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Entrevistas
29-03-2019, 14h50

Acuar Congresso e imprensa é “caminho perigoso”, diz Maia

'Câmara deve aprovar Previdência até início do 2º semestre'
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criticou a estratégia de setores do governo Bolsonaro de tentar emparedar o Congresso e a imprensa. Ele disse que acredita que o presidente Jair Bolsonaro saberá arbitrar disputas internas de modo a evitar instabilidade política.

Em entrevista ontem à noite ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”, Maia (DEM-RJ) foi indagado a respeito da estratégia defendida por Felipe Martins, assessor internacional da Presidência, e por Carlos Bolsonaro, filho do presidente e vereador pelo PSC do Rio de Janeiro.

Martins e Carlos defendem uma atuação incisiva nas redes sociais e uma busca de apoio direto da opinião pública para enfrentar o que consideram a velha política na qual o Congresso estaria viciado. Ambos também criticam a imprensa, que julgam inimiga da nova administração.

Segundo Maia, um movimento de um setor do governo que queira acuar o Congresso e a imprensa, sem resolver problemas por meio da democracia e do diálogo, “parece um caminho bastante perigoso e que não deve ser o melhor caminho”. Ele disse: “Tenho certeza de que o presidente nunca quis isso e que isso vai ficar mais claro”.

“Alguns têm passado muito do tom, inclusive fazendo ameaças graves aos políticos, aos ministros do Supremo, às suas famílias, o que é muito perigoso para a nossa democracia”, afirmou, incluindo a imprensa entre os alvos desses ataques

Maia manteve a decisão de evitar novos enfrentamentos com Bolsonaro e preferiu falar que se dedicará a aprovar a reforma da Previdência “independente de qualquer diálogo com o presidente da República”.

Declarou que o Congresso deve ter “a responsabilidade de trabalhar e, se possível aprovar esse texto [a reforma da Previdência proposta pelo governo] até o meio do ano ou, no máximo, no início do próximo semestre”.

O presidente da Câmara afirmou que a Casa deverá rejeitar, como já deixaram claro 13 líderes partidários, mudanças nas regras de aposentadoria rural e do BPC (Benefício de Prestação Continuada). Também haverá resistência a permitir alterações previdenciárias no futuro por legislação infraconstitucional.

Ele acredita que ocorrerá debate sobre a duração da regra de transição para setores do funcionalismo público. Ele crê que a regra de transição para trabalhadores da iniciativa privada deverá ser mesmo a proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes (até 10 anos para homens e 12 anos no caso das mulheres).

Nascido no Chile e filho de um exilado político, Maia disse que houve ditadura e golpe de Estado no Brasil em 1964. Ouça a entrevista abaixo:

Comentários
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  1. Joaquim disse:

    O congresso que comece a trabalhar e assuma sua responsabilidade. Aprove legislação de interesse do pais e aos brasileiros e não dos amigos do poder como tem feito até esta data.
    Sr. Rodrigo Maia se tem uma instituição que não tem a menor credibilidade no Brasil é a que o sr. preside. Vote sim ou não e assuma as responsabilidades dos seus atos.
    O congresso já deu provas para todos os brasileiros de sua incompetência, tanto em legislar como em fiscalizar. A maior fabrica de pizza do pais. Não vou dar exemplos pois não caberia nesta pagina.

  2. walter disse:

    Kennedy, o maia precisa parar de falar…o governo não esta acuando o congresso, esta seguindo uma cartilha, que os parlamentares velhacos, não estão acostumados…a reforma da previdência, não deveria causar tanto reboliço…esta reforma vai sair,, deve ser da responsabilidade de todos; nesta hora, preferem tentar melar as iniciativas do governo, para causar descompasso, a olhos vistos, só não vê que não quer…aproveitam se de cada momento,para tentar desqualificar sua atuação…grande parte da imprensa, tem feito campanha sistematica, para prejudicar este governo, a começar pela, maior beneficiada, pelo BNDES, e publicidade…querem vantagens e verbas fáceis, e isto, tenho absoluta certeza, o Bolsonaro, não fará concessão…por isto, as redes sociais; não pode se dar ao luxo, de ser condenado, por mentiras polidas, vindas da imprensa…acreditar na lisura deste governo, deve ser o único meio de resgatar o Brasil…

  3. jose disse:

    Ao contrário do que a lucidez denuncia, as frases de efeito e os pensamentos do governo bolsonaro são reais e fidedignas de seus agentes. Dizer que não houve golpe e nem ditadura realmente é o que eles pensam, pois são a favor da tortura a lembrar que o candidato filho postou fotos de pessoas sendo torturas. É um pensamento atual. Porém, erra (e muito) na estratégia, pois os militares morrem de medo desse pesadelo real, pois não assumem e escondem a verdade, porém, ao escondê-la complicam porque aumentam as desconfiaças e curiosidades. E o STF, mais uma vez, complica situações reais ao reconhecer a lei da anistia feita pra proteger os torturadores. Nos outros paíse da região, torturadores foram julgados, condenados e presos. Só no Brasil militar tuita pra chantagear e tem que aceite. Por que serã?

  4. Wellington Alves disse:

    O Capetão ainda não entendeu que ele preside uma Republica de poderes independentes. Claro, é pedir demais para esse ignorante despreparado.

  5. elza dos santos marçal disse:

    nunca pensei viver para ver um presidente da câmara dos deputados com medo dos militares..

  6. J K disse:

    Acho que vai dar o que falar aquela foto portando um fuzil em Jerusalém. Há um recado subentendido nisso, ou percebi errado ? E escrevi aqui, fora do tópico, pois penso que aponta aquela arma mandando recado “vai fazer ou vou derrubar?”. E isso se encaixa precisamente no relacionamento com o Legislativo.
    Quanto à decisão sobre Israel, especula-se que países árabes podem não gostar. Antevejo perigo, mesmo que cheguem a um consenso.
    Não é nada de Hamas, Hezbolah ou ISIS. Temos o problema já conosco, porém não poderiam escalar o “modus operandi” para ataques terroristas. Se sofrêssemos um ataque a bomba, nomeadamente tendo a população como alvo, a quem seria atribuída a culpa? Automaticamente, às organizações criminosas que operam no país, mas à partir de agora, esses ataques podem acontecer contra qualquer aglomeração que já tem em quem botar a culpa sem que a Lei alcance os verdadeiros culpados. Qq ataque, Põe-se a culpa nos de fora, mesmo sendo impetrados pelos daqui.

  7. DIRETO AO ASSUNTO: É PRECISO PASSAR O PAÍS A LIMPO ! disse:

    O problema maior é que o Congresso está habituado a legislar na base do toma lá dá cá, e esse governo se propôs a não entrar nesse esquema, não por capricho, mas por ter provas mais do que suficientes que esse sistema é alimento da corrupção. Não adianta dizer que “sempre foi assim” e que só funciona desse jeito. O verdadeiro significado de ser “representante” e representado”foi deturpado. O representante, quando candidato, se mostra como tal; ao ganhar a cadeira, que ser o dono do próprio umbigo. Senador e deputado não podem ser independentes, eles têm que “representar” a vontade do “representado”. E, distantes como estão do povo, como fazer a vontade do povo? Têm que tirar o trazeiro da poltrona e ir para a internet, para as ruas, e sentir o que o povo quer, e não ficar fazendo chantagem para ganhar vantagens pessoais ou partidárias. Resumindo, têm que fazer o melhor para o povo e o país!

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2019-04-19 04:06:44