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Economia
06-02-2015, 19h07

Bendine assume cargo sob mira do Ministério Público

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Postado por: ISABELA HORTA

A escolha de Aldemir Bendine para a presidência da Petrobras foi uma solução improvisada. Ele estava cotado para assumir o BNDES. Não era a primeira opção de Dilma Rousseff, que preferia que Murilo Ferreira, presidente da Vale, assumisse o cargo.

Com a nomeação, o governo ganhou mais uma agenda negativa. Presidente do Banco do Brasil desde 2009, Bendine é alvo de procedimento de investigação do Ministério Público. Ou seja, já chega tendo de dar explicações.

Ainda não é possível prever como será a gestão de Bendine. Ele tem um grande abacaxi para descascar. Mas a Petrobras precisava de um novo presidente que, na largada, trouxesse expectativas positivas para a empresa. Não foi o que aconteceu. A indicação não agradou ao mercado.

Nesta sexta-feira, também foram escolhidos os novos diretores da Petrobras. Ivan de Souza Monteiro será diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores. Ele é um homem de confiança de Bendine. Trabalhou como vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil desde junho de 2009. As demais diretorias serão ocupadas interinamente por gerentes da Petrobras.

A primeira missão da nova cúpula será fazer o balanço contábil de 2014. É preciso também gerenciar os efeitos econômicos da operação Lava Jato. A OAS tem se queixado que Maria das Graças Foster não efetuou o pagamento de alguns contratos. A empreiteira poderá sofrer dificuldades financeiras muito grandes por conta disso.

Ainda que Bendine tenha boa relação pessoal com Dilma, o espaço para intervenção do governo acabou. Além da Lava Jato, decisões administrativas contribuíram para agravar a situação da empresa. É preciso que haja um rompimento com a estratégia de gerenciamento da estatal, que não deu certo no primeiro mandato.

Confira o comentário:

Comentários
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  1. Não da para entender o que querem esses especuladores , foi nomeado um servidor de carreira , e não um pulitico, o que querem? paresse que na realidade querem vender a petrobras .

    • trower disse:

      É simples: alguém que não seja um braço do governo. Estou doidinho para comprar ações da Petrobras mas com esse cabra ai to adiando de novo.

    • Urubu disse:

      Atenha-se à dura realidade: 1. a situação da empresa é tenebrosa; 2. a empresa está no mercado nacional e internacional e tem de atender às exigências de ambos, para vender ações, conseguir financiar seus projetos e tudo mais; 3. o fato de ter sido nomeado alguém, seja quem for, não significa problemas superados, só o tempo dirá; 4. o nome escolhido não só agrada a dilma e, quem saberá?, o PT [nesse caso, os que menos interessa serem agradados].

    • walter.nobre disse:

      BENDINE É MAIS UMA ESPECULAÇÃO CARO; NINGUÉM QUER VER, MAIS A PETROBRAS, ESTA LITERALMENTE QUEBRADO E SEM CRÉDITOS NOVOS.
      POR ISSO O BENDINE, SE TEM ALGUÉM QUE PODE CONSEGUIR CRÉDITOS, SÃO OS BANQUEIROS; NADA DE NOVO.
      PRECISAM DEIXAR A PETROBRAS RESPIRANDO, TERÃO QUE PEDIR MORATÓRIA; SEJA LÁ QUEM FOR O GOVERNO, PRECISARÃO DE TEMPO, DOS CREDORES, E A PETROBRAS TERÁ QUE CONTAR, COM VENTOS A FAVOR; O PRE SAL, NÃO SERÁ COGITADO, CUSTO CARO DEMAIS.
      O BENDINE, TERÁ QUE EXPLICAR O CASO DA VAL, E OUTROS; SE ELE DEU DINHEIRO DO POVO, PARA UMA AMIGUINHA INTIMA, O QUE MAIS FEZ!!!

  2. ora, Kennedy, agora vc fala em nome do mercado ? Porquê a indicação do Presidente da Companhia teria que ser do agrado do mercado, se até os idiotas sabem que o mercado quer a privatização da Petrobrás ?

  3. Roberto disse:

    Por que a indicação deve levar em conta o mercado? O mercado não é composto exclusivamente por banqueiros e especuladores. O mercado também somos nós na medida não em que compramos ações, mas também na medida que dependemos da saúde da Petrobrás para termos serviços de qualidade com preços economicamente competitivos. Isto aparece bem quando abastecemos ou quando consumimos produtos nos quais estão imbutidos os custos do combustível. Não esqueçamos da energia elétrica (termoelétrica a combustível fóssil – Petrobrás). Quando falamos em nomes de confiança do mercado não necessariamente significa privatização – conclusão lógica só para os ideologicamente afetados. Significa um gestor cujos objetivos estão alinhados com as de uma empresa inteiramente inserida no mercado. Com padrões de produtividade, competitividade e eficiência que indiquem saúde suficiente para animar investidores, fornecedores e clientes.

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