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Geral
23-02-2020, 14h50

Bernie Sanders vence bem em Nevada e vira favorito na corrida democrata

Trump e Bolsonaro são desqualificados por opção e vocação

Kennedy Alencar
Las Vegas

Bernie Sanders, senador por Vermont, confirmou o favoritismo em Nevada, teve vitória acima das expectativas no caucus e vai se consolidando como favorito na corrida democrata pela indicação presidencial.

Candidatos moderados no campo democrata estão divididos, o que favorece a estratégia de Sanders, que tem um discurso focado nas demandas dos mais pobres, dos trabalhadores urbanos e rurais e da classe média baixa.

A próxima prévia será na Carolina do Sul, no dia 29. Lá, será provavelmente a última chance para Joe Biden, ex-vice-presidente, tentar se firmar como alternativa moderada a Sanders.

Pete Buttigieg mostrou dificuldade para crescer num Estado com eleitorado com maior diversidade étnica do que Iowa e New Hampshire. Ele atacou Sanders com o argumento de que o senador faz discurso divisivo.

Michael Bloomberg, que foi mal no debate da última quarta em Las Vegas, entrará na disputa por delegados apenas na Super Terça, no dia 3 de março. Bloomberg pulou as quatro primeiras prévias (Iowa, New Hampshire, Nevada e Carolina do Sul). Na Super Terça, haverá primárias em 14 Estados, que responderão por quase 34% dos delegados para a convenção democrata de julho.

A senadora por Massachusetts Elizabeth Warren, da ala esquerda do Partido Democrata, foi bem no debate de quarta, mas não se beneficiou desse desempenho no caucus. Muitos eleitores votaram antecipadamente. Amy Klobuchar, senadora por Minnesota e do segmento moderado democrata, também continua com dificuldade para entrar de verdade na briga pela indicação do partido.

Ou seja, ainda tem muita coisa para acontecer, mas será difícil parar Sanders, a exemplo do que aconteceu na indicação de Trump em 2016 pelo Partido Republicano. Vitória em Nevada pode estimular formação de onda pró-Bernie Sanders.

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Desqualificados por opção

Os candidatos democratas têm dito que precisarão estar unidos para vencer Donald Trump, que promove um assalto às instituições, especialmente depois de absolvido no processo de impeachment. É uma destruição institucional semelhante à que o presidente Jair Bolsonaro implementa no Brasil.

Nesse contexto, o resultado da eleição americana será importante para os rumos do Brasil, comandado por um presidente desqualificado. Bolsonaro teve a chance de se qualificar quando assumiu o cargo. Preferiu manter o comportamento que teve ao longo de toda a sua vida, autoritário e agressor das mulheres e das minorias. O presidente brasileiro é um desqualificado por opção e vocação, assim como Trump.

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