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Kennedy Alencar

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Geral
09-04-2020, 18h58

Biden tem 53% contra 42% de Trump, diz pesquisa da CNN

Dado é bom para democrata, mas é preciso vencer nos Estados certos
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Kennedy Alencar
WASHINGTON

A pesquisa mais recente da CNN mostra o democrata Joe Biden com 53% de intenção de voto contra 42% do republicano Donald Trump na disputa presidencial que acontecerá em 3 de novembro.

Biden, ex-vice-presidente da República, tem vantagem sobre o atual presidente porque é visto como mais apto a lidar com o coronavírus, o sistema de saúde e o socorro à classe média.

Na opinião de 52% dos entrevistados, Biden daria melhores respostas sobre a covid-19. Trump marcou 43%. Para 57%, o democrata lidaria melhor com a saúde e com a ajuda à classe média. Trump obteve nesses dois quesitos 39% e 38%, respectivamente.

Realizada entre a sexta e a segunda-feira, antes da desistência do senador democrata Bernie Sanders, a pesquisa é muito boa para Biden. Mas uma coisa é o voto popular, medido por esse levantamento. Outra é o Colégio Eleitoral, cuja maioria depende da vitória em cada um dos 50 estados.

No Colégio Eleitoral, é preciso, pelo menos, 270 dos 538 votos. Ou seja, maioria absoluta.

Em 2016, a democrata Hillary Clinton venceu Donald Trump no voto popular, mas perdeu no Colégio Eleitoral. Ela obteve 48,2% dos votos contra 46,1% de Trump na contagem geral dos votos. Mesmo assim, Trump ficou com 304 votos no Colégio Eleitoral, Hillary ficou com 227 e sete votos foram para outras pessoas.

Os democratas precisam vencer em seis Estados nos quais Trump saiu vitorioso em 2016 e Barack Obama em 2012. Teriam de retomar Flórida (29 delegados no Colégio Eleitoral), Iowa (6 delegados), Michigan (16), Ohio (18), Pennsylvania (20) e Wisconsin (10).

Angustiado com os efeitos sobre a economia, seu principal ativo eleitoral até a explosão da crise do coronavírus, Trump criou uma segunda força-tarefa na Casa Branca. O grupo vai elaborar plano para reativar a economia, mas o nó continua sendo a falta de testes em massa para gerar um mapa confiável sobre a doença.

Hoje, saiu novo número sobre desemprego. Mais 6,6 milhões de americanos pediram o benefício na última semana. Já são 17 milhões de trabalhadores nessa situação. Há previsão de que só daqui a 5 anos a economia americana voltará ao patamar de empregabilidade pré-covid-19.

A boa notícia nos EUA é que está havendo um achatamento da curva no Estado de Nova York _menor ritmo de crescimento da doença, como refletem números de redução das internações. Mas a mortalidade está caminhanho para o pico, previsto para ser atingido neste domingo de Páscoa.

Nesse contexto, o pronunciamento de Jair Bolsonaro na noite de quarta pode ser visto como mais uma irresponsabilidade do presidente da República.

Trump fez um pronunciamento parecido há três semanas, pouco antes de mudar de atitude e aceitar a gravidade da crise. Bolsonaro falou que a cura não pode ser pior do que o vírus, repetindo exatamente o que Trump afirmara lá atrás. O brasileiro ignora as lições dos EUA e continua a dinamitar as regras de distanciamento social.

Bolsonaro continua tentando transferir responsabilidades suas para governadores e prefeitos. A única coisa que está em sintonia temporal com Trump é a defesa da cloroquina, apesar da falta de comprovação científica sobre a eficácia do medicamento.

Jogar a responsabilidade para governadores é uma forma de evitar o desgaste de contrariar pessoas que acham que podem sair para trabalhar normalmente. Bolsonaro deixa isso nas costas de prefeitos e governadores. Mas há irresponsáveis como o governador de Minas, Romeu Zema, do Partido Novo.

