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Geral
22-04-2020, 15h16

Ao começar a reabrir economia na sexta, Geórgia fará teste arriscado

Estado não atende aos requisitos da Casa Branca para retomar atividades
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Kennedy Alencar
Washington

O Estado da Geórgia começará nesta sexta-feira uma reabertura gradual da economia. Na prática, será um teste, um laboratório com toda a população do Estado. É a decisão mais ousada tomada por um governador até agora.

É alta a chance de dar errado porque é uma aventura. A Geórgia não atende aos requisitos da Casa Branca para promover uma reabertura parcial. Os testes não estão sendo feitos em larga escala. O número de casos é preocupante. O sistema hospitalar pode não dar conta do recado.

Mas o governador republicano Brian Kemp decidiu fazer esse movimento, que está em sintonia com a atitude irresponsável e contraditória do presidente Donald Trump. O presidente tem incentivado os Estados a reabrir serviços.

Na Geórgia, salões de beleza, academias e estúdios de tatuagem, entre outros prestadores de serviços, poderão voltar a funcionar a partir desta sexta. Restaurantes poderão voltar à ativa a partir de segunda-feira.

Na falta de um líder nacional, que diga coisas duras e verdadeiras às pessoas, prospera essa divisão sobre o que fazer. O próprio presidente desinforma, estimulando a população a protestar contra o distanciamento social que tem dado resultado para conter o ritmo de contágio de covid-19.

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Jogo baixo

A decisão de Trump de suspender a migração legal por dois meses é uma forma de diversionismo político _uma estratégia muita parecida com a do presidente Jair Bolsonaro. Quando um assunto incomoda, como a falta de testes em larga escala, Trump arruma uma nova confusão para mudar o tema do debate público.

A ordem executiva, que deve ser assinada pelo presidente nesta quarta, é racista e xenófoba. Busca um novo inimigo externo para tentar apagar o desastre de sua gestão na condução da crise do coronavírus.

A percepção da população sobre o mau desempenho de Trump foi captada em pesquisa feita pelo jornal “The Washington Post” em parceria com a Universidade de Maryland.

De acordo com o levantamento, 72% julgaram “excelente ou bom” o trabalho dos governadores de Estado. Trump recebeu apenas 44% neste quesito, o que é pouco. Em momentos de crise, a popularidade presidencial costuma subir.

Para 54%, Trump faz um trabalho “não tão bom ou fraco”. Apenas 26% disseram o mesmo sobre os governadores.

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Eleição americana

Joe Biden arrematou 72,2% dos delegados no caucus de Wyoming. Bernie Sanders, que saiu da disputa mas busca delegados para se fortalecer na convenção democrata de agosto, obteve 27,8%. A prévia, feita pelo correio, terminou no dia 17. Biden já havia ganho a primária do Alasca, também realizada por correio e encerrada no dia 10.

Além de escolher o candidato à presidente, os partidos fazem prévias porque outros cargos estão em disputa. Haverá eleições para os 435 deputados federais americanos e para 35 das 100 cadeiras do Senado. Em alguns Estados, há votação para o Judiciário, por exemplo.

Portanto, mesmo perdendo importância porque só restou Biden como candidato democrata, as primárias vão acontecer _provavelmente num modelo que privilegie cada vez mais o voto via correio e não o presencial.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN – 1ª Edição”:

Comentários
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  1. Walter Nobre disse:

    Kennedy, a reabertura deve seguir com todas as previsões mais seguras possível, quem paga a conta concorda, todos nos EUA tem urgência nesta abertura, estão seguindo o senso comum, a maioria não tem como aguardar no isolamento sem condições adequadas em suas casas, portanto erros serão cometidos na abertura, não há formula magica para a perfeição. O Trump tem pressa já que além eleições economia, além disso o desemprego precisa ser corrigido o quanto antes. Sabe caro qualquer governante precisa dar respostas produtivas em qualquer plano.A credito que o Trump não perdeu mas também não ganhou, o Biden vai concluir se como candidato, já que a disputa será no final do Ano, quanto as eleições será uma caixinha de surpresa, dependerá mais do trump com medidas na retomada o mais rápida possível.

  2. jose disse:

    Por aqui, o que alguns poucos desavisados chamam de governo, o sinistro da casa civil anuncia um plano pró-Brasil pra retomada do crescimento (sic.) RETOMADA invisível, incrédula e inexistente porque eu vivo no Brasil e há cinco anos eu não vejo conforto na área econômica e em nenhuma outra de infra-estrutura e em geral. Em 1985 os generais deixaram o país nos cacos endividado e com a pior distribuição de renda do mundo à época. O resultado está aí, rodovias intransitáveis, Itaipu devendo o Paraguai e cabide de emprego pra políticos, usinas de Angra deficitárias em contrapartida à exorbitante fonte endergética eólica e hélica. Tem sol e vento à vontade de sobra. O Brasil da primeira metade dos anos 2000 foi abortado, cortado ao meio por aventureiros políticos amadores, ambiciosos, arrogantes, incosequentes que se mantêm na espreita pra qualquer fresta à oportunidade a exemplo do carcereiro de Lula e da turma dele.

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