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Política
18-01-2018, 8h31

Ataque de Maia ao Bolsa Família agrada eleitor de direita

Deputado erra; é a miséria que escraviza pessoas
34

KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Numa palestra ontem em Washington, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o Programa Bolsa Família “escraviza” as pessoas por gerar “dependência”.

“Criar um programa para escravizar as pessoas não é um bom programa social. O programa bom é onde você inclui a pessoa e dá condições para que ela volte à sociedade e possa, com suas próprias pernas, conseguir um emprego”, afirmou o presidente da Câmara.

Esse tipo de declaração dificulta muito o êxito de qualquer candidatura presidencial. Maia tem se movimentado para tentar se viabilizar como postulante do DEM ao Palácio do Planalto.

Em eleições passadas, candidatos do PSDB sofreram danos políticos diante da suspeita de que poderiam modificar ou acabar com o Bolsa Família. Aliados do PSDB à época, como políticos do DEM e do PMDB, fizeram críticas duras, parecidas com essa de Rodrigo Maia.

O efeito sempre foi negativo, porque o Brasil é um país com enorme desigualdade social. Essas críticas sempre beneficiaram o PT nas eleições.

Nos últimos anos, com o encolhimento da economia, a miséria voltou a crescer. Bater no Bolsa Família é repetir um erro que outros políticos já cometeram, pois se trata de um programa que faz parte do colchão social brasileiro e tem muita eficiência no combate à miséria _tanto que é tido como exemplar por organismos internacionais.

*

Público alvo

A única explicação lógica para um ataque desse tipo ao Bolsa Família vindo de um político com a experiência do Rodrigo Maia é encontrar eco num setor da sociedade que sempre criticou as políticas sociais dos governos Lula e Dilma. Ou seja, falar para uma faixa do eleitorado de direita e centro-direita que vê o Bolsa Família com preconceito.

No passado, críticas de tucanos ao Bolsa Família eram sempre feitas de modo tímido, indireto, com medo do efeito eleitoral. Para um segmento do eleitorado de direita e centro-direita, um candidato que ataque abertamente o Bolsa Família pode ser bem visto.

Neste momento da campanha, outros possíveis candidatos do campo de direita e centro-direita têm obtido baixa intenção de voto. O deputado federal Jair Bolsonaro, candidato de direita e extrema-direita, sofre com o escrutínio da imprensa a respeito da formação do seu patrimônio.

Além de refletir o que Maia realmente pensa sobre o Bolsa Família, esse ataque ao programa pode ser uma forma de falar para esses setores mais conservadores e tentar crescer nas pesquisas a fim de viabilizar a largada na corrida presidencial. No entanto, é uma declaração que dificilmente vai assegurar o primeiro lugar na linha de chegada.

*

Um excelente programa

O Bolsa Família não escraviza ninguém. O que escraviza as pessoas é a miséria. O Bolsa Família combate a miséria.

É um programa barato. Custou R$ 28,5 bilhões em 2016 e atendeu cerca de 12 milhões de famílias, o que equivale a quase 50 milhões de pessoas.

Têm direito ao benefício famílias com renda per capita de até R$ 85,01 por mês. Em outubro do ano passado, o valor do benefício médio recebido pelas famílias era de apenas R$ 179,34. Não é possível ver isso como uma forma de abuso ou de dependência.

Falar em porta de saída para o Bolsa Família é puro preconceito. Algumas famílias não têm nenhuma outra saída. É um programa focado no combate à miséria. Outros programas, outras iniciativas do governo e da sociedade podem oferecer caminhos de saída.

É preciso compreender que há uma geração que talvez não consiga deixar o Bolsa Família. Por isso, há condicionantes, como exigir que os filhos em idade escolar estejam estudando.

Cerca de 90% das pessoas que recebem os benefícios são mulheres, a grande maioria chefes de família. Dos beneficiados, 69% vivem áreas urbanas. Apesar do peso na área rural, o programa ameniza o sofrimento da miséria nas grandes cidades.

