamente, sirva como nosso piloto. Consequentemente, nós teremos posteriormente Brasília. Brasília está previsto para abril de 2016. Sabemos que é um tempo muito exíguo e que nós precisaríamos, talvez, elastecer esse prazo para outubro, logo após os Jogos Olímpicos. São Paulo estava previsto para maio de 2016. Nós temos eleições municipais. É a maior cidade do nosso país e o maior contingente populacional. Nós não temos como dizer que vamos desligar em maio. Então, nós estamos fazendo alguns estudos relacionados à mudança nesse cronograma, mas que deixe bem claro: de forma alguma 31 de dezembro de 2018 será postergado. Nós temos esse compromisso e esse compromisso será honrado. Porque vai trazer benefício para a população em termos de transmissão de dados, de acesso à internet de qualidade através de seus smartphones, enfim, através da tecnologia 4G. E também a nível de recepção. O sinal digital, além da excelente qualidade de imagem, ainda permite que haja a conectividade com o mundo digital.

KA – Ou seja, fica um pouquinho ali para depois da eleição e das Olimpíadas, mas vai cumprir o cronograma original?

AF – Sem dúvida. O cronograma até 31 de dezembro de 2018 será cumprido.

KA – O governo também definiu os preços de migração das rádios AM para as rádios FM, ministro, em uma cerimônia recente no Palácio do Planalto. Quais vão ser os próximos passos para isso ser implementado na prática?

AF – Nós temos aí que a portaria vai viger a partir de 21 de dezembro. Em municípios onde não há a necessidade da extensão da faixa de frequência da FM, já é de imediato. Então, várias emissoras _ na verdade 78% do total de AMs que existem no Brasil _ já manifestaram interesse em migrar para FM. Dá, aproximadamente, 1.400 emissoras. Só que algumas delas, em grandes cidades, vão esperar justamente o switch off da TV analógica. Porque os canais 5 e 6 serão liberados para estender a frequência da FM, que hoje começa em 88 e vai a 108. Então, com as liberações dos canais 5 e 6, que hoje operam a TV analógica, nós teremos o dial estendido de 76 até 108. Consequentemente, todas as emissoras poderão migrar. Então, nesses municípios onde terá esse problema, as emissoras que hoje operam em AM só poderão migrar depois do switch off da TV analógica.

KA – O Plano Nacional de Banda Larga é uma prioridade do ministério já há algum tempo, é da sua gestão também. Há uma discussão que envolve as concessões das teles. Na verdade, as renovações têm de acontecer em 2025. No entanto, tem uma proposta na mesa de as teles assumirem compromissos para a implementação desse plano de banda larga em troca de não terem que devolver bens que obtiveram na época da privatização. O senhor vê com simpatia esse acordo, acha que ele pode acontecer? Pode haver esse entendimento?

AF – Nós precisamos, cada vez mais, intensificar esse diálogo. Abrimos uma consulta pública recentemente no site do nosso ministério e no site “participa.br” justamente para que a população possa se manifestar em alguns eixos. Desde as políticas de universalização, na questão de modelo de concessão, regime público e regime privado. O nosso marco regulatório das telecomunicações é de 1977, ou seja, de uma época em que nós precisávamos universalizar a telefonia fixa. Então, levamos os chamados orelhões para todos os distritos do Brasil. A telefonia fixa foi efetivamente universalizada. Mas, hoje, qualquer cidadão ou cidadã que seja indagado se usou orelhão nos últimos 60 ou 90 dias, serão raríssimos os que vão dizer que usaram. Nós precisamos ter agora a meta de universalizar a banda larga. Para isso, claro, nós vamos precisar da parceria com as teles, vamos precisar valorizar os pequenos provedores, que já são mais de 5 mil no Brasil como um todo, que fazem chegar a banda larga na chamada última milha e, consequente, estão conectando o Brasil. Hoje, 48% da população brasileira está conectada nos seus respectivos municípios. Nós queremos chegar a 95% da população brasileira até o final de 2018. O que seria praticamente uma universalização. Seria através do cabo de fibra ótica chegando naquele município, ou seja, em pelo menos 70% dos municípios que representam esses 95% da população. Mas também através do nosso satélite, que nós devemos estar lançando no final de 2016. Um satélite compartilhado com o Ministério da Defesa, que também terá essa missão de levar internet onde a fibra ótica não poderá chegar.

KA – É prioridade da sua gestão?