Zema se reuniu com Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, e saiu dizendo que deverá rever normas para liberar algumas atividades econômicas. Curioso que tenha feito tal reunião sem o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. A crise é de saúde pública, mas o incapaz governador parece não ter ciência disso.

As atitudes de Bolsonaro e Zema mostram uma mistura de despreparo e ignorância. Ambos demonstram responsabilidade zero com a vida. Deveriam estar tomando medidas para diminuir sofrimento dos mais vulneráveis, mas são ignorantes que preferem ameaçar a saúde pública.

Ouça o comentário feito hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. Braga-BH disse:

    Pobre Minas Gerais! Este mesmo estado que nos deu JK, Tancredo, Itamar (era bahiano) e outros nomes geniais da política também pariu esta escória!

  2. Brasil & EUA e o Mundo disse:

    Kennedy, os EUA, observando resposta do povo, acena ao mundo nesse momento, com boas notícias. Novamente ancoro a opinião: Obama o melhor presidente. O Bush fez o que podia. E Trump é caras e caretas de um homem rico, que ante o povo, sempre será um capitalista que defende acima dos interesses da maior nação (economicamente), os seus. Ponto para os americanos. Um bom começo de reflexão. O Mundo faz prova que o vírus mata e a saúde pública deve existir com a mão visível do Estado. Pois, o risco da não intervenção. Pode ser o fim do capital intelectual de empresários e cientistas. Patrimônio maior que a própria economia. Que se levanta mantido os pilares tecnologia e capital. Não deveria ajudar Bolsonaro e Guedes. Mas, a favor do Brasil. Tentaremos. O caos Brasil não é o fim. É o começo de boas novas. Temos economicamente muita coisa a oferecer ao mundo e a nós internamente. Outras coisas temos que regular a venda agora. Exemplo: minério e matéria prima barata. Precisamos avançar nisso.

  3. Brasil & EUA e o Mundo disse:

    Existirá após esse momento covid-19. Temos estoques de vestuário, calçados, carros, alimentos. Agora qual é a chance de vender alimentos no meio do caos a países desenvolvidos? Pequena. Os produtores internos, logo forçarão aos governos (entendam que passam a mesma coisa sobre o Covid-19, ciarem barreiras para chegada de produtos de fora. E nossos produtores vão perder a safra? Não. Dr. Guedes, foi uma boa jogada com a CEF e o setor imobiliário. É um afago a alguma coisa que tinha que ser feita. Suspender parcelas 3 meses. Financie agora e inicie o pagamento daqui 6 meses. Midiaticamente vai colar. E já há mídia elogiando. Ponto para o governo. Lembre só o seguinte. Crédito já foi explorado via agente bancário pesadamente nos últimos anos. E o enxugamento de empregos públicos, diminuição do salário de servidores. Tem influência direta na circulação de dinheiro nos municípios e estados pobres. É daqui três meses. Ou seis meses. O credito após renegociações, repactuações de contratos.

  4. Brasil & EUA e o Mundo disse:

    Atingirá o pico de utilização. Que o Brasil queira ou não. Economicamente iniciando o processo de crédito nos municípios, estados, e federação. A maioria dos servidores, empregados de economia mista, e até empresas privadas. Já tomaram toda a margem consignada de seus contracheques. Qual a saída? Brigar contra os socialismo (que não existe Governo Bolsoanro e Generais de quinta)? Não! Lembrando Cuba só é porque os EUA precisa de um fantasma. Nós Brasil deveríamos ir contra os EUA e ajudar Cuba virar capitalista. Coreia do Norte, me desculpem. É um império fracassado. Já devia ter aberto seu mercado. E tem um potencial para ser rico. Já que sua outra metade é. Então, não quero deixar ninguém triste. Mas surtirá mais efeito midiático do que prático. O que fazer então? Aumentar renda. É. O Brasil quanto a alimento tem que vender mais rápido. E seu povo tem fome. Seu povo precisa de calçado, de vestuário. Então é hora de regrar o que se vende. E fazer igual a país rico inteligente.

