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Política
20-06-2016, 20h57

Acordo com governadores ajuda Temer a consolidar poder

Presidente interino renegocia dívidas bem no meio da batalha do impeachment
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Ao renegociar a dívida dos Estados com a União, o presidente interino, Michel Temer, obtém paz política com os governadores numa hora fundamental para tentar se consolidar no poder, bem no meio da batalha para aprovar no Senado o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. O apoio de governadores é instrumento de pressão eficaz sobre senadores.

Temer realizou uma renegociação com os Estados que se arrastava desde o governo Dilma. Os Estados ganharam um alívio belo alívio. Só voltarão a pagar suas dívidas com a União em 2017, o que dá a eles tempo para reorganizar suas contas, já que será estendido aos Estados o mesmo limite para crescimento das despesas que a União quer aprovar por emenda constitucional.

Por último, Temer fez um acordo para evitar que o Rio de Janeiro entrasse em colapso durante os Jogos Olímpicos. Para pagar a conta de uma renegociação geral e de outras pontuais, o governo deverá usar quase R$ 30 bilhões neste ano.

*

Cunha se enfraquece mais um pouco

A decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de retirar da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) uma consulta que poderia favorecer Eduardo Cunha agrava a situação do peemedebista. De imediato, aproxima mais Cunha da cassação.

O presidente afastado da Câmara vem perdendo aliados. Sofreu uma derrota na semana passada no Conselho de Ética, que aprovou recomendação para perda de mandato. E agora está sendo pressionado por aliados a renunciar à presidência da Casa como um gesto para tentar escapar da cassação.

Cunha nega a possibilidade de renúncia. Mas a sua situação política e jurídica se agrava a cada dia. Ele dará entrevista coletiva amanhã. Não convém subestimá-lo. O peemedebista ainda tem apoio na Câmara, mas já não possui mais a mesma força de antes.

Assista aos temas de hoje no “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. Mais uma herança maldita deixada para os brasileiros, por políticas erradas adotadas pelo Partido dos Trabalhadores.
    A conta é minha, é sua, é nossa.

    • rubens gonçalves disse:

      Ole, ole, ola, a DILMA vai voltar em 15/8 para o BRASIL QUEBRAR. isso se dos 55 senadores algum votar a favor da presidente virando as costas para 80% do povo. temos que ir as ruas de novo em 31/7.

    • Edi Rocha disse:

      A estratégia logo no início é o que vai consolidar o governo de Temer.
      Ocorreram muitos erros desde que assumiu, mas a estratégia foi perfeita para ele se garantir. Afinal, por que ele consegue fazer coisas que a Dilma não conseguia? Coisas de dependem de dinheiro. O país está em crise, correto? Bela estratégia! Ganhou a batalha do impeachment.
      .
      Estou falando da aprovação da meta fiscal negativa em 170 bilhões de reais. O valor real era bem menor que esse. Por exemplo, supondo que fossem 120 bilhões, haveria 50 bilhões autorizados para gastar, para bancar negociações como estas.
      Mesmo sem ter, o governo “tem” dinheiro para gastar. Selará acordos e vai conseguir governar.

  2. walter disse:

    Caro Kennedy, mais uma vez, o País deve pagar um custo alto dos Estados; até eu que não sei quase nada de “gestão”, sei que sem economia de cada UM, não resolveremos o deficit que o Brasil carrega; mais uma vez o Estado do RIO aplica o “golpe”…SP como sempre, vai bancar mais que os outros..nesta o Alkimin “comeu bola”…baseado em que, que mais paga, e quem mais arrecada, deve se submeter aos desatentos, que não fazem a “lição de casa”?
    Se o Temer acha que com isso esta fazendo o melhor para o País, tenho minhas duvidas…
    Quanto ao Cunha, só tem uma saída como a dilma; deve renunciar enquanto é possível, jogou todas as suas cartas, o que lhes sobra, é a delação…serão figuras negras, na história do Brasil; ninguém dará credito as chantagens articuladas por eles, nos últimos tempos…

  3. Alex Cardoso disse:

    Compra de votos do impeachment feita à luz do dia, e com cobertura da mídia. Tudo tranquilo e favorável, para governo interino. O preço do impeachment quem vai pagar é o povo, com seu suor e sacrifício.

  4. Humberto disse:

    Tudo na vida tem um preço, e assim O GOLPE também tem, a encomenda foi entregue, agora vem a fatura, Judiciário recebeu, ministros investigados receberam, agora é a vez dos governadores, depois será a vez ……..até todos serem pagos ! Quem não será pago jamais será os trabalhadores, os aposentados, os beneficiários do prouni, pronatec, fies…….etc. Nem aqueles que bateram panela e foram para a paulista enrolados na bandeira receberão nada

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