AF – É prioridade da nossa gestão e que a presidente Dilma, aos nos convidar e ao termos a primeira reunião de trabalho, cobrou com muita determinação o cumprimento dessas metas, que é a verdadeira integração do povo brasileiro. Hoje em dia, a internet, o acesso à banda larga, traz não apenas a integração e a transmissão do conhecimento, mas traz, acima de tudo, o desenvolvimento daquelas regiões. Eu quero sempre ressaltar: estamos tentando buscar dentro do “Minha Casa, Minha Vida” a obrigatoriedade, e isso está bem avançado com o Ministério das Cidades, a obrigatoriedade de se botar a fibra ótica nas novas unidades habitacionais. Eu gosto sempre de citar um exemplo que vi em João Pessoa. Primeiro, que o “Minha Casa, Minha Vida”, para quem entra, já vê um exemplo de dignidade que foi conquistado por milhões de brasileiros, de ter uma residência digna. E muito interessante foi ver que lá existe um piloto da banda larga chegar até aquele imóvel, e a mãe, dona de casa, chamou a filhinha de 11 anos e ela mostrou a internet, mostrou o que ela acessava, como era um instrumento interessante de pesquisa. E a gente pergunta: “E aí? O que você vai querer ser quando crescer?”, e ela, sem hesitar: “Médica”. Se formos ver, há algum tempo atrás, alguns anos atrás, onde essa criança não tinha sequer onde morar e muito menos sonhar em fazer medicina, a gente vê como a internet, como essas políticas de socialização, de redução das desigualdades sociais, têm obtido êxito e têm trazido esperança para milhões de brasileiros.

Comentários
35
  1. Getulio disse:

    Esse “O Juiz Moro” o paladino com provas e tudo faz morosidade, quando não tem provas prendem pessoal do PT e ligados a esses até confessarem não dá pra entender esse judiciario brasileiro.
    Eduardo Cunha deve e tem de ser banido da politica é um terrorista politico; que vá pregar suas ideias aos seus seguidores em algum lugar por esse imenso Brasil mas longe da politica , o estrago que esse ser está fazendo ao Brasil.

    • Mauro disse:

      O excelente e inesquecivel juiz Moro é sem duvida alguma a melhor coisa que aconteceu ao Brasil republicano e está devolvendo credibilidade ao poder judiciário.
      Os petistas e toda essa cambada que tomou de assalto o governo tem de saber que justiça é feita independente de cor partidária e a postura do magistrado não olha poder e sim os podres. Quem não deve, não teme.

      • geninho disse:

        De fato! Suscinto e objetivo! Nada mais implícito do que cor ou partido vai mudar a regra do jogo, e tudo corre por conta da Democracia que avança…e assim continuará a mostrar toda a sujeira do tempo acumulada debaixo dos tapetes.Viva a Democracia! Estrelas caem e aves recebem pedrada contrariando a preservação do meio ambiente.

      • Janaina disse:

        Meu caro o judiciário ainda tem um caminho longo a percorrer. Uma andornha só não faz verão!

      • ZENILDA SILVA E LIMA disse:

        Concordo com vc,tb acho que toda essa corja deve ser punida,inclusive o Lula, se conseguirem provar,mas mas concordo com o Kennedy, pois um impeachment só iria aumentar mais a crise, esse imp. é politico, pois não existe nada contra a Dilma,as pedaladas sempre foram usadas pelos próprios que querem tirá-la, trata-se de um golpe em que se aproveitaram da crise, em vez de se urnir para ajudar o Brasil, resolveram convocar a população que infelizmente não perceberam que eles só querem o poder.Nao querem o imposto sobre o cheque mas no governo deles já foi usado, até empréstimo compulsório da gasolina, 30% de ágio sobre o preço do carro novo,etc , e nimguem saiu as ruas para protestar.O 1º ato do Fernando HENRIQUE foi proibindo CPI, é só pesquisar que existe uma lista enorme de escândalos que não foram investigados. NÃO CONDENO O POVO QUE TALVEZ NÃO ESTÃO ANALIZANDO COMO EU, TB NÃO SEI SE ESTOU CERTA, MAS ACHO QUE A SAIDA DA dilma só iria aumentar mais a crise.