As fraudes são baixas levando em conta o número de pessoas atendidas. No início deste ano, a Controladoria Geral da União divulgou estudo que apontaria fraude em benefícios a 395 mil famílias. Isso dá cerca de 2,5% do total de famílias. É uma taxa baixa de desvio, isso se todas as suspeitas forem comprovadas. Logo, há formas de reduzir fraudes e de melhorar a qualidade do cadastro.

Quem é a favor de ensinar a pescar no lugar de dar o peixe deveria estar mais preocupado em combater o auxílio-moradia de juízes, procuradores e altos servidores do Executivo e do Legislativo. Parece existir dependência de certas pessoas em relação ao auxílio-moradia. Quem é a favor de ensinar a pescar no lugar de dar o peixe deveria trabalhar para acabar com os supersalários do funcionalismo que furam o teto constitucional, reduzindo os privilégios dos mais ricos.

Mas, no Brasil, sempre é mais fácil jogar a conta da crise no colo dos mais pobres e cortar no andar de baixo.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
34
  1. Arnaldo Maldonado disse:

    Isso é para que a população veja o tipo de politico que diz que representa o povo. Eles falam muitas asneiras. São despreparados para qualquer cargo publico, pois são uns alienados.

    • walter disse:

      Vale salientar caro Arnaldo; estão dando muita condição ao que o Maia pensa, será que ninguém percebeu, seu discurso para aparecer; este governo provisório com seus indicados, a maioria citada na lava jato, não tem moral para dizer o que de fato é bom para o Brasil…comentar em hora impropria sobre o bolsa família, só pode gerar bla bla bla inútil…os nossos problemas são enormes, por estarmos num ano político…um ano que caminhará muito rápido, e tudo o que precisamos, são de ações que acrescentem a favor do todo…sonho meu; já que estes “paralamentares”, não sabem o que realmente o povo precisa..

  2. fernando antonio ferreira disse:

    Kennedy desta vez voce acertou em seus comentarios. Parabens. Agora este Maia eh um grande sem vergonha, assim como o partido dele, o DEM. Pra quem nao se lembra o DEM eh o antigo partido ARENA. Nao precisa falar mais nada. Mudaram de nome porque a ARENA foi o pior partido que existiu. Mudaram de nome mas continuam fazendo besteira.Saos ums maus carater. Peguem o dinheiro do bolsa familia e vivam com aquele miseros reais, seus sem vergonhas.

  3. Sebastiao Augusto Canabrava disse:

    Falou tudo, Kennedy! Bom para calar os criticos deste programa, que diminuiu a miseria reinante neste pais nos ultimos anos.
    Mas, nao vai faltar aqui hoje e’ comentarios de pessoas egoistas, insensiveis a causa alheia, para criticar estes programas sociais.
    Sao pessoas que vivem em seu mundinho e acham que nada que as contrarie, pode ser feito. Sao pessoas que misturam realidade, legalidade com sentimentos. Sao pessoas que, por nao gostarem de politicos, acham que todos sao criminosos e devem ser levados a vala comum. Sao pessoas que, por nao concordarem com a politica de determinados governantes, trabalham para derruba-los (quando nao recomendam cadeia). Sao pessoas inescrupulosas que julgam pela denuncia sem levar em conta se ele procede ou nao.
    Nao e’ por que eu nao concorde com um eleito (ou este governe me contrariando) que devo recomendar a derrubada ou a cadeia deste.
    Lembrando que, se apos denuncia, no julgamento ficar comprovado crime, e’ obvil deve haver condenacao.

  4. Edi Rocha disse:

    Grande Kennedy. Parabéns pelos comentários!!!
    Um jornalista que faz muita falta na TV.

  5. FERNANDO CARLOS VITORINO disse:

    Você presta um grande serviço para o jornalismo brasileiro, pois está na contramão dos demais veículos, que, na verdade, não passam credibilidade.

