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Kennedy Alencar

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Economia
12-12-2013, 14h19

Adiar carros mais seguros é irresponsável

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Comentário sobre discurso defensivo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao falar de “duas pernas” mancas na economia. Evita reconhecer os próprios erros. Adiar entrada em vigor de medida que obriga carros a ter airbag e freios ABS é atitude irresponsável.

Comentários
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  1. Fernando Fischmann disse:

    Governo pretende adiar obrigatoriedade de airbags e ABS

    Uma das maneiras de fazer o Brasil ser um país sério e acreditado é ter e cumprir com a palavra e com compromissos. Entretanto, não tem sido sempre assim. Apesar de afirmar que governa para todos, muitos atos do Governo têm como objetivo exclusivamente pequenos grupos, minorias choronas. Enquanto isso, a maioria – eu, você e as pessoas a nosso redor – sofre.

    Governo: diz o que quer, mas agora ouve o que não quer! E a partir de agora será com exposição ao ridículo, para quem quiser enxergar em detalhe o funcionamento do nefasto sistema.

    Classifico como canalhice a edição de Medida Provisória que prorrogue por mais dois anos a outrora longínqua data que tornará obrigatórios, para 100% dos carros produzidos e vendidos no Brasil, bolsas de ar (airbags) frontais e freios antitravamento (ABS). Tal data, a meu ver, demorou a chegar. Aguardei dias e noites para que a qualidade dos veículos vendidos no Brasil melhorasse. Se não é por força de nosso passivo mercado consumidor, se não é por verdadeira e saudável concorrência entre os fabricantes, que seja por força de lei. E ia ser, até os rumores ventilados neste começo de dezembro…

    Sim, canalhice. Canalhice dos pedintes (sindicados de trabalhadores, associações envolvidas e fabricantes) e do cedente (governo federal).

    É sabido, de longa data (10 anos, desde as primeiras resoluções do Contran) que o momento de ter de aplicar airbags e ABS chegaria, e que com ele, a fabricação e a venda de alguns dinossauros sobre rodas teria de ser abandonada (ou substituída por seus descendentes).

    Tais dinossauros sobre rodas já auferiram lucros generosos para os fabricantes, cujo desejo é deixar tudo como está, para continuar a fabrica-los e vende-los, com margem de lucro estratosférica.

    E, fabricantes, há modo mais seguro para os negócios do que se garantir com lobby? O objetivo pleiteado virará lei, texto legal! Estará escrito para sempre! E, caro leitor, por isso o lobby é tão forte no País…

    No corrente caso, como de hábito, os sindicatos são massa de manobra para tais pedidos, pois apresentam estudos oportunistas eivados de parcialidade dizendo que haverá demissões e que a inflação aumentará (sim, é o frequente discurso alicerçado na desculpa do cunho social)… E saiba o leitor que quem usualmente banca integralmente tais “estudos” são os fabricantes de veículos, evidentemente interessados no resultado financeiro da edição de uma medida provisória ou de uma lei.

    No caso específico e emblemático da Kombi, não haveria qualquer medo de demissões se a VW do Brasil não tivesse (intencionalmente, claro) desprovido o produto de atualizações e novas gerações ao longo dos 56 anos de produção. Mas, o máximo que aconteceu recentemente (em 1998, já se vão 14 anos!) foi uma leve mudança da carroceria, com teto elevado e portas corrediças, “atualizada” para um modelo que pode ser visto no início do filme “De Volta Para o Futuro”, de 1985 (sim, a Kombi dos iraquianos no estacionamento do supermercado que perseguia o cientista!). Detalhe: a Kombi fora, à época, escolhida para o filme exatamente para retratar o baixo nível dos inimigos do meio oriente…

    A associação de fabricantes articula, faz política, atua nos bastidores, mas não assume. Mas é claro que não representa os interesses coletivos da nação, mas sim os próprios.

    Governo federal, de olho na meta de inflação e preparando-se para as eleições de 2014, não representa nem defende os interesses do povo, mas sim os próprios e os do PT. Canalha, governa para minorias e não para todos. Favorece pequenos grupos em detrimento de garantir segurança viária ao povo.

    Ainda, o governo federal se mostra insipiente e inepto para construir e administrar boas estradas (basta ver que QUALQUER rodovia concedida à iniciativa privada no Brasil apresenta qualidade superior), e agora a equipe econômica, atendendo exclusivamente aos pedidos de associações e sindicatos (a população não foi consultada, claro!) quer retirar do cidadão comum o que resta de direito à segurança viária…

    Enquanto EUA, Europa e muitos outros países do mundo já obrigam há muitos anos tais equipamentos, a equipe econômica do ministro Guido Mantega agora está prestes a dar um passo atrás!

    A edição de MP que adie a obrigatoriedade de airbags e ABS se trata de um verdadeiro desserviço para o país (aqui pensando em todos, e não numa minoria). Se não está conseguindo controlar a inflação, se quer nível de emprego bom, especialmente em período pré-eleitoral, o governo federal deveria baixar impostos (por a mão em seu próprio bolso), ao invés de tirar do povo o direito à segurança viária!

  2. blog interessante, otimos post, parabéns!

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