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Kennedy Alencar

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Economia
14-09-2015, 9h18

Ao debater cortes, Dilma dá sinal de que continuará errando

Enquanto Dilma titubeia ao cortar gastos, PSDB debate eventual governo Temer
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff e ministros da área política resistem a cortar R$ 30,5 bilhões a fim de zerar o deficit do Orçamento da União para 2016. Esses ministros querem um corte na casa dos R$ 20 bilhões, menor do que a proposta de R$ 25 bilhões já apresentada internamente pelo Ministério da Fazenda.

Na avaliação da Fazenda e do PMDB, o deficit primário de R$ 30,5 bilhões deveria ser zerado com cortes. Haverá hoje de manhã mais uma reunião para discutir esse assunto, mas, até ontem à noite, Dilma indicava que seguiria a opinião de ministros da área política para preservar mais os programas sociais.

O problema dessa fórmula é que o orçamento de 2016 continuará sendo deficitário e precisará de elevação de tributos para ser zerado. Ou seja, uma saída seria o governo elevar a alíquota de alguns tributos para combinar corte de gastos com aumento de receita a fim de resolver o deficit de R$ 30,5 bilhões.

No entanto, faltaria resolver outro problema enorme: apontar de onde virão os recursos para arrecadar cerca de R$ 42 bilhões a fim de cumprir a meta de superavit primário de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto) para o ano que vem.

Antes de perder o grau de investimento na Standard & Poor’s na semana passada, a presidente já havia se comprometido com a meta de 0,7%. Mesmo assim, por causa do orçamento deficitário, foi rebaixada a nota de crédito do país.

Se titubear na solução do rombo orçamento de R$ 30,5 bilhões e da meta de superavit de R$ 42 bilhões, a presidente enviará um sinal ruim para outras duas agências de rating que também são importantes: a Moody’s e a Fitch.

Se precisa elevar impostos para tapar o rombo orçamentário, mostrará dificuldade para cumprir a meta de superavit primário suficiente para manter a dívida pública sob controle.

Hoje, muitos fundos precisam da recomendação mínima de duas agências para manter dinheiro nos países em que investem. Se o Brasil for rebaixado por mais uma agência, os efeitos sobre o país poderão ser piores e exigir da presidente medidas mais duras.

Se mais uma vez ficar no meio do caminho, mais à frente, a um custo político e econômico maior, acabará fazendo o que não queria e o que dizia que não dava para fazer.

Há menos de duas semanas, Dilma e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, diziam que não dava para cortar nem um centavo do Orçamento de 2016. Em pouco tempo, descobriram como cortar bilhões.

É óbvio que dá para zerar o deficit com cortes, mas isso é doloroso, porque tem de afetar programas sociais. Acontece que o governo está numa situação em que uma resposta fiscal consistente deve ser a prioridade. Ao destruir a credibilidade fiscal do país, Dilma criou a crise política e econômica. Para superar essas crises, o primeiro passo é arrumar a política fiscal com medidas críveis.

Mas, salvo uma surpresa, Dilma vai errar de novo e transmitir sinais ambíguos quando não tem mais tempo e capital para fazer isso. Pior: enquanto o PSDB já debate como se posicionaria em relação a um eventual governo de Michel Temer.

*

Reforma ministerial e administrativa

Para zerar o deficit orçamentário em 2016, o PMDB resiste a aumento de impostos e prefere a via do corte de gastos. Na avaliação do partido, um aumento de tributos só deveria acontecer depois de o governo anunciar cortes suficientes para zerar o deficit e de realizar uma reforma ministerial e administrativa, reduzindo o número de pastas e de cargos comissionados.

Mas a presidente não conversou com Temer, Renan e Cunha sobre a reforma ministerial. Ou seja, será difícil fazer uma redução robusta de ministérios sem se acertar antes com o PMDB. É mais um tema que deverá se arrastar, gerar incerteza e desgastar o governo.

O apoio empresarial tem sido importante para Dilma enfrentar os que querem seu impeachment. O cálculo dos empresários é pragmático. Seria mais custoso para seus negócios um impeachment do que a presidente concluir o mandato. Agora, já há empresários pensando o contrário e dizendo isso claramente ao PMDB.