        • Mauro disse:

          Motivos para expulsar Dilma e o PT do governo, não faltam, a começar pela nojenta e imoral defesa dos condenados no mensalão; a roubalheira na compra da refinaria nos EUA, onde Dona Dilma era presidente do conselho na Petrobrás; a já constatada e já condenada( Vacari) arrecadação de campanha para a reeleição; as criminosas pedaladas fiscais para esconder os rombos do caixa federal; a mentira deslavada sobre a economia brasileira na campanha da reeleição; o apoio descarado e criminoso a movimentos badernistas como MST e outros similares e se não bastasse tudo isso, a sua total e completa incapacidade de criar um ambiente de governabilidade e sua imensa incapacidade como administradora de um pais. Não sabe de nada e sempre diz que não viu nada! Para que ela serve, então? #FORADILMA

    • Alemão disse:

      Uma coisa de cada vez. A hora do Cunha vai chegar. A prioridade é uma uma organização criminosa com vários integrantes e, isso, leva tempo.

    • valmir batista figueiredo disse:

      para falar mal do juiz Mouro tem que ter muita moral. Agora do STF nem tanto!

    • Andre disse:

      Estrago quem anda fazendo é esse governo incompetente e seus partidários. A corrupção é escancarada e se tem alguém preso é porquê mereceu estar independente de partido. Como brasileiro só tenho elogios ao juiz Sergio Moro. E não tenho dúvidas que muitos ainda irão pra cadeia.

    • geninho disse:

      Espero q vc esteja certo pq gostaria de sentir orgulho de ser brasileiro, aqui ou lá fora…no exterior. Fazer-se respeitado fora de qq campo de futebol que é uma lavagem cerebral…eu diria.

    • LUIZ - SOROCABA disse:

      Parodiando então as obscenidades proferidas por lulla , dilma , zé guimarães e outros certos porta-vozes do governo em exercício, admitindo terem produzido MALFEITOS (palavra cândida e doce , que êles apelidaram os roubos, desvios, tramóias, pedaladas e assemelhados) porque os “outros” também fizeram. Então, a partir dessa teoria canalha devemos nós, povo, considerar também o delito de Cunha não atingiu nem de perto o patamar do volume produzido por essa facção de poder que aí se encontra desde 2003. O homem é um coroinha se comparados com os papas da organização criminosa que se instalou . Tenho certeza de que nem 20% do volume de desvios e maracutaias foi ainda descoberta, se é que vão ser ainda.

  2. Mauro disse:

    O “ilustre” ministro não viu nem o começo da história que está sendo escrita e se está assustado logo no prólogo, é melhor recolher suas asinhas e tirar seu timinho mediocre de campo.
    O medo enorme da incapaz do planalto, é tão grande, que toda sua tropa de defesa, começa querer vender a idéia, que em caso de votação do impeachment, a palavra final será do senado. Grande engodo e enorme passa-moleque, pois o colegiado composto por Câmara e Senado, mais comumente chamado de Congresso Nacional, é que deve ter a palavra final.Nunca! Jamais! Sob hipótese alguma, a decisão do Senado será mais importante, ou terá mais ´peso que a decisão da Câmara dos Deputados e isso todos sabemos e estamos cansados de ver, onde todos os temas votados na Câmara, seguem ao Senado, mas sempre e obrigatóriamente retornam aos deputados, para a palavra final e definitiva.

  3. Orlando Jose disse:

    André Figueiredo era líder do PDT na Cãmara até se tornar Ministro. Tinha uma postura de independência total do governo e na maioria das vezes votava contra o governo.
    No entanto, um ministério e diversos cargos públicos faz as pessoas mudar de opinião e até participar e defender o governo mais corrupto de nossa história.
    os crimes que preveem o impeachment de um presidente estão descritos na Constituição brasileira, e lá não se permite gastar sem previsão legal com a finalidade de ganhar eleição e depois quebrar o país. Existem regras, e assim como prefeitos, governadores, o presidente da república também é enquadrado nos crimes de responsabilidade.
    Agora, o PDT é o partido que acolhe o desqualificado do Ciro Gomes que tem cargo no governo, e o Sr. André Figueiredo defende Dilma a troco de cargos.

  4. Estive refletindo muito no que existe de natural no nosso planeta, e cheguei a conclusão de que tudo é mesmo existente simplesmente naquilo que vemos em comum: A esperança que se tem: em ganhar na Mega Sena, em cuidar um grande amor, na família sempre unida, enfim, são muitas são as coisas em comum. Inclusive o bem comum para quem sabe o que estou dizendo. Tudo isso é muito em comum mesmo. Acredito ser assim em tudo anormal também, pois essa questão é mesmo dilemática na nossa política e religião. Obrigado.