  6. Felipe disse:

    Ótima análise, Kennedy! A única base da crítica ao bolsa-família, enquanto programa barato de combate à miséria num país profundamente desigual como o Brasil é o preconceito conservador e os interesses de parte das elites empresariais em formar uma reserva de mão-de-obra de miseráveis, dispostos a vender sua força de trabalho por uma quantia irrisória, incapaz de promover seu sustento digno. Com todas as críticas construtivas que podem – e devem – ser feitas, Bolsa-Família foi na história brasileira mais que um programa de combate à miséria, ele combateu e combate o trabalho análogo a de escravo no Brasil.

  7. Wellington Alves disse:

    É bom que emita essas opiniões. É a melhor forma de limpar essa direita nojenta, oligarca e conservadora.

    • Ingeborg Schportfeldt disse:

      Nojento é o seu passado, que nunca deu nenhuma contribuição ao país em nenhum setor de atividade, apenas tirou, assim como ave de rapina, sua cota predatória de recursos naturais.

  8. Paulo Sérgioi disse:

    Parabéns pela excelente reportagem mostrando a total ignorância e falta de sabedoria dos administradores deste país.

  9. Sebastiao Augusto Canabrava disse:

    Ola, Sr Walter Pingaruim! Assim o Sr esta’ me ofendendo. O fato de eu ter uma posicao (baseada na legalidade), nao me faz um criminoso.
    Mas, se for para livrar um inocente da prisao, eu aceito me assentar provisoriamente no carcere. Mesmo se este inocente for o Sr (que recomenda cana para mim).
    A injustica nao cabe a ninguem. Nem mesmo aos injustos.
    Lembrando, que meu sobrenome e’ Canabrava (com muito orgulho). Nao e’ trocadilho como o seu.

  10. Parabéns Kennedy. falou tudo em poucas palavras. quem pode, e não combate as mordomias da burguesia não tem moral para falar de ajuda social para os pobres. Acho que este parlamentar nunca foi no interior do nordeste, onde muitos lugares não chove, a terra é arrida e improdutiva. Também não deve conhecer o interior da maioria da região norte, onde não há transporte, serviço de saúde e educação. É lamentável que o presidente da Câmara dos Deputados faça esse tipo de comentário. É o reflexo do nosso legislativo. Pobre de nós.

  11. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    O Bolsa Esmola… ops Família, é o maior programa de compra de votos do planeta.
    O certo é investir em capacitação profissional, com bolsa escolar para famílias carentes e menores em situação de risco.
    Com isso teríamos a extinção da miséria da criminalidade e da vagabundagem !

    • Sebastiao Augusto Canabrava disse:

      Ue? Mas isto ja’ existe, Tinhorao de direita.
      Mas nao adianta somente isto, para quem nao tem renda, falta tudo. Nao basta so’ escola.
      Parece-me que voce nunca vistou periferia, semi-arido, nao e’ verdade. Vai, confesse.
      Ou e’ seu egoismo que fala mais alto? Como certeza, na sua casa, quando crianca, nao faltava nada, confere?

  12. Análise perfeita meu caro Kennedy. Eu incluiria aí o bolsa banqueiro e o bolsa rentismo. Dessas ninguém pensa em mexer. Covardes.

  13. OBSERVADOR disse:

    Que tal começar pelo controle da natalidade. Para dar uma estancada neste importantíssimo fato!!! Vamos dar primeiro a educação de berço que atualmente inexiste de norte a sul do país inclusive na famílias da classe média e alta. E depois a instrução propriamente dita. Este seria o único START válido. Pois o resto é bla, bla, bla.

  14. Moyses Alberto de Souza e Silva disse:

    Tem que ensinar a pescar, nao dar o peixe!
    O Bolsa familia deveria ser um valor maior, mas teria que se comprometer a fazer um curso profissionalizante, sendo esta ajuda por tempo limitado a um ano!
    Assistencialismo faz o cidadao perder a dignidade e induz ao ocio!

