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Política
03-07-2017, 8h13

Ala do PSDB, Alckmin e Doria querem Aécio fora da presidência

Volta de mineiro ao Senado deve aumentar divisão entre tucanos
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

A volta de Aécio Neves às funções de senador acirrará as divisões no PSDB. Há uma ala do partido que não quer que o senador mineiro reassuma a presidência da legenda, cargo do qual está licenciado por vontade própria.

Não houve decisão da Executiva ou do Diretório Nacional do PSDB afastando-o temporariamente do comando da legenda. É uma licença pessoal. A decisão de Marco Aurélio Mello devolve Aécio à vida parlamentar normal. Não há nenhuma restrição.

No entanto, uma ala de deputados federais que prega o rompimento com o governo Temer defende que Aécio continue licenciado a fim de cuidar da própria defesa. Outros vão mais longe: defendem a saída dele em definitivo da presidência do PSDB.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, João Doria Jr., também se movimentam para afastar Aécio definitivamente e deixar a sigla nas mãos do senador Tasso Jereissati (CE).

A volta de Aécio ao Senado também dificulta o discurso de desembarque do governo Temer. Afinal, como romper com Temer usando uma justificativa ética se o presidente licenciado do partido sofre acusações da mesma ou de maior gravidade? Aécio defende a permanência do PSDB no governo. A semana será de fortes emoções no PSDB.

*

Fator decisivo

A soltura do ex-deputado federal Rodrigo da Rocha Loures diminui a pressão para que faça uma delação premiada contra o presidente da República. No entanto, não é garantia de que essa colaboração esteja descartada. Rocha Loures continua a ser um fator decisivo na atual crise política.

Em relação à greve geral de sexta, foi um movimento mais fraco do que outros que aconteceram contra Temer. O governo conseguiu dividir as centrais sindicais, cuja união foi fundamental para protestos anteriores. O governo admite não acabar mais com o imposto sindical, fonte importante de receita para essas centrais.

Temer ganhou fôlego na última sexta, mas já começa esta semana com o enorme desafio de se articular para derrubar a denúncia feita por Janot e outras que virão. A prioridade do governo é acelerar a análise dessa acusação.

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Dois pesos, duas medidas

Houve repercussão negativa na opinião pública, sobretudo nas redes sociais, em relação às decisões de Marco Aurélio Mello sobre Aécio e de Edson Fachin a respeito de Rocha Loures.

Essas decisões são reflexo de um Supremo Tribunal Federal no qual cada ministro se comporta como uma ilha e adota saídas que contrariam colegas. É como se o Supremo julgasse ao gosto do freguês ou da situação política. Isso gera esse sentimento de decepção na opinião pública.

Marco Aurélio Mello foi o ministro que no fim do ano passado quis afastar Renan Calheiros da presidência do Senado com uma decisão monocrática. Agora, teve entendimento completamente diverso de Edson Fachin em relação a Aécio.

Fachin afastara o mineiro das funções de senador sob o argumento de que, no Congresso, ele agiria contra as investigações. Levou em conta também a gravidade das acusações. Marco Aurélio viu uma carreira “elogiável” e devolveu ao senador as funções que Fachin tirara.

Em relação a Rocha Loures, a maior contradição é em relação ao que o STF decidiu sobre o então senador Delcídio do Amaral, que era líder do governo Dilma em 2015, quando foi preso. Então no PT, Delcídio mofou na cela da Polícia Federal até delatar.

Fachin viu motivos para libertar Rocha Loures com medidas cautelares. O episódio Delcídio foi decisivo para o enfraquecimento de Dilma e a queda do poder. A soltura de Rocha Loures diminui a pressão pela delação contra o presidente Michel Temer. É inegável o uso de dois pesos e duas medidas nessas situações.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. renata vieira disse:

    Será que algum dia as coisas vão mudar?

