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12-07-2014, 10h16

“A vaca foi pro brejo”, de Millôr Fernandes

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Daniela Martins
Rio de Janeiro

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Se estivesse vivo, Millôr Fernandes estaria se divertindo nesses tempos de Copa do Mundo, em que os brasileiros precisam se virar na comunicação com os “gringos”. São memoráveis as versões ao pé da letra que aparecem em cardápios de restaurantes e placas de trânsito. Entre as pérolas atuais estão o contra-filé à brasileira, que virou “against the brazilian beef”;  o tradicional copinho de mate, traduzido para um singelo “kill” e a cerveja (lata), transformada em “beer (it barks)”.

Mas Millôr já sabia, desde a década de 80, que verter expressões brasileiras para o inglês de maneira literal pode render boas risadas. Lançou, em 1988, “The cow went to the swamp – A vaca foi pro brejo”. O livro acaba de ganhar nova edição pela Companhia das Letras. É uma boa opção para manter na mesinha de cabeceira e até mesmo na mesa de trabalho. Quando o dia está tenso e os prazos apertados, descontrair um pouco sempre pode ajudar. Como diria o mestre, este remédio é tiro e queda. This medicine is shot and fall. Com o Brasil fora da final da Copa e a conquista do hexacampeonato adiada, o título do livro ganha contornos muito atuais. A vaca foi realmente pro brejo.

Escritor, dramaturgo, poeta, tradutor, jornalista e desenhista, Millôr deixou como marca o humor inteligente e crítico. Ele é o homenageado da Festa Literária de Paraty 2014 e terá outras três obras relançadas este ano, todas pela mesma editora: “Esta é a verdadeira história do paraíso”, “Tempo e contratempo” e “Essa cara não me é estranha e outros poemas”.

 

Comentários
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  1. Marcos Fernandes disse:

    Kennedy, ele sou uma figura de linguagem chamada “comparação” usada para demonstrar qualidades ou ações de elementos petistas. Nessa versão em que vivemos, na verdade, a vaca nunca saiu do brejo, ela deu uma saidinha e voltou para lá “correndo”, pois tamanha é a indignação, sofrimento e corrupção alarmantes que o povo brasileiro nunca se viu e que nem imaginava ter com afronta e crítica até a um supremo poder.

  2. Evandro Coelho disse:

    Eu fico pasmo com o ódio que o PT, desperta em algumas pessoas desde que virou poder central,é de uma forma vil, vingativa, preconceituosa, leviana, será que não vamos nunca aprender a viver em DEMOCRACIA PLENA ? em todos os assuntos essas pessoas arranjam uma maneira de querer ver o PT inserido, e logico, com o espirito de terra arrasada.

    • Carlos Feranandes disse:

      Comentário que nada diz. Não se pode colocar política em tudo, principalmente quando a população clama por justiça e serviços funcionando principalmente saúde e segurança que estão péssimos. Um governo que usa de assistencialismo para manipular massa, que estimula a discriminação através de quotas, que despreza o esforço e o aprendizado como meios para se chegar ao objetivo, não pode ser confiável. Socializar não é discriminar. Enfim, as pessoas são colocadas, de boa fé e esperança, no poder sempre para fazer o certo do modo certo, os meios nunca justificam os fins e a prestação de contas são as urnas.

  3. Araujo disse:

    Parece coisa de criança pouco evoluida muitos dos comentários aqui deixados. Há uma polarizção PT x PSDB como uma luta do bem contra o mal. Pergunta-se: e o cidadão onde fica? Qual a importância do PT, do PSDB ou de qualquer outro P sem a participação do cidadão (o voto, a voz, na rua, no trabalho, nas redes sociais)? Se o cidadão não trouxer para si a responsabilidade pelo bem ou mal por passa nosso país, nossas instituições, não haverá esperança.

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