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02-08-2014, 9h14

Casas de Oscar Niemeyer

Livro apresenta os projetos residenciais do arquiteto
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Daniela Martins
Brasília

Estamos acostumados a conviver com as grandes obras de Oscar Niemeyer no Brasil e no mundo. Conhecemos bem os ícones de seu trabalho: o Complexo Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte; o Museu de Arte Contemporânea, em Niterói; o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada e a Catedral, em Brasília, e a sede do Partido Comunista, em Paris. São prédios públicos, projetos em que o arquiteto teve liberdade para ousar nas formas.

Mas Niemeyer também projetou muitas casas ao longo de sua trajetória. E a casa talvez seja o local mais difícil para incorporar transformações e conceitos radicais em sua concepção. Tendemos a ser mais tradicionais em nossa maneira de morar.

“Oscar Niemeyer Casas”, lançado pela editora GG Brasil em 2012, apresenta residências projetadas pelo arquiteto entre os anos de 1940 e 2005. Nelas, fica evidente a sua preocupação em conciliar seu estilo com o conforto e os costumes. Além da sempre presente intenção de integrar as construções à natureza.

De acordo com o autor, o arquiteto norte-americano Alan Hess, “as casas acompanham e, às vezes, antecipam conceitos revolucionários de seus projetos maiores”. Este é o primeiro livro dedicado exclusivamente aos projetos residenciais de Oscar Niemeyer. As 22 casas selecionadas são ilustradas pelas belas fotografias de Alan Weintraub.

O livro reúne construções menos conhecidas, como a elegante “Casa Nara Mondadori”, de 1972, na França, e as mais famosas, como a “Casa das Canoas”, de 1953, no Rio de Janeiro, a preferida do próprio Niemeyer. Está lá também a casa que ele desenhou para seu amigo Darcy Ribeiro, em Maricá, em 1983. A estrutura circular lembra o desenho de uma oca. O telhado original era feito de palha. É talvez o melhor exemplo da união entre o traço do arquiteto e as referências pessoais do morador.

Casa das Canoas, foto de Alan Weintraub

Casa das Canoas, foto de Alan Weintraub

Comentários
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  1. Francisco disse:

    Já vi fotos de algumas das casas de Niemeyer, são paradigma da nossa nacionalidade e universais, magnificas e inesquecíveis!

    Inesquecível também é que tentaram botar fogo no maravilhoso Palácio do Itamaraty por causa de vinte centavos na passagem de ônibus do município de São Paulo num episódio que nem era Revolução F4rancesa, nem Bolchevique, uma vírgula na História.

    Franceses revoltados tocariam fogo na Mona Lisa? Romanos explodiriam o Davi de Michelangelo por causa do preço do metrô? Niemeyer é para ser para sempre.

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