Ouça comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. mario machado disse:

    Boas tardes a vocês em Dublim, meus caros. Por cá, continuamos na mesma situação. É como se estivéssemos confinados a um “freezer” gigantesco. A umidade é tão forte e atuante que as roupas postas a secar aos ventos secam, porém permanecem úmidas, trescalando odores de roupas “morrinhentas”. Já faz mais de uma semana essa condição madrasta. Tudo parece nos apegar à pele e o que é pior: fica tipificada uma qualidade malsã: “sujeira não limpa”; poeiras das ruas grudadas aos móveis e aparelhos domésticos. Há muitos anos não vemos isso, ou melhor: não me lembra ter acontecido antes. De resto, tudo vai indo “balançante” como a confusão na “casa de Abrantes”! Dólar já próximo à casa dos R$ 4,00 no câmbio oficial; ao paralelo já há muito se acha a esse nível. Euro sobe 1,11% chegando a 4,39. Só não explicam se a valorização se dá apenas na Europa e a outros continentes em franca evolução positiva. Nossa dívida externa se tornou “impagável”! Parece-me ter atingido a casa dos trilhões, ou quase isso. Mente-se tanto que se perde a bússola. Com isso, o Brasil desperdiça as condições de país do “futuro” para cair em desgraça frente aos possíveis investidores. O país já é alvo de chacotas dos “gringos”. Pena. Vinha tropeçando aqui e acolá e, contudo, de horizontes abertos; hoje… Anda de pires às mãos do povo que havia “subido” umas escalas na pirâmide econômica social (mais pedaladas do governo Pinóquio) e já resvala e mergulha à lama da pobreza ingente. A mim, que acompanho tudo o que diga respeito à Nação brasileira, jamais houve “escalada” a patamares mais elevados da classe chamada média. Pura mentira, deslavada “agiotagem” moral e cívica. Em 2014, o governo facilitou compras a crédito incentivando os trabalhadores a gastarem muito. Hoje, os que fizeram dívidas, tiveram essas dívidas aumentadas face à situação econômica geral e financeira periclitante a cada cidadão que confiou na falácia de Dilma Roussef. Já não falo sobre a “gasosa” e da energia. Na campanha eleitoral, o Brasil ia “muito bem” em matéria de economia e de investimentos: salários em “ascensão” (só se foram os deles), inflação controlada e tudo o mais em franca subida à maior; dívidas pagas e horizontes azuis e sorridentes. Está bem: os que não leem e investigam as verdades, mas se contentam as afirmações políticas capciosas e mais: alegram-se com as novelas repetidas e programas de auditórios propositadamente elaborados para envolver a multidão a um clima de euforia, esses “quebraram” as suas caras e tardiamente sentem que caíram a um “conto do vigário”! E ponha vigários nisso! Comparando, com otimismo, a nossa situação está pior do que esteve a Grécia. Os cidadãos brasileiros foram jogados a um “panelaço” aonde iam sendo “fritados” lentamente pelo PT e seus asseclas. Temos, agora, uma Nação sem base sólida a um crescimento esperado e confirmado. A Mentira tem pernas curtas, mas corrói a tudo e a todos de maneira muito desastrosa. Era esse o meu desabafo ante a última reunião de ministros e presidente e suas medidas draconianas, ontem, no Palácio do Planalto onde só há bruxas e bruxos e nunca Reis bondosos, Príncipes sérios e Princesas lindíssimas e felizes. Abraços nossos.

    • Francisco Santos disse:

      Prezado Mario, convido-o a estudar melhor os numeros de nossa economia e compara-los aos números gregos, mesmo sabendo que o Brasil não dispõe dos bilhões de euros emprestados quase a fundo perdido para a Grécia, antes de afirmar categoricamente que estamos em situação pior que a Grécia. Qualquer economista calouro, mas sério, irá rir dessa comparação. Ademais, é risível também o tom catastrofista empregado no discurso. Ora, se é tão importante termos o “grau de investimento”, então porque não comentar que tal medida somente apareceu no Brasil em 2008, ou seja, durante o execrado governo Lula? Ou seja, passamos toda recente história democrática, inclusive o período FHC, suplicando dinheiro ao FMI e nem sonhando com tal grau de investimento. Após 5 anos da saida de FHC, já tinhamos pago ao FMI e já eramos “grau de investimento” em três agencias de rating. Compare também outros indicadores, tipo PIB, PIB per capita, relação divida/PIB, reservas cambiais (hoje temos US$350 bilhões em reservas cambias, 10x mais o que tinhamos ao final de 2002). Nossa inflação hoje está beirando os 10% em 2015. Ok, altissima mesmo. Mas, esquece que encerramos 2002 com 12,4% de inflação, e em 2001 já haviamos encerrado em 9,7%? O dólar está a quase R$4,00. Mas, em 2002 também chegamos a esse patamar. Então, porque rasgar as roupas e gritar “É o fim do Brasil”?

