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Política
21-11-2018, 21h08

Bolsonaro tenta fugir do varejo partidário

Mas DEM não se sente plenamente representado
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

Com a decisão de reduzir o número de ministérios, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, está negociando pastas importantes com as frentes parlamentares do Congresso. É uma forma de tentar construir maioria para governar.

Bolsonaro tenta substituir o varejo com cada legenda pelas frentes pluripartidárias. A Frente Parlamentar da Agropecuária indicou a deputada federal Teresa Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura. A mesma lógica prevaleceu com a Frente Parlamentar da Saúde, que bancou o nome do também democrata Luiz Henrique Mandetta (MS) para comandar o ministério da área.

O presidente eleito tenta fugir do varejo partidário. Mas a conversa de hoje com dirigentes do DEM mostra que não será fácil. Apesar de ter três ministros indicados, o DEM está no divã. Parte do partido não foi ouvida para integrar a futura administração. Isso pode causar ruídos no futuro, na hora de aprovar reformas constitucionais complicadas. Pode faltar voto.

Onyx Lorenzoni, que assumirá a Casa Civil, é até agora o terceiro integrante do DEM apontado para a gestão Bolsonaro.

Houve uma série de indicações de primeiro e segundo escalão. Isso vai dando cara ao futuro governo. Sergio Moro, que será ministro da Justiça, apontou o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Maurício Valeixo, para o cargo de diretor-geral da PF. Como antecipou o blog, a estratégia é reproduzir em Brasília a tecnologia “Lava Jato” aplicada em Curitiba.

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Sem surpresa

Acusado de corrupção, o futuro ministro da Saúde, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, nega. O importante nesse caso é a incoerência de Bolsonaro com o discurso moralizador de campanha.

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História federal

Reportagem detalhada da “Folha de S.Paulo”, feita por Marcelo Soares, trouxe os bastidores diplomáticos da negociação secreta entre Brasília e Havana para o nascimento do programa “Mais Médicos”.

Bastidor: Dilma era contra e só foi convencida depois da explosão das grandes manifestações de junho e julho de 2013. Ela aceitou para dar resposta aos protestos. Hesitava diante das resistências da classe médica e de setores conservadores do Congresso a um programa que é bom e atende aos mais pobres no Brasil.

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Ponto de honra

É importante que a intervenção federal militar no Rio não termine sem apontar solução para o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. O secretário da Segurança Pública do Estado, general Richard Nunes, voltou a repetir, com mais ênfase, que milicianos estão envolvidos.

Ora, a suspeita é de participação também de policiais da ativa. Marielle era uma voz que denunciava a violência policial fluminense.

Ouça os comentários de hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. walter disse:

    Não é fácil para ninguém, caro Kennedy, formar um ministério, totalmente independente, em poucos dias…especialistas, são sempre lembrados, quando são isentos, cumpridores de suas tarefas…acredito que haverão ajustes ao longo do tempo; muitas metas, são árduas, e não são para amadores….precisarão adequa las, para tanto, estes escolhidos, não podem perder tempo…Mandetta, ministro da saúde, foi acusado, em 2009 e nenhum processo foi instaurado; trata se de um brilhante profissional médico, que já se pré dispôs, caso seja processado, pedirá afastamento de imediato…o mais médico, foi uma atitude arbitraria, dentro do país, mesmo considerando a “boa” fé da dilma, neste acordo absurdo com Cuba; não dá para entender, a ausência de outros poderes, nesta constatação…a questão de segurança do Rio, diante de tanta corrupção, com pouca margem aos militares da força de segurança; caso seja reeditada, terão que ser feitas correções, de “cabo a rabo”; todos sabem o tamanho do abismo ali…

  2. […] Fonte: Bolsonaro tenta fugir do varejo partidário | Blog do Kennedy […]

  3. Breno disse:

    Este tipo de negociação com o congresso, visando as bancadas e não os partidos, no meu entender, mostra o porquê de Bolsonaro com quase 30 anos de parlamentar não aprovou praticamente nenhum Projeto de Lei, me parece que mesmo com todo esse tempo de casa ele ainda não entendeu como funciona a estrutura do Congresso, tudo é montado em volta dos partidos, as comissões tem divisão partidária a distribuição de tempo em plenário para discurso e assim por diante, negociar com as bancadas pode funcionar para temas específicos mas, caso os partidos estejam descontentes com o governo podem barrar projetos de lei nas comissões, antes mesmo de irem a plenário, e as bancadas não terão como mudar a composição das comissões para resolver este tipo de problema.

  4. Alberto disse:

    Pelo que se lê o “negócio secreto” do Mais Médicos envolve financiamento e forma de pagamento pelo Porto de Mariel.O BNDES,pelo que consta,está tomando um calote.Interessante é que a Folha SP é quem está revelando os telegramas trocados entre as partes.Tutti buona gente.

  5. mano disse:

    prezados: vocês acreditam no futuro governo brasileiro? você rapaz/moça/senhor/senhora/senhorita pobre e de classe média que está esperançoso, que votou no Bolsonaro, que foi pra rua vestido de verde amarelo, que grita palavras de ordem e progresso, que agride, que difama, que pensa que é experiente, dono da verdade absoluta, que é autoritário, tenha cuidado para não sofrer decepção. A decepção quando é muito grande é perigosa, faz mal a saúde e ao espírito. Não inculí os ricos porque eles sempre estão bem, pelo menos na conta bancária. até breve!

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