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Política
16-09-2019, 19h11

Bolsonaro deve adotar na Receita estratégia que usou na PGR

Indicar chefe que tenha compromisso com presidente e aliados
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O presidente Jair Bolsonaro deve adotar para a chefia da Receita Federal a mesma estratégia que usou a fim de escolher o subprocurador Augusto Aras para comandar a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Ou seja, buscar alguém mais comprometido com os interesses de Bolsonaro e aliados no Congresso do que com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o combate à corrupção. Apesar de a Receita Federal estar sob o guarda-chuva do Ministério da Economia, há uma interface importante com investigações de corrupção _como a Lava Jato, por exemplo.

Há pressão de políticos e de ministros do Supremo Tribunal Federal para que o escolhido para chefiar a Receita não faça devassas como teriam acontecido no passado recente. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que vai anunciar o nome do novo secretário especial da Receita em breve, mas é óbvio que o presidente da República usará o seu poder para escolher a pessoa para cargo tão poderoso.

Bolsonaro tem dado prova de que deseja ter mais influência política sobre órgãos de controle do que os governos petistas. Nas administrações de Lula e Dilma, o escolhido para comandar a PGR foi sempre o número um da lista tríplice da votação interna da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Hoje, existem avaliações até no PT de que Lula e Dilma reforçaram o corporativismo do Ministério Público Federal e não a sua autonomia. No Ministério Público e em parcela do Judiciário, há o entendimento de que Bolsonaro tolheu essa autonomia ao desprezar a lista tríplice da ANPR.

Fato: o atual presidente da República tem demonstrado apetite para fazer interferências políticas em órgãos de controle. Desde que não abuse do poder que a Constituição lhe dá, é um direito do presidente eleito democraticamente. Mas temos visto que há uma política deliberada de destruição institucional em curso.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN – 2ª Edição” a partir dos 5 minutos e 5 segundos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Certamente Kennedy, já esta previsto a nomeação dentro da própria receita de um novo secretário; mais importante, não haverá a sombra da cpmf pairando no AR; não podemos andar de costas, devemos seguir em frente, com planos na retomada, mais consistente; desta feita, acredito que o Paulo Guedes, deve trazer novidades mais rápidas, diante desta impossibilidade. A grande referencia para o otimismo, é a definição da previdência, com isto fatos positivos acontecerão, por consequência.

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