  5. Brasil & EUA e o Mundo disse:

    A indústria deve utilizar da ciência e empacotar ou embalar, produtos para validade acima do que oferece (se 1, 2; se 2, 3; se 3, 4). E garantir a qualidade. Excesso produção de alimento interno. Tem que virar pó. Calma! Pó para caldos, sopa, angus – caldos complementares, sucos e doces. Inicialmente mercado interno. Posteriormente externo. Se o mundo vai se recolher economicamente. Países como o Brasil, China, Índia, Rússia, África do Sul (BRICS), Mercosul, devem aumentar renda interna para compensar e consumir o que já tem em estoque e vão produzir nos próximos meses. E se ajudarem internamente quanto a minério, matéria prima. O governo em vez de falar mal do Nordeste. Já estudou consumo reprimido no Nordeste. Bem, acredito pelos “gênios” que estamos vendo a frente. Que não. É uma região populosa. De mercado interno incrível. Já que há consumo reprimido. É hora de cortar gastos em Brasília, estados e municípios. E criar os salários mínimos estaduais, e os regionais.

  6. Brasil & EUA e o Mundo disse:

    Mas vamos ter demissões, inflação? Demissões ocorrem até o momento que a empresa precise de produzir mais, o comércio precise de quem venda mais. O caminho do Brasil, diminuindo vagas de empregos, diminuindo o valor médio do salário pago, é a recessão. Não duvide disso. É um momento que o Governo tem que mudar (já que disse que seria novo – lembrando a corrupção pelos índices – agora já é maior que os outros governos). Inflação, controlada é melhor que a deflação descontrolada. E se dado o remédio com base em teorias da economia na dose certa. Não vingará. Entenda o seguinte. O mundo para os próximos meses não precisa de minério ou sub produtos deles. Diminua a venda. Ninguém vai aumentar no mundo o parque industrial. O governo nesse momento tem que ditar qual indústria interessa a economia. Essas devem ter incentivo do governo. Pois, a economia no momento tem que ser direcionada. Comprar remédios de fora. Para quê? Utilize as Universidades,veja se o que temos aqui serve ao povo.

  7. Brasil & EUA e o Mundo disse:

    O brasileiro compra remédio demais. Para dor cabeça, dor no corpo, problemas psicológicos. Que na maioria das vezes, ervas caseiras saram. Para que comprar tanto celular de fora do país. Se muitas das cargas só tem o que já foi expurgado do mercado? Você tem dúvida que compra eletrônicos, que já estão no lixo no hemisférios norte? Mas compram. Pode até não querer acreditar. Mas é fato. Um ou dois anos, valorizando o povo e o mercado interno não farão mal algum ao mundo. E ajudará aumentar o preço do minério e matérias primas. Temos que exigir uma educação que crie bons alunos, que serão bons empresários e criarão novos produtos. Governo, estude o que acontece se tirarmos dinheiro excedente de salários de marajás, e mordomias, e custeássemos uma salário maior para estados onde tem consumo interno. A indústria não precisa renovar seu parque industrial. E o que se joga na economia interna. Volta rapidamente. Quem segue caminho pontilhado só alcança um segundo lugar. Ou cai em arapuca.

  8. Walter Nobre disse:

    Sinceramente Kennedy, o mal das pesquisas, não dão tempo do defunto querido esfriar, não houve tempo para esta avaliação tão avassaladora, num espaço contaminado por pandemia, neste quesito a CNN é suspeita por sua pressa, sem critérios e feitos pelo candidato do concorrente. Os EUA estão passando uma crise em todos os níveis, nenhum dos candidatos poderá garantir vitória na solução da recessão, antes dos fatos, ficará a caráter, desemprego, saúde etc..O Trump pode não ter sido inicialmente o melhor exemplo na condução desta crise, mas tem a pegada ideal para a confiança da maioria dos americanos na hora do voto, no mínimo ficará favorito. vamos aguardar o desenrolar dos fatos e ações.

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