      • Jose renato correia antunes disse:

        È ma fé comparar o período FHC e do PT só com números, FHC pegou uma economia destruída com e colocou o Brasil no rumo certo, já o PT pegou o pais no rumo certo e vai entrega-lo no rumo errado. Vamos torcer só para que a má administração atual não entregue ao pais uma herança maldita tão grande como aquele que FHC recebeu e enfrentou com o plano real. Cuidado com quem quer manipular você.

      • Antonio Evangelista disse:

        So falas-te besteira, o Brasil nunca esteve numa situação como a de hoje, nunca se roubou tanto como nesse 12 anos sobre o comando do PT. O governo enganou e continua enganando a população, nem com aumento e criação de mais impostos irá tirar o Brasil da situação em que se encontra. O PT levou 20 anos para assumir o comando da nação e em 12 anos de mandato cometeu mais erros do que todos os presidentes que passaram no poder.

  2. mario machado disse:

    Complementando meu comentário anterior, desta data, afirmo tristemente que o Brasil “quebrou”, ou ainda: “Quebraram” o nosso Brasil. Sairá Dilma Roussef? Talvez… Porém, a sustentação da base econômica se acha corroída. Sairá Dilma e ao seu lugar se sentará Michel Temer. Temerosa… Temerosa mudança! Mas será preferível – como se diz por ai – cirurgia dolorosa, porque sem resultados ligeiros, que uma espera à entrada ao Inferno!

    • walter disse:

      Infelizmente, Mario Machado, a desesperança de todo nosso Povo, é semelhante, desesperadora por assim dizer…O Brasil caro é muito forte, não quebrará; graças a Deus, não somos uma grécia ainda…nossa Economia só esta destroçada, pela incompetência dos Políticos, e por falta de condução no País; a dilma não dá mais…
      O Kennedy comenta em várias reportagens, que é necessário os cortes de DESPESAS, MAS A DILMA RESISTE; quando quiser tomar tais medidas, SERÁ TARDE DEMAIS…enquanto isso, os supostos apoiadores, tramam a saída dela; estamos vivendo uma paralisia calculada pela oposição; estamos aguardando a largada, como se fosse, uma corrida de cavalos…enfim, o Brasil vai reagir…

  3. César disse:

    Eu acho que vai faltar coragem a Presidente Dilma Rousseff, para enfrentar a sua base social, e fazer os cortes necessários, ao ajuste fiscal. Não vai ter peito, para fazer! A “bondade” de não cortar do orçamento os programas sociais, pode ser mais um tiro no pé, dado pela Presidente Dilma Rousseff. Se perdermos as notas de crédito das outras agências, fecharemos muitos postos de trabalho e aprofundaremos mais ainda a recessão. No final, faltará trabalho e recursos para manter os programas sócias. Seria melhor fazer a escolha certa, preservando as notas e os empregos dos trabalhadores, encurtando o caminho para sair da recessão e voltar a crescer. A bondade pode se converter rapidamente em mais uma maldade do seu desgoverno vacilante e sem direção. Os cortes de agora se confirmados,(neste governo a gente nunca sabe, o que falam pela manhã, muda a tarde e a noite é desmentido) mostram como continua a mentir para o povo, já que afirmava não ter mais onde cortar. O Brasil que produz quer respostas firmes e ações concretas, para voltar a crescer!

  4. LUis Perez disse:

    Engraçado. Ninguém da mídia toca no assunto juros. Eles representam aproximadamente 47% do orçamento. Este dinheiro serviria para fazer o país dar um passo gigante de desenvolvimento. No entanto, parece tabu…ninguém toca nos juros absurdos a que o governo é submetido e se deixa submeter. Nossa mídia é totalmente controlada pelo capital, ninguém que trabalha com os grandes meios de comunicação tem coragem de afrontar os patrões e atacar o maior sangramento que o país sofre, os juros absurdos….

    • Joaquim disse:

      Luis, estes esquerdistas, que cantam esta ladainha dos juros, esquecem de dizer que se você tem uma caderneta de poupança, você faz parte desta turma de capitalistas sanguinolentos que tiram o leite das criancinhas. Então faça a sua parte e de o exemplo pegue a sua poupança e dê para o fome zero.
      Outra coisa quando o as vacas estavam gordas e o ministério da fazenda, apresentou o plano de deficit real zero, a então ministra da casa civil a poderoso economista Dilma, classificou o plano de rudimentar, apoiada pelo sindicalista Lula, começou a gastança e agora quem não credito: ou paga juros altos ou vaio no agiota.