  5. Sérgio Afonso disse:

    Creio que o impeachment deva vir mesmo, não por deslize da Dilma,
    (veja que não falei presidenta) nesta roubalheira toda. Mas, pura
    e simplesmente pela total falta de capacidade, imcompetencia e ig-
    norancia. O Brasil merece muito mais!!!! Aliás, acho que ao invés
    de eleições, deveríamos ter um VESTIBULAR para TODOS os cargos e-
    letivos, período de experiencia, etc, etc. Chega de paraquedistas
    cuidando de algo tão sério!!!!

  6. Ulisses Pinto disse:

    Vamos diminuir este número ainda mais após as manifestações de amanhã, na qual estarei presente, para enterrar de vez este partido de quadrilheiros e seus apoiadores.

  7. geninho disse:

    Valeu Kennedy!!! Li o bastante para saber que estou ficando politizado…e a belprazer tb, não preciso mais votar pensando estar certo ou errado.Questão do Ethos, caráter mesmo!

  8. geninho disse:

    interessante mesmo…para leigos eu diria. Eu imagino assim, eu tenho uma Conta Corrente comum, e paralelamente tb tenho uma conta de poupança. Aí chega a fatura do Cartão de Crédito para pagar cujo total eu não tenho na Conta Corrente Comum, e uso o recurso que preciso retirado da Conta de Poupança para outros gastos…Eu não posso usar???? Que piada!!!! Dois (=) Dois+ 4 (quatro) até para leigos que não o Oswaldo de Souza. Assim é e até posso penhorar jóias na CEF para conseguir os recursos necessários.Mero ajuste!

  9. walmir almeida disse:

    eu achei um absurdo ela er 199 votos, pelo certo teria que ser apenas 8 ou 9 ate 10 seria justo, pois essa mulher incompetente e má administradora so pensa nela e no poder , o stf deve julgar nesta quarta feira a legitimidade de¨crime de responsabilidade , pois ela errou sim , ela foi omissa em seu governo , pois deixou que a roubalheira corresse solta, e fazendo barganhas politicas pra não deixar o poder, ate o vice michel temer esta contra ela, michel sera um ótimo presidente!!!

  10. Pasquale disse:

    Enquanto os homens exercem
    Seus podres poderes
    Motos e fuscas avançam
    Os sinais vermelhos
    E perdem os verdes
    Somos uns boçais
    ______

    Será que nunca faremos senão confirmar
    A incompetência da América católica
    Que sempre precisará de ridículos tiranos
    Será, será, que será?
    Que será, que será?
    Será que esta minha estúpida retórica
    Terá que soar, terá que se ouvir
    Por mais zil anos

  11. Pensar Dói disse:

    O petismo vai insistir com esta ideia de golpe até o fim dos tempos. E isto é a prova de que não conseguem entender onde erraram. Com relação ao orçamento, insistem teimosamente em gastar mais do que podem, pois não querem efetuar os cortes necessários em programas sociais. Insistem na cegueira de que dinheiro aplicado em fundos sociais é despesa sem retorno, nunca investimento. E quando o dinheiro falta, voltam-se para a sociedade mascarando coleta excepcional e confisco como plano de ajuste fiscal. E nem a crise os ensina. Lamentável. Isto é o plano de governo do PT, deixar morrer a vaca para salvar o carrapato. Golpe? Golpe foi termos eleito uma assistente social pensando que elegíamos uma presidente. Crime de responsabilidade? Na verdade não é crime ser mentiroso. Os efeitos da mentira é que podem ser.

  12. geninho disse:

    Ler idéias brilhantes faz dos leitores brilharem com suas conclusões, sejam elas divulgadas ou não…e que tb sejam concretizadas ou não nesta 6a. Globalização a que o mundo está sendo submetido. Enfim, esta ilhota aqui chamada Brasil integra o arquipélago mundial…
    O encarregado do departamento do Tesouro britânico,
    Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando seriam debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.
    Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
    Na mesma linha de pensamento, mister se faz que todos aqueles que forem votar decisões nacionais…sejam elas votadas com os nomes daqueles que abraçaram a causa e q sejam em nome dos seus eleitores, imagino que sejam idéias próprias, haja que foram eleitos por votos populares. Será bom saber os nomes daqueles que irão seguir na governança deste imenso Brasil.
    Nesta linha de pensamento acima…Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional”, vociferou a chanceler Angela Merkel.

