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Política
04-10-2013, 20h52

As opções de Marina Silva

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Após a entrevista coletiva de hoje, a ex-senadora Marina Silva foi descansar. Passou a última noite praticamente sem dormir. Amanhã anunciará de que forma participará da sucessão presidencial de 2014.

Aos aliados, Marina afirmou que a Rede tem de ser protagonista na próxima eleição. Leitura da maioria do seus interlocutores: palavras que sinalizam a disposição de se filiar a um grupo de pequenos partidos que aceitariam mudar seus estatutos e assumir o programa da Rede. Ou seja, seria candidata.

Outra ala, minoritária, fez leitura diversa. Acredita que esse protagonismo não precisa necessariamente de uma postulação presidencial, mas de uma anticandidatura.

Leia-se: ficar fora da disputa com um discurso de que a Rede foi vítima de uma estrutura partidária-eleitoral arcaica e de que a legenda não está sendo criada para disputar uma eleição, mas para tentar mudar a forma de fazer política no Brasil. A ideia é manter canal com a turma que foi pra rua em junho e julho.

Marina Silva pretende refletir até amanhã sobre essas duas opções. Pretende ir escutando os argumentos de cada caminho, criando consensos sucessivos, de acordo com as palavras de quem acompanha de perto esse processo decisório meio tribal.

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Uma eventual filiação ao PPS teria dois obstáculos: o temor de que o presidente do partido, Roberto Freire, repita com Marina o que aconteceu com o PV de José Luiz Penna. Freire tem o controle do partido.

A posição do PPS contrária ao Código Florestal e a proximidade com o tucanato também diminuem a possibilidade de uma filiação de Marina. O ponto a favor é o maior tempo de propaganda eleitoral.

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Para os sonháticos, a forma inábil como o PEN se ofereceu para abrigar Marina reforça a ideia de que, se ela for disputar, melhor fazê-lo por uma frente de pequenos partidos.

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Se optar pela anticandidatura, dificilmente Marina jogará água no moinho de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Vai bater na presidente Dilma Rousseff (PT), mas o cenário de reeleição da petista lhe seria mais conveniente. Motivo: em 2018 haveria chance de encerramento natural de um ciclo de poder do PT. Se um nome da oposição vencer em 2014, ficaria mais difícil viabilizar o projeto sonhático.

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O programa da Rede é contrário à reeleição. Para obter apoio de Marina, um oposicionista teria de se comprometer a acabar com esse expediente. Na campanha, tudo bem. O problema é, uma vez no poder, mover mundos e fundos no Congresso para perder o direito de concorrer a um segundo mandato.

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Aécio telefonou para Marina ao longo da tarde. Até o começo da noite, não haviam se falado. Há forte resistência na Rede a uma dobradinha com o tucano.

Comentários
7
  1. Tudo isto e mais um pouco para testemunharem a REELEIÇÃO DA PRESIDENTE DILMA!!! em 2014. como diria o jornalista Giba “quem viver verá”

  2. Wander Veroni disse:

    Oi Kennedy!
    Acho que a Marina demorou demais para articular a criação da Rede. Deixar tudo para a última hora soa falta de organização. Não sei qual será o futuro da Marina, mas ela tem que pensar muito bem antes de aceitar um convite partidário. Isso pode queimar o filme dela.

    Um forte abraço,

    http://www.cafecomnoticias.com

  3. Odilon Araujo disse:

    O que mais espanta é que realmente parece que o grupo de Marina não tinha um Plano B.

  4. Marcelo Meireles disse:

    Ninguem merece essa Marina e seus alienados sonháticos

  5. Cláudia disse:

    Concordo com suas observações, principalmente sobre a posição de Marina na eleição do ano que vêm. Queira ou não, o substrato para o “sonhatimso” da Rede está sendo construído pelo governo do PT. Mas a diferença é exatamente essa, o PT aprendeu a realizar e Marina ainda dorme. Será que terá acordado até 2018?

  6. Do LIMÃO a LIMONADA…!

    Esse episódio Só fortaleceu ainda mais a presidenciável. O PPS certamente têm mais o seu perfil pois mantêm um oposição ferrenha ao governo da presidente Dilma. Se Marina migrar para a sigla, isso significa mais tempo na TV e mais apoios em todos os estados já que o referido partido têm uma bancada considerável em todo Brasil e é partido bem conhecido da população. Então o que parecia ficar/estar azedo para a postulante ao planalto, pode vir a ter o sabor refrescante de uma deliciosa limonada. 2016 promete !!! #JUNIOR TUTELAR#

  7. Odair Coutinho Junior disse:

    Se Eduardo Campos for um camarada inteligente pelo que parece ser atrai a Marina com a possibilidade de ser presidenciável. se sua candidatura não decolar.

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