    • Ricardo JC disse:

      Caro Luis
      Muito bom seu comentário. Como se vê, parece que todos os Joaquins estão mais dispostos a entregar o ouro do que defender o leite das crianças. A Grécia, devendo mais de 100% do PIB, sem reservas cambiais, no meio de cortes e mais cortes orçamentários (alguma semelhança do que querem fazer aqui? Será mera coincidência?) rola sua dívida a 8,5% ao ano. Nós, como somos brasileiros, temos que rolar a nossa a 15%, mesmo devendo menos de 65% do PIB e sem histórico de default há muitos e muitos anos. É uma piada… Quando o governo baixou os juros para 7,25%, veio a resposta imediata. O tomate subiu absurdamente e virou estrela Global (todos sabiam que o aumento era absolutamente sazonal), aparecendo em todos os noticiários. Ah…isto é o capitalismo, dirão alguns!!! Mas no fundo, no fundo é só falta de vergonha na cara.

  5. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Nenhuma medida, nenhum corte, absolutamente NADA vai tirar o país desse atoleiro se não houver um amplo “pacto social”, envolvendo o executivo (não esse), o Congresso (tampouco esse), o judiciário (apenas parte) e a sociedade civil. Medidas paliativas são desonestas, demagógicas, de pouco efeito e duração. Atendem apenas à sobrevivência dessa ditadura sindical-pelega.

  6. César disse:

    Conselho para a Presidente da República Dilma Rousseff. Pare de querer agradar a gregos e troianos! Pare de jogar para a galera. Faça o simples! Faça o correto! A reforma é inevitável! Se não fizer agora, na extensão e profundidade necessária, irá se arrepender.

  7. Ray magno disse:

    Como brasileiro de classe média balançada, reconheço a necessidade de medidas de contenção na economia, cujo legado maldito não só o cancerígeno PT mas também os governos anteriores, não menos nefastos, nos deixaram.

    Porém, sinto-me profundamente discriminado, humilhado, vilipendiado e carregando outros pejorativos, quando vejo a imoralidade no tratamento das classes intocáveis.

    Por que dar mais de 46% de aumento e manter extras inexplicáveis ao judiciário? Por que a classe política vive também ao sabor de imensas mordomias e altos salários, dentre outros favorecimentos e facilidades de manobras pessoais? Julgam-se semideuses? Naturalmente….

    Em plena crise o planalto gastou mais de U$S 100.000,00 só de aluguéis em transportes na visita aos USA. Mais de 20 limousines luxuosas foram alugadas para a comitiva política. Para que tanta ostentação absolutamente perdulária às nossas custas?

    Aqui no Brasil, alugaram mais de 50 Ônibus luxuosíssimos no Nordeste e outras coisas mais para uma convenção classista dos sem teto, com Dilma.

    Evidente que isso não vai levar o Brasil à bancarrota. Mas é questão moral; é lisura, é limpeza de consciência, é dever deles agir com justiça e honestidade perante o povo que os sustentam e um dia neles confiou. É isso que corrói na alma brasileira. Esse deboche, o despotismo, o descaso à família, ao chefe da casa, ao homem honesto e trabalhador mal assalariado ou desempregado. Chega a ser um requinte de crueldade.

    Não é crise? Não é hora do brasileiro ser patriótico e entender que todos devem colaborar?
    E lá vem de novo CPMF, aumento de impostos e outras medidas terríveis que pesam sempre mais no bolso povo.

    Sr Levy, dona Dila que tal doarem metade de seus salários às causas econômicas nacionais?

    Vejo todos completamente desorientados, perdidos, porém nunca largando seus favorecimentos, orgulhos e cargos.

    Assim virá mesmo o impeachment…. Pior, não vai resolver nada, pois a mentalidade política do “esse é meu, esse é teu” em nada mudou até agora.

  8. César disse:

    O PMBD deveria entregar a Presidente Dilma Rousseff, todos os cargos e Ministérios que tem no governo. Assim daria o exemplo dando o primeiro passo e abriria espaço para iniciar reforma ministerial. Tem que cortar na própria carne e mostrar para o país, que estão dispostos a ajudar à encontrar soluções.