  13. Gustavo E Santo Jr disse:

    A presidência de um país deveria ser permitida apenas àqueles com efetiva competência e capacidade comprovada para tal: seja preferencialmente para mante-lo em situação superavitária, ou nesta impossibilidade, pelo menos cabendo a apresentação de plano de gestão que comprove tal entendimento (evidenciado na prática; não em teoria como compreende-se da gestão econômica evidenciada pelo anterior ministro da fazenda — me recuso até a mencionar seu nome — aliás, parece estar recluso após perceber a situação em que colocou o país). Não posso entender que uma administração pública entenda-se análoga à por exemplo a gestão de um condomínio, onde por definição trata-se de simples rateio de despesas. Neste caso, um síndico incapacitado administra o prédio de qualquer maneira; pois pouco importando a forma o resultado será um só: dividir o saldo entre os que participem do pagamento; os responsáveis. Justiça ideal seria poder confiar a solução dos problemas à quem os tenha criado.

  14. Leandro disse:

    Golpe, o povo que cansou de tantos golpes da presidente e agora só estamos tentando consertar isso, se isso vai ser considerado um golpe contra a presidente e contra o PT tenho a certeza que o povo brasileiro vai dar esse golpe muito consciente e orgulhoso!!!

  15. Alberto disse:

    Um ministro analógico.Simples assim.Culpa-se o termômetro pela febre .Relembrando Stanislaw Ponte Preta,é o FEBEAPÁ.

  16. Fauze disse:

    É só ler a Lei 1079/50 que fica claro que TODOS os políticos deveriam punidos. Se alguém defender qualquer político, é porque tem interesse. De nada.

  17. Waldemar Fontes disse:

    Golpe foi o que a Dilma deu na nação mentindo sobre suas propostas de governo. Golpe e ela permanecer no governo vendo que o barco está andando de ré e pode afundar se ela continuar no comando. Golpe é ela mentir dizendo que é o PSDB que está tramando seu impeachment
    quando foi um petista que fez a solicitação
    So por essa mentira ja deveria ser cassada.

  18. Ricardo Neme Nasralla disse:

    No nosso entender o voto, em casos extremos, ou é aberto ou é em papel. JAMAIS em painéis onde não é possível comprovar a exatidão. HOJE EM DIA, ASSIM COMO SE COPIA SEM QUE EQUIPAMENTOS ESTEJAM INTELRLIGADOS, ASSIM SE MANDA DADOS!!! Não podem mais ser válidados os votos em equipamentos eletrônicos em razão deles poderem ser alterados à distância! Não gosto do Cunha, mas ao mesmo tempo, por justiça, não é culpado pela adulteração que porventura tenha ocorrido. E A HÁ UMA ENORME POSSIBILIDADE DELA TER ACONTECIDO!

  19. João Guilherme disse:

    O que eles não aceitam é que o poder deles foi para o espaço. Não só o TCU deu um basta nessa maneira de governar do PT nesses treze anos. Só que eles também, não contavam o próprio povo também não aceitar mais, esse desgoverno do PT e essa situação atual econômica do Brasil, são consequências de suas irresponsabilidades, não só no governo da presidente Dilma mais principalmente desde o governo Lula, onde tudo começou quando ele saiu distribuindo os nossos pesados impostos para várias ditaduras comunistas da África e da América Latina, como a cuba de Fidel Castro, ao ponto de parar obras importantes para o país, como a ferrovia Norte, para construir um grande porto em Cuba. Agora, se o presidente da Câmara o deputado Eduardo Cunha, ele for culpado do que ele está sendo acusado e se for comprovado, ele vai ter acertar as contas com a justiça, por isso, enquanto ele for o presidente da Câmara, ele pode ou não acatar um pedido de impeachment da presidente Dilma, até porque o seu cargo lhe

