aki

cadastre-se aqui
aki
Política
07-02-2019, 21h52

Ao discordar de Moro sobre prioridade legislativa, Maia está certo

Presidente da Câmara quer priorizar só reforma previdenciária

Kennedy Alencar
São Paulo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está certo ao dizer que dar a mesma velocidade à tramitação congressual da reforma da Previdência e do pacote anticrime poderá ser prejudicial aos objetivos do governo Bolsonaro.

O ministro da Justiça, Sergio Moro, discorda de Maia e pede que o seu pacote de medidas de combate à corrupção seja apreciado por deputados e senadores no mesmo período de análise da reforma previdenciária.

Nessa contenda, Maia tem razão. E o presidente Jair Bolsonaro, que se comprometeu no convite a Moro em bancar na largada o seu pacote de mudanças penais, terá de tomar uma decisão difícil. Dar o mesmo peso à reforma da Previdência e às medidas sugeridas pelo ministro da Justiça ou escolher um dos temas para votar antes.

Mesmo que Bolsonaro dê apoio a Moro, há um detalhe importante: quem controla o ritmo de votações na Câmara é o presidente da Casa.

*

Experiência histórica

A história de governos bem-sucedidos no Congresso, como foram as gestões FHC e Lula, mostra que é melhor dedicar a energia legislativa à proposta mais importante. Não há dúvida de que a reforma da Previdência é a mais necessária ao país.

Aliás, o pacote de Moro aposta num caminho de aumento de rigor penal que não tem dado resultado.

*

Sola de sapato

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem cumprido corretamente o ritual político para tentar aprovar a reforma da Previdência. Reuniu-se nesta semana com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Em resumo, tal atitude ajuda, mas não é garantia de sucesso, como já aconteceu com outros ministros que comandaram a economia brasileira.

*

Detalhes importam

O governo Bolsonaro tem demonstrado solidez em relação à intenção de votar a reforma da Previdência em 2019. Há clima no Congresso e no país a favor desse objetivo, mas a proposta concreta precisa ser conhecida para que a reforma vire realidade.

Nesse contexto, a recuperação lenta do presidente Jair Bolsonaro é um complicador, pois mantém um cenário de indefinição e facilita a troca de chumbo no próprio governo. A convalescença da cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia tem sido mais longa do que previam os médicos.

A velocidade de tramitação da reforma da Previdência dependerá da proposta concreta que será apresentada. O próprio governo precisa unificar seu discurso e tomar decisões.

Uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) mais consensual será mais fácil de ser aprovada. Se for mais controversa, as dificuldades crescerão, obviamente.

Ouça os comentários de hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados

Não serão liberados comentários com ofensas, afirmações levianas, preconceito e linguagem agressiva, grosseira e obscena, bem como calúnia, injúria ou difamação. Não publicaremos links para outras páginas devido à impossibilidade de checar cada um deles.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

 
2019-06-26 20:57:14