    • josé julio o. neto disse:

      Principalmente o PT, depois o PMBD, o PP, o PDT, o PCB e todos os partidos de sustentação do governo, deveriam entregar a Presidente Dilma Rousseff, todos os cargos e Ministérios que tem no governo. Assim daria o exemplo dando o primeiro passo e abriria espaço para iniciar reforma ministerial. Tem que cortar na própria carne e mostrar para o país, que estão dispostos a ajudar à encontrar soluções.

    • j. j.o.n disse:

      Não sei qual é o valor destinado a PROPAGANDA no orçamento, mas acredito, que poderia ser 95% eliminado do orçamento, o que não quebraria ninguém, e, lembrem-se também, que o dinheiro da propaganda foi o carro chefe do MENSALÃO, menos uma torneira para a corrupção.

  9. ALEXANDRE disse:

    Tudo no Brasil é falso, até o descobrimento foi um erro de Cabral. Brasil não tem crise, é de tamanho continental, fértil, sem conflito interno e intemperes da natureza. Problemas é os coronéis que não querem largar o osso, que rói e corrói desde o dia 22 de abril de 1.500.

  10. João Alberto Afonso disse:

    Enquanto isso, me pergunto:- Até quando o Povo vai suportar esse desgoverno completo. Por fim, a fórmula para equilibrar a finanças, é cortar os quase quarenta absurdos ministérios para alojar parasitas da política, bem ainda acabar com os mais de vinte e um mil cargos de confiança. O gasto com toda essa canalhada, é uma das grandes causas de toda essa bagunça.

  11. alfredo sternheim disse:

    Tanto economistas como articulistas e leitores insistem em sacrifícios na área social. Até parece que, no Brasil, os aposentados recebem valores altíssimos, que o povo, em boa parte, tem plano de saúde porque não quer dar trabalho para a saúde pública. Mas não vejo nenhuma veemência para cobrar diminuição radical de gastos no Poder Judiciáir0o, no Poder legislativo (haja desperdício de dinheiro), nas universidades federais, na renúncia fiscal em benefício de manifestações artísticas e culturais (uma área que permite superfaturamentos), nas viagens internas e externasde autoridades (gastou-se muito na viagem da presidente aos EUA), na publicidade (vejam o que Alckmin fez com anúncios excessivos em publicações inexpresivas da editora de Doria Jr.) E por ai vai. E claro, diminuir o número de ministérios, algo que Dilma já devia ter feito no 1º dia de seu 2º mandato. AVisos não faltaram.

  12. luiz andre disse:

    Parabéns Kennedy mais uma bela leitura do cenário! Acredito que mais uma vez eles vão erra pois se Sra Dilma estivesse disposta a acerta , já tinha afastado o Mercadante e o Barbosa também ! Espero sinceramente que o Sr Joaquim tenha coragem de abandonar essa gente de uma vez .

    • César disse:

      Luiz, se o Ministro da Fazenda abandonar o governo e for embora, o grau de investimento se vai junto com ele. Queremos nos livrar dos corruptos e incompetentes deste desgoverno, mas, preservar o que ainda pode ser salvo. O que resta do Brasil! Torça para o Ministro Levy continuar e conseguir cortar despesas e preservar a nota de credito. A situação econômica é tão grave, que nem isto não vai impedir, que a Presidente caia!

  13. Silva disse:

    Ninguém quer largar da teta, querem continuar nos roubando pois é conveniente, vemos esse leviano da economia, agora o Temer tá viajando com uma comitiva enorme enquanto a crise assola nosso país, canalhas.

  14. Por que não fazer logo o inevitável? No minimo, custará menos, pois a cada dia que se mantém esse inchaço na folha do governo menos dinheiro sobra para acertar as contas. Querer resolver tudo via aumento de impostos é arriscado, pois o contribuinte está sendo falido.

  15. Fabio Meirelles disse:

    Corta-se dos pobres e da classe media para encher os bancos de dinheiro.
    Espero que a Dilma tenha a sensatez de optar por cobrar o que os ricos devem, o que os bancos devem e não cair na armadilha do sistema financeiro internacional que por meio do sr Levy e da grande midia querem submeter o Brasil ao julgo, o mesmo da Grécia e de outros países.

  16. Roberto Pompêo disse:

    Trabalhei em São Paulo durante 27 anos recolhendo sempre valores máximos ao INPS mas, por necessidade de doença de
    familiares mudei-me para o interior do Estado, onde trabalhei por 13 anos sem registro em carteira de trabalho” e assim aposentei-me por idade e não tempo de trabalho; assim pelos cálculos dos técnicos do INSS hoje percebo R$824,00 por mês. Acho que o cálculo deveria ser feito de forma a não penalizar aqueles que não conseguiram se aposentar pela média do que recolheu, mas sim o que foi recolhido durante o período total que trabalhou. Infelizmente tenho que ajudar a pagar os salários dos políticos, principalmente do PT.

