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Política
26-11-2019, 20h16

Bolsonaro tem má ideia sobre militares agirem no campo

Forças Armadas podem cair em armadilha presidencial
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

As propostas do presidente Jair Bolsonaro de insistir na ampliação do excludente de ilicitude para as Forças Armadas e no uso do poder militar em áreas rurais fazem parte da usina de ideias antidemocráticas do governo. No fundo, são uma licença para matar e o estímulo à violência rural.

Há previsão constitucional sobre a utilização das chamadas operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) das Forças Armadas. Existe legislação para que os Estados e as Polícias Militares cuidem de eventuais reintegrações de posse.

O que Bolsonaro deseja é ir ampliando aos poucos um espaço autoritário no Brasil. As Forças Armadas não deveriam se envolver em questões de segurança pública. Isso é uma disfuncionalidade que a democracia brasileira permitiu nos últimos anos.

Bolsonaro está, paulatinamente, tentando dar às Forças Armadas um papel de fiadora da democracia brasileira que não tem previsão constitucional. Os militares não devem se meter em assuntos civis.

Os fantasmas das manifestações no Chile e na Bolívia rondam o Brasil. E Bolsonaro está louco para que uma assombração desse tipo apareça a fim de que ele possa forçar uma ação militar que não é cabível numa democracia. Os militares deveriam tomar cuidado para não entrar numa arapuca armada pelo presidente. O Congresso já está reagindo contra nova tentativa de ampliação dos excludentes de ilicitude.

Ouça o comentário a partir dos 5 minutos no no áudio abaixo:

Comentários
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    • walter nobre disse:

      Kennedy o presidente tem o poder em argumentar e solicitar correções, principalmente na segurança pública; distorções, condições insalubres, quando se trata dos soldados de forma geral, são extremamente graves, como excludente de ilicitude, com intuito na preservação, diria melhorar a situação do policial ou soldado de forma geral diante do sinistro. O presidente tenta a isenção integral, deveria solicitar apuração dos fatos antes da isenção, diante de ações que levem a óbito; medidas como esta não passam no congresso por serem indigestas, pela comoção diante de qualquer morte, mesmo que seja um criminoso reincidente, podem ocorrer vícios…

  1. Miguel Ângelo disse:

    Excludente de ilicitude é uma bomba relógio na mão de um governo que se elegeu pela democracia mas tem o pé na ditadura civil militar. Sou um nacionalista, então entendo que o papel das FFAA é a proteção da soberania nacional. Que não faz (óleo no mar – EUA em Alcântara). E não fará depois de 3 dias de qualquer invasão estrangeira (sem armas e $$). Diante isso a excludente de ilicitude, concedida por lei. É uma ameaça a soberania a longo prazo. Como? É sim. Novamente levanto a questão de levar nosso presidente a corte marcial. E a motivação é a seguinte. Uma vez, tenha os militares, carta branca para contra qualquer movimentação social, atirar para matar, quando qualquer um grite: É ele! Tá armado! Ele tem uma bomba! O governo americano em Alcântara poderá se impor, aproveitando dessa brecha e repreender através desse governo entreguista (do Mito), toda manifestação nacionalista contra a invasão mansa de Alcântara. Veremos ainda o presidente e todo o Congresso em corte marcial. Acorde!

  2. Miguel Ângelo disse:

    E um povo que não pode se movimentar para reivindicar seus direitos. Não poderá também se unir contra a invasão no Nordeste, concedida pelo Congresso Nacional, e articulada por Trump e Bolsonaro (o militar às avessas – o entreguista). Aquele que você pagou no exercito para defender a soberania e ele entendendo tudo ao contrário. Instalou a pior potência nuclear dentro da Região que oferece naturalmente barreiras climáticas para acesso e luta de anexação de território. O Congresso e o Presidente não aplicam inteligência militar, nem administrativa para saber quanto os americanos vão investir, e quanto o governo brasileiro gastaria para tirá-los de lá caso aja uma mudança de ideologia governamental. Este governo militar civil dá nojo a nós nacionalistas.

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