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04-07-2015, 7h50

Bracher – Pintura e Permanência

Brasília recebe mostra retrospectiva dos 60 anos de carreira do artista mineiro Carlos Bracher

Daniela Martins
BRASÍLIA

Está em Brasília a exposição “Bracher – Pintura e Permanência”, uma bela retrospectiva da obra do artista mineiro que já passou por São Paulo, Belo Horizonte e pelo Rio de Janeiro. São mais 86 pinturas produzidas ao longo de quase 60 anos em atividade.

Nascido em Juiz de Fora, Carlos Bracher escolheu a cidade histórica de Ouro Preto para morar e montar o seu ateliê. Aos 74 anos, ele é o artista brasileiro que mais expôs no exterior e é um dos mestres brasileiros da pintura a óleo.

Sobre ele, o poeta Ferreira Gullar escreveu, em 1989: “Inquieto por temperamento, Bracher não usa de cautela e cuidados para realizar seus quadros. Joga-se neles, seguro de seu domínio técnico, num mergulho definitivo, de que pode ou não resultar a obra satisfatória. Se não resulta, apaga tudo e começa de novo, com o mesmo ímpeto, movido pela necessidade de colher a beleza no mesmo momento em que ela, fustigada, emerge à luz.”

Bracher continua ativo, produzindo retratos, que são sua marca registrada, e também séries temáticas de pinturas como a “Série Brasília”, de 2007, em que faz uma homenagem à Capital e “Tributo a Aleijadinho”, uma releitura contemporânea sobre a obra do grande mestre do Barroco.

A ideia da mostra é revelar, além das pinturas, o universo artístico de Bracher. Para isso, foram montados três ambientes interativos. Um deles reproduz o ateliê de Ouro Preto. Outro remete à casa da família em que ele foi criado. O terceiro é uma instalação multimídia em que um programa de computador capta os movimentos do público e os reproduz em um telão branco em forma de pinceladas, que foram elaboradas a partir de vetorização de gestos e cores do próprio pintor e gravadas previamente.

As obras expostas foram cedidas por 20 colecionadores no Brasil, incluindo a Coleção Gilberto Chateaubriand do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o  Museu Mariano Procópio. A mostra bateu recorde de público em Belo Horizonte, com cerca de 120 mil visitantes durante dois meses. Na capital paulista, registrou mais de 88 mil pessoas em pouco mais de um mês.

A montagem pode ser visitada no CCBB (Centro Cultural banco do Brasil) de Brasília até o dia 27 de julho. Há um programa de visitas guiadas e também atividades voltadas para crianças. É interessante perceber como os volumes e cores da pintura a óleo chamam a atenção deste público em especial. Vale a pena visitar a exposição.

Autorretrato_aos_28_anos,_1368_(1)[1]

 

Autorretrato aos 28 anos, 1968
Imagem home: Ouro Preto, 2004

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