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Política
21-10-2019, 18h51

Bolsonaro viajou, mas a crise com o PSL continua

Partido do presidente exibe política jurássica de tão antiga e baixa
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Líderes partidários na Câmara e no Senado imaginavam que a viagem do presidente Jair Bolsonaro à Ásia daria uma trégua à guerra política no Congresso, especialmente no PSL. Como dizia o então senador Fernando Henrique Cardoso sobre o presidente José Sarney, a crise viajou.

Bolsonaro, que simboliza o modo de governar por meio de crises, viajou, mas a briga no PSL continua. O presidente manteve o tom bélico, falando em luta do bem contra o mal no próprio partido. Houve manobra para colocar o filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (SL) na liderança do PSL na Câmara.

Essa é uma solução ruim. Se Eduardo Bolsonaro perder novamente a disputa interna, haverá um custo político. Se ganhar, também haverá custo. Não é fato que se trate de uma guerra onde todos perdem. O presidente da República, pela posição, tem mais a perder do que os deputados da ala oposicionista do seu partido. E o país tem mais ainda a perder, pois vê o governo gastar energia numa disputa interna enquanto o país atravessa uma série de graves problemas: desemprego alto, acidente ambiental na costa do Nordeste, projetos em debate no Congresso etc.

No Senado, deverá ser votado amanhã o segundo turno da reforma da Previdência, concluindo uma etapa que, se fosse prioridade de Bolsonaro, teria sido encerrada no primeiro semestre ou em agosto, no mais tardar.

A reforma da Previdência foi desidratada pela Centrão e oposição. É concluída quase no fim do ano, deixando em segundo plano a reforma tributária e uma dezena de balões de ensaio da equipe econômica.

No partido presidencial, há uma atmosfera de traição, sem interlocutores confiáveis. O bom senso recomendaria uma trégua no PSL, uma composição entre as alas. Mas Bolsonaro não vive sem um inimigo, sem criar conflitos. Será difícil governar assim por mais três anos. Não entrega resultados à população.

Caciques do DEM e do MDB já aconselharam o presidente a fazer uma reforma ministerial, aceitando a velha política. Essa “nova política” de Bolsonaro e do PSL é mais velha ainda. É uma política jurássica de tão antiga e baixa _sem ofensa aos dinossauros.

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Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Kennedy o presidente não poderia abandonar compromissos, talvez seja melhor, permitir que outros possam trazer perspectivas diferenciadas; relacionado a previdência, que esta nas mãos do Senado, é um dever de todos, agilizar esta causa, nisto o Bolsonaro esta correto, com relação a crise com o PSL, só o tempo vai remediar tal fato; este Ano o País já esta se preparando, para o final do Ano, não há perspectivas, para outras aprovações. precisamos de maior compromisso de todos, com o País, não é só o presidente, por tudo isto, teremos outros ares ano que vem…

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2019-11-22 18:12:55