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Política
29-10-2018, 22h23

Bolsonaro e equipe criam ruídos na economia

Há divisão sobre estratégia para reforma da Previdência
10

KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

Seguem notas a respeito dos comentários de hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

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Sem rumo

Jair Bolsonaro e seus ministros anunciados, Paulo Guedes (Fazenda) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil), emitem sinais contraditórios na economia, criando ruídos em relação à reforma da Previdência.

Onyx defende uma reforma mais dura do que a de Temer a ser realizada só no ano que vem. Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão e Guedes cogitam tentar aprovar em novembro a proposta que está pronta para ser votada na Câmara dos Deputados.

Bolsonaro precisa organizar melhor as mensagens econômicas. Dificilmente dá certo tanta gente dizendo tanta coisa diferente nessa área.

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Ganha e perde

No ganha e perde da eleição, Bolsonaro, partidos nanicos, novatos, a Lava Jato e o juiz Sergio Moro são vencedores. O PSDB é o maior perdedor. Ficou fora do segundo turno e teve seu pior desempenho em eleições presidenciais.

O PT também foi derrotado. O antipetismo impediu a quinta vitória consecutiva do PT numa disputa pelo Palácio do Planalto, mas Fernando Haddad sai maior do que entrou. Renovou o PT na marra e deve disputar com Ciro Gomes a liderança da oposição. O MDB também encolheu, apesar de vitórias no Distrito Federal e em Alagoas.

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Meio infantil

Bolsonaro e Haddad trocaram hoje mensagens pelo Twitter. O petista fez aceno de civilidade correto e necessário. O presidente eleito deu resposta ao estilo Trump. Bolsonaro precisa agir mais como presidente e menos como candidato. É arriscado mimetizar o presidente americano. Leiam as mensagens e tirem as sua conclusões.

Haddad escreveu: “Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!”.

Bolsonaro respondeu: “Senhor Fernando Haddad, obrigado pelas palavras! Realmente o Brasil merece o melhor”.

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Visão negativa

O jornalista Lourival Santana fez uma análise do impacto da eleição de Bolsonaro na imprensa internacional. E analisou como fica a negociação entre o Mercosul e a União Europeia no futuro governo.

Também avaliou que não há condições políticas para o Brasil apoiar uma intervenção militar na Venezuela, como já insinuou Trump, com quem Bolsonaro pode ter um “bromance”. Ouça a partir dos 17 minutos e 55 segundos no áudio abaixo.

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De Covas a Doria

A eleição de João Doria para o governo paulista o credencia para ser alternativa presidencial no campo de direita na eleição de 2022, caso o governo Bolsonaro vá mal. A vitória de Doria vai mudar a correlação de forças no PSDB, tornando a legenda ainda mais conservadora.

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Piada do ano

Uma das maiores fake news deste processo eleitoral foi a declaração da presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Rosa Weber, sobre notícias falsas. Ela disse no domingo que a justiça havia vencido a batalha contra as fake news.

Ouça os comentários no áudio abaixo:

Comentários
10
  1. Miguel Ângelo disse:

    Tudo ainda é novo. Embora tenhamos quase 45% não gostando do resultado. Bolsonaro ganhou. Se pela parte dele não houver mudança de discurso. Pelo menos por parte daqueles que são contrários aos seus ideais deve haver. E Kennedy, respeitando a todos. Quanto mais paz derem os perdedores. Menos munição ele terá para ficar só de bravata, e empurrar a administração do País na barriga. Deixemos quieto o Mito. E torcemos todos para que ele realmente faça um bom governo. E só assim, então, seremos felizes. Bem felizes. Reforma da Previdência que vise o sistema de capitalização. É no mínimo hilária. O INSS quando precisou tirou dos Fundos Previdenciários Fechados recursos e assim já teve lá atrás, onde nem o PT era pensamento. Seus primeiros desvios para a Ponte Rio Niterói, Transamazônica, Rodovias e etc. e tal. No mínimo, Sistema Misto, onde parte funcione como Previdência Complementar e parte um salário mínimo para sobreviver. Não adianta ter poupança, se ao final da vida não se tem saúde.

