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Geral
12-03-2020, 20h03

Biden faz discurso sobre covid-19 que contrasta com imprecisões e mentiras de Trump

Democrata lembra que presidente cortou verbas de agências de saúde
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Kennedy Alencar
Washington

Depois de um pronunciamento ontem com cores de xenofobia, falando em “vírus estrangeiro” e terceirizando responsabilidades, o presidente Donald Trump mentiu hoje ao falar que testes de covid-19 estavam sendo feitos em larga escala.

A falta de kit para testes é o grande nó da política de saúde pública dos EUA. Sem testes em quantidade suficiente, não é possível ter um mapa de como o coronavírus vem se espalhando pelo país.

Enquanto os EUA fizeram até agora pouco mais de 11 mil testes, a Coreia do Sul realiza 10 mil provas por dia. Sem o mapa dos testes, há dificuldade para preparar um plano a fim de conter e mitigar a pandemia de covid-19.

A dificuldade para testar tem criado insegurança nos americanos, que não sabem se conseguirão ter atendimento ou fazer a prova caso apresentem sintomas da doença.

Anthony Fauci, médico imunologista respeitado nos EUA que faz parte da equipe da Casa Branca para o combate ao coronavírus, desmentiu o presidente em depoimento no Congresso. Disse que o país falha ao tentar fazer testes e que não está preparado como deveria para realizar essas provas.

Em contraste com Trump, o ex-vice-presidente Joe Biden, um dos candidatos democratas à Casa Branca, fez um discurso com propostas mais concretas. Ele soou mais presidencial do que Trump, como esperavam assessores.

Biden propôs o pagamento de dias parados para trabalhadores que venham a adoecer. Dois terços dos trabalhadores no país não recebem dinheiro se faltarem ao serviço _inexiste lei trabalhista que os proteja. O ex-vice-presidente também propôs socorro financeiro a pequenos comerciantes.

O desmantelamento de órgãos de saúde, o que dificulta agora o combate ao coronavírus, foi lembrado por Biden. É fato que Trump cortou recursos e enfraqueceu agências governamentais.

Biden afirmou que os EUA deveriam ter papel de coordenação internacional, a exemplo do que aconteceu no governo Obama em relação ao ebola. Mas Trump quebrou a cooperação internacional ao restringir viagens da Europa para os EUA durante um mês sem avisar os aliados.

O vírus, que não tem passaporte nem nacionalidade, já provocou mudanças no comportamento social nos EUA, como evitar cumprimentos com apertos de mão e beijos no rosto. Há medidas duras sendo tomadas por autoridades, como o fechamento de escolas públicas em Ohio, Maryland e Kentucky. Ouça o comentário no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. Miguel Ângelo disse:

    Breve publicação e profunda análise. Brasileiros deviam ler e compreender como funciona o país das maravilhas capitalistas. Viver num país onde o Estado assiste a população pobre morrer sem assistência médica gratuita. E o presidente e seu Congresso, observam com olhar na lua e mão amarela, ao uso da máquina pública pelo pior presidente americano Trump. Pois, lembramos de novo. Ele está só surfando no legado dos dois mandatos de Obama. E como Bolsonaro, nada fez ainda (no Brasil, é pior, pois o soldado raso ruim que virou um capitão pior – baderneiro, classista, entreguista). Os empresários não estão apostando no pior. Mas a tendência é que daqui para frente além de olhar a questão da ecologia. Países estrangeiros cobrem do local da origem de seus insumos, matéria prima, uma plano eficaz contra a propagação do vírus. Só para começar, uma atividade que tem que ter o governo a frente. China, Rússia, Índia, Itália, França etc. tem. Com algumas diferenças, mas apresentam o estado a frente.

  2. Miguel Ângelo disse:

    Os americanos taxados como um povo incrivelmente inteligente. E não são tão tão assim. Mas, há de se respeitar que investem alto nisso. O que reflete então em boas técnicas. Não tem como criar um plano assistencial para as camadas sociais menos favorecidas sem mexer com seu ego capitalista falho. E pela teoria do caos planejado. Trump, Bolsonaro se não apresentarem sintomas colocados em ambiente e pessoas com contaminação. Vão mostrar ao mundo algumas expectativas: são imunes, são somente gente tão ruim – que não o diabo quer. Ou pior, Bolsonaro quer surfar em cima daquilo que não diz não existir, e agora paga de menina doentinha para seu núcleo de eleitores incultos. Alinhar Trump a Bolsonaro pelo COVID-19, é propaganda negativa a reeleição de Trump. Pois o Brasil do caos político, do caos jurídico pela vergonha da Lava Jato, atende, mesmo que não seja da melhor forma (em alguns lugares é eficiente sim), tem mais a oferecer ao povão do que Trump a classe pobre. Temos que rir.

  3. Miguel Ângelo disse:

    E aí quando se compara a Economia do Brasil pobrão (com gastos dos 3 poderes a fazer inveja a qualquer império econômico) e dos EUA. Se percebe que basta só a troca de dólares pelo mundo pelo Euro ou outra moeda melhor, que o castelo das teorias econômicas caem por terra. Hoje pior que o corona vírus. É o mundo entender que ao trocar seus dólares, pelo euro, por exemplo. Mostraria que os EUA tem muito mais dólares emitidos que lastro em produção ou bens. Vender dólares pode elevar o preço dessa moeda mundialmente, o que acabaria com as exportações do americanos. Como os salários do país se encontram a um nível alto, devido ao crescimento econômico dos últimos 11 anos. Aumentar consumo interno será impossível. Países grandes como o Brasil, Rússia, China tem consumo reprimido. Se lastrearem suas economias em Euro. Vão sair ganhando pois podem aumentar o consumo interno. No Brasil a saída será o salário mínimo estadual. Não precisamos melhorar o parque industrial para a economia interna.

  4. Miguel Ângelo disse:

    O Mundo economicamente está presente a mudar. Ao Brasil falta governante com sabedoria. Infelizmente na presidência temos um homem tolo. O Brasil deveria investir por exemplo. Em fábricas de drones para transporte de cargas para as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste. Matéria prima abundante: minério de ferro, etc. Matéria prima reciclável abundante. metais em depósitos de veículos pelo Brasil a fora. Deviam criar fábricas no Nordeste, com filiais no Norte e Centro Oeste. Em vez de gastar com asfalto, um poço sem fundo. Deveríamos criar rotas aéreas e criar mais Zonas Francas. Uma de imediato próxima a Guiana Francesa. Não por medo dos Franceses. É um luxo ter um pedado da Europa na América Latina. Até com visões na área militar. Pois, você deve enter que é mais fácil criar um porto ali para o mundo. Num segundo passo drones para viagem e turismo. Louco é o sujeito que vive uma economia falida do passado. Bolsonaro é bom em casa após impeachment. O Brasil precisa de homens sérios.

  5. walter nobre disse:

    Kennedy, quem esta de fora não tem a mesma impressão, é o caso do Biden esta correto em colocar pimenta na sopa; o Trump como o resto do mundo, caiu na real esta semana, claro que tudo o que for feito para debelar esta crise é bem vindo, a sorte do presidente lá esta lançada. O exemplo da Itália corta o coração, se imaginarmos que toda a Europa esta a beira do Caos, precisarão de muitos recursos, mais mudanças de comportamento em geral. A grande esperança vem da China, começaram a crise e podem terminar, diante das medidas apropriadas, o Mundo vai respirar mais tranquilo. Nesta hora a política deveria permanecer fora deste contexto, isto sim pode ajudar muito.

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