  17. Alberto disse:

    Madame fará que realmente precisa ser feito.NADA.

  18. Reinaldo Neves de Oliveira disse:

    Muito bom este seu comentário, Kennedy. O rombo no orçamento, na verdade, é de cerca de R$ 120 bilhões, pois o correto, se o país estivesse sendo administrado por um governo honesto e que entendesse um pouco de gestão, seria que ele tivesse um superavit de R$ 90 bilhões, para dar um superavit primário de aproximadamente 1,5%. Estamos muito longe disso pela incompetência da nossa Presidente, do PT e de seus Ministros e assessores (Lula, principalmente). O impeachment não é golpe. Collor virou Presidente da mesma forma que Dilma, ou seja, também foi eleito pelo povo, mas renunciou porque iria receber impeachment. E impeachment é um ato legal para tirar do poder aqueles que, ao invés de governarem para o bem da população, agem nos bastidores em benefício de uma minoria que enriquece, através de licitações fraudulentas nas empresas estatais que Lula diz ser do povo brasileiro, mas na verdade ele acha que é dele e dos seus aliados. O Presidente de uma empresa é responsável pelos atos dos Diretores que ele nomeia, e, da mesma forma, Dilma é responsável pelo saque bilionário que ocorreu na Petrobras enquanto ela era do Conselho e principalmente durante o seu mandato. É preciso que ocorram mudanças imediatas no país, em primeiro lugar com a saída da Dilma, para que o País não afunde de vez.

  19. Inides disse:

    Quem pensa que a saída da Dilma seria ruim, está enganado. Com ela no poder a indefinição permanece. Se, porventura, ela sair o mercado reagiria com alívio até que o Vive-Presidentes assumisse. Essa calmaria serviria para a reação fosse mais positiva, pois o Temer é mais cauteloso e demonstraria mais pragmatismo político. Seria uma solução salvadora? Não, mas daria fôlego ao mercado e a tendência seria a estabilização do Dólar. Os pico dessa moeda cessaria e não haveria correria especulativa, comuns em Governos instáveis.
    Pelo que se vê, a Dilma não conseguirá fazer os corte tão necessários para alcançar a meta. Essas discussões todas não trará resultados condizentes com a necessidade. Para que passasse perto, pelo menos 20 Ministérios teriam que ser extintos com seus CARGOS DE CONFIANÇA, FUNCIONÁRIOS COMISSIONADOS, mas sem remanejamento desse pessoal. Pois não sendo assim o efeito será pífio, sem os resultados necessários e esperados. Vamos ver como fica, mas… desse mato não sai coelho.

  20. Ronei disse:

    Vocês já pararam para pensar que o Governo Federal pode estar usando artifícios e factoides do orçamento apenas para restaurar a CPMF. Estariam vendendo a ideia de das dificuldades dos cortes apenas para justificar a criação de um novo modo de ampliar a arrecadação.
    É um tiro no pé. Quanto maior a tributação, menor o consumo e menor a poupança interna, menos renda, menos venda. Sem superavit, não pagamos a divida publica, ai a arrecadação precisa crescer novamente, com a criação de mais impostos e assim vai……

  21. Daniel Jorge disse:

    Muito boa explanação, Kennedy. Apenas algumas ponderações. Eu ouvi uma interessante sugestão do economista Amir Khair, especialista em finanças públicas, no debate promovido pela TV Cultura: “saídas para crise” em que ele diz que o Brasil deveria dispôr de parte suas reservas internacionais (cerca de 100 bilhoes de U$$$, ele tem 370 bi) para resolver essa questão. Segundo ele, há um estudo do Banco mundial que expõe que o Brasil não precisa mais que 150 bilhões de reservas, temos mais que o dobro disso. Isso seria suficiente para tampar o buraco orçamentário além de sevar um punhado bom da dívida. Depois disso, implementar o plano “reindustrialização” que colocará o país no caminho da prosperidade novamente.

  22. E Ai? estou acompanhando tantas criticas ao governo e até agora não vi nenhuma sugestão para tal situação, quem daria uma solução e se resolver vamos enviar…………..principalmente o Sr. Kennedy. grato

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