  2. walter disse:

    Kennedy, esta claro, pelas palavras do Bolsonaro, agora a noite no jornal Nacional…permitirá autonomia, dos notáveis que pretende convidar, neste caso o Paulo Guedes, dará a última palavra, sobre questões fundamentais do plano economico; não haverá contraditório, até pelo rabisco de um desenho do brasil que o presidente espera; haverão ajustes, como houve em outros governos, devemos acreditar pelo esboço, que a intenção, é muito positiva…teremos uma configuração, e procedimentos bem diferentes…terá na câmara, maioria, pelo menos nos primeiros movimentos, certas questões polemicas, por isso um olhar para o Centrão, que gostaria de participar sem pedir nada…quanto ao PT perdeu, nas alterações de comportamentos, chocaram os eleitores…haverá uma postura, em conjunto com atitudes novas, a favor da sociedade, que ajudarão a conquista de espaço para governar; Realmente o Dória foi um vencedor em SP we do PSDB; Rosa Weber levou e banho Maria as FAKES, como todo o STF o fará….

  3. Antonio disse:

    Prezado Sr. Kennedy. Que reforma da previdência é esta que mantém privilégios das aposentadorias do judiciário e MP (juízes, desembargadores, procuradores, promotores), dos militares (principalmente das três armas), com o estranho nome de “militar reformado”, dos marajás do executivo (estatutários), dos componentes dos tribunais de contas, dos delegados de polícia, etc, etc. No Brasil, as despesas de aposentadorias de militares sugam o orçamento federal de segurança. E o sistema de aposentadorias dos políticos? Somadas todas estas classes, são centenas e centenas de milhares, talvez milhões esparramados pelo Brasil. O ônus desta reforma, está mais que evidente, cairá nos ombros, principalmente dos mais humildes, dos celetistas, dos milhões de trabalhadores que saem de casa as 5:00h da manhã para trabalhar. Vamos ver se nossos futuros governantes vão ser “machos”, como se auto declaram, para enfrentar o desafio de acabar com os privilégios.

  4. Elaine Alves disse:

    Kennedy o comentarista mais lúcido da CBN.

  5. João Grilo disse:

    Rosa Weber quis ser engraçada ? Não entendi…

  6. jose disse:

    Tudo nessa caricatura não tem nada de novo. Onix não é novo, bolsonaro não é novo. Ninguém é novo e nem novato. Bagunça e desencontros serão normais… ela agiu à medida da indiferença, no ritmo da caricatura… já abriram processo contra Haddad, mas resultado sobre as notícias falsas, nequinha de nada. Indiferença, cinismo e deboche: adjetivos procunciados às custas do contribuinte, e muitos caros. O de Curitiba ganhou? Se ele ganhou estava disputando… como? de apoiador ofuscado,

  7. jose disse:

    Não acho que Lula tenha perdido, pois nos últimos quatro anos ele foi perseguido, teve a vida dele em vendaval, perdeu a esposa, foi censurado, preso, humilhado… lançou Haddad, desconhecido, e foi para o segundo turno contra a impresna tradicional, justiça, ministério público, e teve mais de 47 milhões de votos. Contra todos e todas, Haddad saiuu de meros 4% e foi ao segundo turno deixando na poeira da rabiola Ciro Gomes (já era, pois Haddad se colocou na pretendida vacância que Ciro esperava), Marina Silva, Alckmin: 4 vezes governador do maior colégio eleitoral do país, (e o lider sem voto do PSDB). Lula, preso, censurado e humilhado não morreu. Será que não houve planejamento da direitona para seguir esse script, o eleito já oferece cargo para o carcereiro, pois quem está de olho no condenado num domingo à tarde é carcereiro e não juiz de execuções penais.

  8. Raimundo Leite disse:

    Ratifico. O comentarista político mais lúcido da CBN, que deveria participar também na 1ª edição do jornal da CBN!….

  9. "A TEORIA NA PRÁTICA 'NÃO PODE' SER OUTRA COISA" ! disse:

    Eleitor de Bolsonaro, indignado com o caos moral, político ( Bolsonaro diz “ético”) e econômico do país, espero ver agora que a “teoria na prática não será outra coisa”. Que seja a necessária “Reforma da Previdência” o primeiro “bom exemplo vindo de cima”, que abrirá, com certeza, as portas do apoio até dos adversários, através do justo nivelamento das aposentadorias e pensões do funcionalismo público com as aposentadorias e pensões do restante do povo. É crime haver tantas distorções, afinal, somos ou não somos todos brasileiros? Isso tem sido péssimo exemplo vindo “de cima” e contribui, inclusive, junto com as roubalheiras aos cofres públicos, para o aumento da criminalidade dos criminosos chamados de “comuns”. O criminoso chamado de “comum”, sem a capa do foro privilegiado, sem a condição de vender ao mundo a falsa imagem de “preso político”, enfrenta a lei com armas, justificando a própria consciência com o dito popular: “Ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão”!

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2018-11-19 19:56:13