  20. Francisco disse:

    Será vejamos:
    um govero que nao respeita uma lei que controla os custos/gastos de seu orçamento aprovado no ano anterior(as famosas pedaldas).
    Va fazer isso com seu cartao de credito e veja no que acontece.
    Um governo que monta tres escandalos financeiros(se pode chamar assim): Mensalão, Aloprados, Petrolão e agora Lava Jato, realmente eles não tem sede de poder nenhum.
    Porque isso não e sede e roubo em cima do povo. Cade a educação, cade a geração de empregos, melhorias na infraestrutura do país, sem ferrovias, so rodovias que os antigos construiram e eles porcamente fazem reparos.
    E realmente voces estao certos eles so querem o poder, quem fez o Plano Real, para eles depois gastarem(desviarem) alem da conta. E ainda arrastaram a Petrobras em dívidas e roubos(desvios) como a refinaria americana que pagaram 200% a mais, tudo documentado, se voces leram um pouquinho sobre os assuntos.
    E por último a do senador da república Delcidio(vergonha), comfabulando

  21. cabraforteprachuchu disse:

    Eu creio que quem mente, principalmente um presidente da república, tem que ser punido,(a biblia diz: quem mente é do diabo o diabo é o pai da mentira); lembra-se do debate na tv, ela disse em voz bem clara: “eu quero acreditar que nossa inflação está sob controle”. Nesse momento eu disse, essa mulher está mentindo e levando o Brasil para o buraco, e realmente é isso que está acontecendo, o políticos se associaram ao crime organizado e vejam no que deu, agora acabam de descobrir desvio de recursos de R$200.000.000,00 ou mais nas obras de transposição do São Francisco, seis mil trabalhadores são demitidos por dia no pais, o que está salvando a economia é o agronegocio, e quanto ao que o sr. de ditadura, quero lembrar ao Sr. que eles salvaram o pais da esquerda corrupta e incompetente, da qual muitos fazem parte hoje, mas aguarde Sr. ministro, “eles” voltarão para por este pais em ordem, e colocar na cadeia essa PTralhas e seus comparsas, e não irá demorar. Graças a Deus.

  22. Oliveira disse:

    Se aprovado PL 3636/2015, tudo acabara em pizza. Viramos chacotas do planeta. Temos que ir as ruas dia 13 é a unica maneira que mexemos com os políticos, é o povo nas ruas. E colocar nas rede sociais políticos que são a favor do governo divulgar fotos e nomes para o povo não esquecer.

  23. SILVINO RODRIGUES BELO disse:

    Neste momento de crises agudas (econômica, política, de credibilidade governamental, de desvios de recursos públicos, de endêmica corrupção, de insatisfação generalizada da Nação brasileira pelo que está ocorrendo no Brasil), que, lamentavelmente, o país enfrenta, deveria haver mais ponderação e equilíbrio dos Ministros do Governo em não acirrar mais os ânimos da população e aterem-se, em termos jurídicos e judiciais, aos preceitos constitucionais e aos ditames legais, e à remissão a todos os fatos históricos – e não apenas aos que possam dar veracidade às suas teses – para serem mais coerentes com suas acepções e assertivas, principalmente tratando-se de um Ministro das Comunicações do Governo. Com efeito, o impeachment (impedimento) não é “golpe”, é um instrumento legal inserido na Constituição Federal brasileira e segue um processo próprio que poderá ou não terminar com a cassação, depois de seguidos os ritos que a Lei e a Constituição definirem.

  24. SILVINO RODRIGUES BELO disse:

    Membros e apoiadores do Governo Federal vêm entendendo que o “impeachment” constitui-se um “golpe” e não um “instituto constitucional” que, através de um processo legal próprio, poderá redundar em cassação ou não do Mandatário do país, depois de exercido seu amplo direito de defesa e de contraditório. E tanto é assim que o PT o utilizou mais de uma vez na década de 90: quando o atual Ministro da Casa Civil, Jacques Wagner, então Deputado Federal pelo PT, o propôs contra o então Presidente da República Itamar Franco (que sucedera ao ex-Presidente Collor, cassado por “impeachment”); e depois, em 1999, contra o ex-Presidente FHC (e ambos não redundaram em cassação de seus mandatos). E falando em crises, aludidas pelo ex-Ministro das Comunicações em sua entrevista, o mesmo esqueceu-se de mencionar a do “impeachment” do então Presidente Collor, em 1992, que possibilitou a ascensão do ex-Presidente Itamar Franco, em cujo governo foi debelada a inflação endêmica.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados

Não serão liberados comentários com ofensas, afirmações levianas, preconceito e linguagem agressiva, grosseira e obscena, bem como calúnia, injúria ou difamação. Não publicaremos links para outras páginas devido à impossibilidade de checar cada um deles.

2020-10-24 03:06:40