  15. Jose Henrique Faria disse:

    Bom dia Kennedy, acho que o Rodrigo Maia não deixa de ter uma certa razão ao afirmar que o bolsa familia ou outro programa social deste tipo escraviza a classe de menor ganho per capita, naturalmente que este povo foi sempre usado como gado de manobra pela classe politica. O problema não está em falar contra e sim apresentar em campanha algum outro programa que substitua a este sem que cause dependencia de votos da classe pobre para fins eleitoreiros, sou favoravel a politica de dar a vara ao invés do peixe, mas é necessario tambem encher as represas de peixes, visto que mesmo tendo a vara outros pescadores mais espertos já passaram à frente com redes e bem grandes.

  16. Georges Christian Costaridis disse:

    Peraí? Comprar voto usando o bolsa miséria não é escravizar? Ou acham que a Dilma foi eleita por sua inteligência ao invés do medo do povo de perder esse “benefício”? De saber que muita gente nem procura mais emprego por ser sustentado pelo bolsa miséria não é escravizar? De ler recentemente que muita gente que recebe o bolsa miséria o faz de maneira totalmente ilegal e absolutamente sem necessidade não é escravizar a favor de seu partido?Foi distribuído com qual finalidade então? O Sr. Maia só deixou escapar uma verdade triste que acontece por aqui, esse país tão honesto e justo para seu povo.

  17. walter disse:

    Então Kennedy, o Maia não representa nada; por essência o Bolsa Família tem múltiplos objetivos, nos todos sabemos, o ultimo é ajudar os mais carentes…a concepção precisa ser corrigida; recentemente, pegaram uma série de oportunistas, recebendo sem ter direitos, mais que isso, não deve ser um beneficio “ad eternum”…cultivar a dependência não pode ser uma opção; este é o divisor de águas…nosso país deve permitir a educação a todos, sem discriminação, desta forma as pessoas, vão precisar cada vez menos deste benefício…

    • Sebastiao Augusto Canabrava disse:

      Sr Walter, cheguei a conclusao que o Sr nao consegue entender o que o KA escreve. Em todo tipo de beneficio encontra-se os burladores do sistema. Nao e’ apenas no Bolsa Familia. No entanto, o percentual de burladores neste programa e’ muito pequeno, COMO DETALHOU O KENNEDY ACIMA.
      Pior que estes que recebem o Bolsa Familia sem serem necessitados, e’ os que recebem aposentadoria alem do teto do INSS. Sao milhares. Se suspendessem este excedente de uns poucos, daria para cobrir todo o orcamento do Bolsa Familia e ainda sobrava.
      Seja mais solidario, caramba!

  18. luis monteiro disse:

    ouvi o comentário, postado na cbn, e fiquei espantado, um jornalista que pesquisa sobre o que vai falar. Kenedy, meus parabéns. Fatos, articulações e raciocínios baseados na realidade, e não achismos parabéns.

  19. Paulo Castelani disse:

    Ele não errou é o que a elite realmente pensa, só tentam não falar isso para o chamado povão que dependem dessa migalha dada pelos ricos que ganham em cima desses miseráveis

  20. Analista Alpha disse:

    S E N S A C I O N A L !!!!!!!

    Que texto primoroso, lúcido e de bom senso.
    Parabéns Kennedy. Pudera o nosso país tivesse 10% de jornalistas com seu equilíbrio e livres de visões ideoóligas distorcidas da realide.

    É duro ouvir quase diariamente, de pessoas que se julgam esclarecidas, palavras preconceituosas e ignorantes a respeito dessa tema.
    Ainda bem que ainda temos palavras como as suas pra clarear essas mentes enevoadas.

  21. Bolsa família, fim de privilégios e combate permanente à corrupção = país com vergonha na cara! disse:

    Excelente comentário, Kennedy. Aliás o bolsa família deve ser “direito”, como se tornou um direito o 13º salário. O que é preciso é que ele não seja usado como arma política e que a punição seja muito severa para quem o conceder, e receber, sem o legítimo “direito”. Ele tem que servir a quem realmente necessita dele. A obrigatoriedade de freqüência à escola, para os filhos em idade escolar, não pode ser negligenciada de forma alguma, pois é através da educação que o número de dependentes do bolsa família poderá, gradativamente, diminuir e, quem sabe, chegar ao ponto de não haver mais necessidade de “bolsa família”.
    O bolsa família como direito e, ao mesmo tempo, eliminados todos os supersalários e auxílios absurdos ao funcionalismo público, juntos a um combate permanente à corrupção, com certeza, seriam coisas muito benéficas à nação!

