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Geral
27-08-2019, 19h00

Brasil comete erros estratégicos sobre ajuda do G7 à Amazônia

Relação entre Bolsonaro e Macron não pode ser pessoal
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Kennedy Alencar
São Paulo

O governo brasileiro comete erros estratégicos ao tratar da ajuda financeira do G7 para a preservação da Amazônia. O primeiro foi recusar a oferta das sete maiores economias do planeta, como fez ontem o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). O segundo erro: Bolsonaro recuar hoje dizendo que aceitaria a ajuda condicionada a pedido de desculpa do presidente da França, Emmanuel Macron.

As atitudes do governo foram condenadas por dois políticos de orientações ideológicas diferentes: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B). Maia e Dino estão certos ao dizer que o Brasil precisa desse dinheiro. Governadores da Amazônia Legal também foram na mesma linha de Maia e Dino.

Não faz sentido tratar relações entre países como questões pessoais. Bolsonaro e seus ministros deveriam sair da troca de tiros com Macron. O que interessa é a melhora da relação entre o Brasil e a França. O que interessa é obter recursos para conservar um patrimônio que é brasileiro, sim, mas também global.

A discussão sobre soberania mascara o que realmente importa. Não há ameaça concreta contra o território brasileiro. Existe uma discussão cabível sobre a ameaça a uma região fundamental para evitar o aquecimento global e influenciar o clima do planeta onde vivemos brasileiros, franceses e demais cidadãos do mundo.

O fundamental é viabilizar um modelo de desenvolvimento sustentável para a Amazônia e não o modelo predatório pensado por Bolsonaro e seus ministros.

*

A Política Como Ela É

Faz sentido Doria querer Moro como plano B para 2022. O ministro da Justiça seria um vice útil para o governador paulista numa chapa presidencial, apesar de complicar as relações do PSDB com o DEM.

Políticos democratas veem suposto uso político da Polícia Federal por Moro. A PF estaria sendo usada como polícia de governo e não como polícia de Estado.

Como há um estresse na relação entre Moro e Bolsonaro, o ministro da Justiça se valoriza perante o presidente ao deixar correr o jogo de que a aproximação com Doria, com eventual ingresso no governo paulista, poderia ser um plano.B para deixar o posto em Brasília. Isso desgastaria Bolsonaro, apesar de a Vaza Jato ter abalado a imagem de Moro.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Total razão Kennedy, mas o francês já estava com intenção; vamos aceitar ajuda, junto com o pedido de desculpas, não para a pessoa e sim ao País; atrás desta ofensa haviam intenções maléficas, em internacionalizar a Amazônia, não podemos esquecer tal fato…Fico a vontade em falar do Dória, demonstra total mal intenção, com todos inclusive com seu partido, ao trazer para chefe da casa civil um comunista do PC do B, no fundo quando ataca o lula, não esta sendo legitimo em sua fala…trazer o DR Moro, jamais aceitaria, será indicado a ministro do Supremo, já que na política, tem que se ter estomago, com os manejos exigidos no meio…quanto a relação Moro e bolsonaro esta dentro do possível, já que não precisa desgaste em casa, isto deixam para o supremo causar…o Dr Moro candidato a Presidente, teria fácil uns 60% de votos de saída.

  2. Miguel disse:

    Quanto Dória e Moro para 2022. Nem comento. Já que para mim nenhum dos dois tem sentido para representar um Brasil a nível mundial. Gerir São Paulo, se fosse um título. Seria dado aos políticos que sempre tiveram a frente do Brasil e nunca fizeram nada. São Paulo é Grande e produz muito para o País. Mas isto não é luxo, não é estratégico, SP sempre consumiu muito das verbas federais, sempre centrou a maioria das empresas que poderiam ter sido instaladas em outros Estados, proporcionando melhor desenvolvimento as demais regiões. Para os incêndios, saída prática. Não precisam mandar dinheiro. Nos enviem 16 aviões, 20 carros de bombeiros, e recursos para estocagem de 1 milhão de litro de gasolina. Temos aviões de 1,5 milhão a 9,5 milhões para apagar incêndio. Punam assim. Fazendeiro põe fogo. Um dos 16 aviões sobe e apaga. Identifica-se o criminoso. E passe para ele o custo da operação apaga incêndio. Logo, acaba isto. Bolsonaro não aprendeu judô na academia. Gostava+de luta greco-romana.

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