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Política
13-10-2013, 13h31

A estratégia de Lula

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No comentário de sexta, no “Jornal da CBN”, houve bastidor e análise sobre o almoço da véspera entre a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Neste texto, seguem mais detalhes do caminho que o ex-presidente acredita ser o mais adequado para reeleger a sucessora.

Até as manifestações de junho e julho, Dilma havia agregado ao governo o apoio de um setor mais conservador da sociedade antes refratário ao PT. Grosso modo, era um público mais escolarizado e das faixas de renda A e B, basicamente situado nos grandes centros urbanos do Sul e do Sudeste.

Dilma conseguira ir além do PT e de Lula.

No primeiro ano de mandato, a presidente e seus auxiliares estimularam a versão de faxina ética no governo ao demitir ministros em série. Foi construída a imagem de uma política mais dura no combate à corrupção e no trato com a tigrada do Congresso. Adicionou-se ainda o ingrediente de uma gestora séria e que não falava tanto quanto Lula, o que alegrava alguns formadores de opinião. O PT foi mantido à distância.

Com a queda de popularidade após junho e julho, Dilma perdeu esse público mais conservador. Ficou claro que o dono de cacife político nas forças governistas se chama Lula. E ele recomendou à presidente com todas as letras priorizar as classes C, D e E para se reeleger.

Também já disse ao PT que o partido terá de ceder espaços a aliados para não vitaminar os nomes da oposição. Leia-se: nos Estados, apoiar com mais desprendimento candidatos aos governos e ao Senado de legendas aliadas.

A reforma ministerial prevista para dezembro deve ser pragmática: manter apoios partidários que já tem e tentar atrair mais suporte político.

Na economia, o conselho é buscar reatar laços com o grande empresariado, muito queixoso em relação ao modo como passou a ser tratado da gestão Lula para o governo Dilma.

O emprego e a renda vão bem, o que é boa notícia para quem está no governo. Os sinais são de que deverão continuar assim. Há alguns esqueletos econômicos sendo alojados no armário do Tesouro. Precisarão ser enfrentados em algum momento, mas parece possível ir administrando esse abacaxi ao longo do ano eleitoral. O ajuste dessa conta deverá ficar para 2015.

PS – Ao lado, no quadro “Mais Política”, ouça o comentário “Para Lula, PT deve ceder espaço a aliados”.

Comentários
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  1. Luís disse:

    Lula tem um faro político que, pelas suas últimas realizações eleitorais, eleição de Dilma e eleição de Haddad, pode ser qualificado como brilhante. Então, claro que Dilma deve ouví-lo e quase inevitavelmente seguí-lo nas decisões relativas a esse contexto. Nesse sentido, para Dilma, foi até bom ter ocorrido sua queda de popularidade, pois até então estava melhor do que Lula, o que, de certa forma, poderia galgá-la a auto-suficiente em eleições, o que definitivamente ela não o é, pois não tem nem metade da experiência de Lula nesse quesito.

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