  22. Ana disse:

    Irretocável seu comentário sobre o bolsa família. Lembrando que o programa social “Bolsa família” não é uma jabuticaba, programas semelhantes existem na Alemanha, nos EUA e na França.

  23. ANDRE disse:

    Kennedy, um dos seus comentários mais lúcidos entre tantos outros também sempre lúcidos. Um segmento de nossa classe média, tem aceso de cólera quando se trata do bolsa família, , mas não demonstra nenhuma indignação nos penduricalhos do judiciário que permite que muitos ganhem acima do teto, não se importa com o luxo excessivo dos prédios governamentais, acha normal pagar 400 bilhões de reais aos bancos, não vê nada de mais em se perdoar dividas da previdência cuja a soma supera em muito o bolsa família. Parece que o problema para eles é o governo gastar dinheiro com os mais pobres. Dar “a vara para pescar” é criar sistemas de cotas para pobres em universidades e concursos, é construir escolas técnicas e programas de inserção, coisa que este mesmo segmento da classe média é contra.

  24. Altierez Rodrigues Alves disse:

    Kennedy,foi um dos melhores comentários sobre política que eu já li. Foi certeiro quando vc fala sobre o as regalias de nossos juízes e do alto escalão do poder público enquanto a direita ataca os pobres que recebem uma pequena ajuda para não morrer de fome. Realmente é mais fácil atacar os pobres.

  25. Marcus Marx disse:

    Perfeito, Kennedy.
    Só os brasileiros reacionários não perceberam que dar poder de compra mesmo que pouco) à população miserável é gerar consumo e, consequentemente, aquecer a economia. Tudo que for diferente disso remete aos anos 80 onde, como você bem escreveu, costumava-se “jogar a conta da crise no colo dos mais pobres e cortar no andar de baixo”.

  26. Parabéns Kennedy Alencar pelo texto. Quanto ao que disse Rodrigo Maia, sobre o bolsa família, é bom nem comentar pelo fato de ser um absurdo dito por um político ultrapassado. Para esse tipo de político oportunista o bolsa família incomoda, mas o auxilio-moradia dado a uma elite é digno de aplauso.

  27. renata vieira disse:

    Parabéns pelo excelente artigo abordando o tema Kennedy, gostei muito!

  28. NETO DE PRESO POLÍTICO disse:

    Ainda tem muita gente acreditando que:
    – Bolsa família acaba com a miséria.
    – Cotas raciais são inclusivas.
    – Liberação das drogas diminui a violência.
    – Ganhar dois salários mínimos torna alguém classe média.
    – Temer não era vice da Dilma.
    – A pobreza diminuiu no governo do PT.
    – Fidel Castro, Stálin e Maduro são heróis da democracia.
    Salve o capitalismo!

  29. MARCELLO RIBEIRO disse:

    Tempos atrás li a respeito da escolha do candidato do partido republicano (quando o Trump foi escolhido). Apesar de pouco antes da eleição ter sido publicada uma pesquisa mostrando que a metade da população americana era a favor de um aumento nos programas sociais (rede de proteção), os pre-candidatos republicanos se estapeavam para mostrar que eram o mais radicalmente contrário a esse tipo de política. A razão era que o grandes doadores de campanha, o 1% mais rico, as fundações e empresas conservadoras, etc, são ferozes inimigos desse tipo de política e todos estavam ali disputando as contribuições dessa turma. Quanto mais radical, mais dinheiro. Cálculo do Rodrigo: O importante é agradar quem financia a campanha. A imagem de quem se importa com pobre eu crio depois, com essa mesma grana.

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