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Política
07-07-2014, 9h55

Alto custo de campanha estimula corrupção

Doações milionárias desfavorecem o interesse público
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Daniela Martins
Brasília

O comentário no “Jornal da CBN” analisou o início do período da campanha eleitoral, neste domingo. Nas estimativas dos candidatos e partidos, deverá ser gasto cerca de 1 bilhão de reais apenas na disputa pela Presidência da República. Os 85 candidatos a governador estimam gastar, somados, outros 2 bilhões de reais. A consequência de gastos tão elevados é a relação promíscua entre candidatos e grandes financiadores de campanha, desfavorável ao interesse público. Bancos, construtoras, gigantes do setor de alimentos e redes varejistas têm vantagem sobre pequenas e médias empresas e sobretudo sobre o cidadão. Doações milionárias criam uma relação privilegiada com o candidato que poderá chegar ao poder. São uma espécie de seguro para manter canais privilegiados com as autoridades e obter grandes contratos. O financiamento de campanhas, tal como está hoje, é uma fonte de corrupção. O Fundo Partidário é justo, mas precisa ser aperfeiçoado. É preciso ser mais difícil obter dinheiro público. Criar partido virou negócio no Brasil. O horário eleitoral gratuito é importante, pois leva a campanha ao grosso da população. Já são grandes as contribuições do Estado, mas existe a discussão sobre o financiamento público total. No entanto, pessoas físicas e jurídicas deveriam manter o direito de contribuir, mas de forma muito mais limitada do que acontece hoje. O endurecimento das regras certamente reduziria o custo das campanhas. Questiona-se se isso poderia estimular o caixa dois. É possível, mas é preciso sair do imobilismo. Um caminho seria endurecer as regras para punir quem doa e quem recebe caixa dois. E as campanhas deveriam publicar seus gastos com maior frequência e transparência.

Comentários
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  1. José Carlos Baleixo disse:

    Realmente é incrível como conseguem tanto dinheiro. O mensaleiro Roberto Jefferson denunciou isto e ninguém, até onde eu sei, investigou para ver se havia desvios nas campanhas. Fingiram que não ouviram. Qual o interesse em se gastar tanto para chegar ao Poder? O que há por trás dessa sede, fome de poder?

  2. antonio barbosa disse:

    Acho que o buraco é muito mais embaixo. É preciso refazer totalmente o modelo representativo no Brasil. O que existe hoje é uma “casa velha” cheia de defeitos e problemas de toda ordem. Não dá para consertar, tem de “demolir” e reconstruir totalmente novo. Há tempos que estamos na era digital e isto pode ser um diferencial para quem se propõe a um cargo público representativo. Entre as centenas de “coisas” que precisam ser implementadas na “casa nova” é o fato de “qualquer um” se propor a um cargo público representativo. Hoje temos (sem ofensa pessoal a pessoa) o Tiririca que representa a si mesmo e ao gordo salário que embolsa todo mês, sem nunca ter feito absolutamente nada. Ou seja, é preciso ter estudo no mínimo o colegial, quiçá nível superior, para que aqueles que o elegeram tenham retorno do voto. Um sujeito despreparado legislando ou governando é como um elefante numa loja de cristais. Se para ser lixeiro é preciso ter estudo, como podemos colocar em um cargo representativo que vai mexer como nossas vidas pessoas sem um mínimo de preparo? Isto e outras centenas de coisas precisam mudar nosso sistema representativo.

  3. disse:

    o q estimula é a IMPUNIDADE!

  4. Couto disse:

    Houve tempo em que a pessoa votava dependendo do valor de sua fortuna. Hoje em dia, todos votam. Porém, como diz o Kennedy, as grandes fortunas “contratam” parlamentares para defenderem os seus interesses. Ou seja, a minoria da população tem uma bem maior representação no parlamento. Esse comportamento, não é tido como corrupção. Mas não se assemelha? Será que se o país pagasse os gastos o prejuízo não seria menor? Como está, francamente, é injusto e imoral.

  5. Walmyr Brandão disse:

    RFORMAR POLITICA JÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

  6. nilton cesar gpois de almeida disse:

    Um bilhão de reais e muito dinheiro , e mais que o produto interno bruto de alguns paises , porque gastar tanto dinheiro, se investisse este um bilhão em saude , teriamos um resultado melhor …

  7. Flávio Faustino Bansen disse:

    Pois é, todos pecamos por ação ou omissão. A corrupção está aumentando, evoluindo, e ninguém faz absolutamente nada, por tempos, os escândalos acontecem, aparecem, crescem vertiginosamente, e o que ocorre? Qual a medida adotada? Nada, nenhuma eficaz, apenas uma ou outra paliativa. Dentre uma gama de acontecimentos, palestras, amotinados, em que momento alguém bradou pela melhor educação? para o requisito básico da legislatura a obtenção de um diploma, com média 8,0, duração de 5 anos, onde o possível futuro candidato teria aula de administração, direito, línguas, etcetera? Nada, em nenhum momento, apenas o que se vê é um monte de gente perdida correndo atrás de seu quinhão. O que está certo no Brasil de hoje? O que funciona? Alguém pode me dizer ao menos duas cosias? Fato é que não há mudanças sem grandes revoluções e, se continuarmos omissos, os grandes canceres do Brasil, e Mundo (dinheiro, superpopulação e religião), apenas serão cada dia mais banalizados.

  8. Getúlio Medeiros disse:

    É claro que não se consegue tanto dinheiro de uma hora para outra, para patrocínio…principalmente de campanhas eleitoreiras, como é feito neste país.

    O fato é que os candidatos políticos profissionais, se comprometem com o dinheiro que não tem, e, irão tirar tudo, dos contribuintes, quando eleitos.

    INFELIZMENTE!!!

  9. Marco Túlio Rocha disse:

    Restringir a despesa e aumentar o debate. Em geral, fala-se apenas na redução dos gastos eleitorais. É correto. Para atender a essa crítica algumas alterações já foram feitas, como a proibição de showmícios. É necessário investir, no entanto, na outra direção. O debate eleitoral não existe no Brasil. Em razão do curto período de campanha, as candidaturas limitam-se a slogans. Curto, sim, se se compara, por exemplo, com o processo eleitoral norte-americano, que, levando-se em conta as primárias, chega a quase 2 anos. São dois anos em que as candidaturas vão sendo depuradas, favoritos desaparecem e desconhecidos podem fazer prevalecer suas propostas. Um modo seria a permissão de campanha na internet num período maior, digamos, de 1 ano. Que mal haveria? Para evitar abusos, poderia ser padronizado o formato da propaganda ou volume dos gastos possíveis mediante esse tipo de propaganda.

  10. Narcizo `Pieroni disse:

    Parabéns pelos comentários. Sempre pertinentes e esclarecedores. Grande abraço.

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