  2. Fabio disse:

    Algo interessante, tenho amigos que sempre votaram no PSDB e nao escondem que eram tucanos, porque digo eram, porque dizem abertamente que não irão mais votar no PSDB porque o partido é filial da quadrilha do Michel Temer.
    Termometro que mostra o que os tucanos se transformaram.

  3. walter disse:

    Não deveria ser uma imposição ao partido caro Kennedy, poderia e deveria ser consenso; esta situação do Aécio é insustentável, o PSDB tolera, como PT do lula, resiste com alguns podres; deve se ao fato, de terem um controle muito grande, ou seja, tem o rabo de muitos nas mãos, é uma fonte de abastecimento do partido…Tenho absoluta certeza, que o Alkimin esta sendo influenciado pelo Dória, já que o Aécio como o lula é um réu confesso, e isto é imperdoável, para qualquer partido; deveria ser expulso, mas…Quanto as determinações de soltura, pelos ministro da confraria, chega a ser “nojento”; não deveria ter autonomia para procederem errando; esta claro, que os interesses a mando são grandes, o que leva a pensar em rabo preso…mas seletivo ou não, já estão comprometidos, para as próximas eleições, por enquanto basta, voltemos aos fatos…

  4. JUDICIÁRIO NÃO É LUGAR DE “DISENTERIA VERBAL E DECREPITUDE MORAL” – JUDICIÁRIO TEM QUE DAR BOM EXEMPLO À NAÇÃO! disse:

    Alegam que não há “provas” dos crimes de lula, dilma, aécio, renan, jucá, temer, mantega, padilha, eunício e de todos os acusados por ladroagens aos cofres públicos. Desconsideram denúncias, gravações, vídeos, testemunhas etc, como “não provas”. Padrões de vida muito além dos rendimentos, não são “provas”. Uso e abuso de benesses provenientes de criminosos, não são “provas”. Pretendem que seja considerada “prova” apenas “documento assinado”! Sou leigo mas tenho visto juízes usando o “princípio do livre convencimento” pelas provas cabais, embora não “assinadas” pelos criminosos, e logo em seguida outros juízes, de instâncias “superiores”, desconsiderá-las. Nada posso afirmar, mas “ainda” posso pensar: por que as instâncias “superiores” têm favorecido tanta gente com poder, dinheiro, influência política e tantos presos pés de chinelo continuam nas masmorras fedorentas Brasil?

  5. Iracilda disse:

    Falar o que em uma situação de vexame como essa ?.
    O jeito é esperar 2018 para dar o troco !!!!!

  6. Augusto Ribeiro disse:

    dois pesos, duas medidas é iniquidade.

    Iniquidade é sinonimo de injustiça.

    Injustiça é o que pratica o Supremo Tribunal Federal de “Justiça”.

  7. Jonas disse:

    Ou seja, governador bandido e prefeito bandido querem o senador bandido fora da presidência do partido da oligarquia bandida, que desgoverna a grande senzala chamada Brasil.

  8. Elizeu Grifo Rezende disse:

    Pessoal não tenhamos dúvidas, a justiça também se contamina pela irresponsabilidade de juízes que não são patriotas. Agora mesmo estamos sabendo dos aumentos que pleiteiam igual aos políticos corruptos. Eu tinha uma esperança muito grande de que o STJ fosse isento dessa “sacanagem” toda. Mas infelizmente não é o que acontece. O povo precisa se organizar, não esquecer dos fatos e quem mais pode ajudar o povo é imprensa. As notícias precisam ser mais claras para o povo mais humilde entender o que está acontecendo. Precisamos deixar o partidarismo que nos separou neste últimos anos e juntar forças para não eleger mais os corruptos, seja de que partido for. Não existe mais PT, PSDB, PMDB, etc… O que existe é um povo humilhado expropriado de seu trabalho, de seu salário, de sua vida. Qualquer candidato que seja citado em processo na justiça precisa ser impedido de nos representar. Inclusivo os omissos que não dizem nada, mas estão soltos à marola da omissão.

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