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Economia
29-08-2019, 19h19

Brasil deve ter nova década perdida entre 2011 e 2020

Alta de 0,4% do PIB no 2º tri parece, mas não é boa notícia
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Diante do pessimismo dos analistas, a alta de 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre parece uma boa notícia, mas não é. Trata-se de um sintoma grave: a armadilha do baixo crescimento que pegou o Brasil na atual década.

Os anos de 2011 a 2020 significarão mais uma década perdida, com o país andando de lado na economia _o que afeta a vida de todos os brasileiros, mas especialmente a dos mais pobres. Os anos 80 entraram para a história econômica brasileira como a década perdida.

O resultado econômico de 2019 poderia ser muito melhor se o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos políticos criassem menos crises, relacionando-se com mais respeito com as instituições do país, como o Congresso e a imprensa.

A melhora da construção civil é natural porque o setor foi praticamente dizimado pela Operação Lava Jato nos últimos cinco anos. Em outros segmentos, o Brasil está em ritmo lento de recuperação econômica, dando um passo para frente e outro para trás.

Bolsonaro jogou fora o período de lua de mel. Quebrou as expectativas positivas dos agentes econômicos. No começo do ano, havia previsões de crescimento do PIB superiores a 2%. Agora, será um sacrifício obter 1 ponto percentual positivo de Produto Interno Bruto. A previsão atual gira em torno de 0,8%.

Um motivo que pesou foi Bolsonaro manter no exercício do poder o estilo de campanha que mistura guerra cultural e regressão civilizatória. Está em curso um processo deliberado de destruição institucional do país.

Mas Bolsonaro não deveria surpreender ninguém. Quem acompanha este blog sabe disso desde a eleição de 2018, mas agora há um monte de gente espantada. Para tirar qualquer dúvida, o presidente disse em recente entrevista ao jornal “O Globo” que ele é desse jeito mesmo e não vai mudar. Confusões foram, são e serão parte da paisagem.

É fato que o cenário internacional anda conturbado, especialmente com a guerra comercial entre EUA e China, mas Bolsonaro ajuda a piorar a economia brasileira, criando crises domésticas que deixam empresários contrariados. O ambiente político envenenado contamina a economia.

*

Viva o amor!

“A Política Como Ela É” de hoje é dedicada à jornalista Évelin Argenta, que compõe o atual trio do “Jornal da CBN – 2ª Edição” com o Roberto Nonato e comigo.

A notícia é triste porque a Évelin vai deixar a gente. Agradeço a leal parceria. Faço uma homenagem à inteligência e à amizade dela. É uma perda profissional grande, porque a Évelin, danada, mudou-se para o Rio e sairá da rádio CBN.

Mas a notícia também traz alegria, porque o motivo é a vitória do amor. Devemos celebrar porque nem sempre isso acontece. Muitas vezes ele não vence. É da vida. A gente não tem controle. No caso da Évelin, no entanto, o amor não foi derrotado e deve ser comemorado. Muitas felicidades, querida amiga.

Ouça a coluna no áudio abaixo. A Évelin foi o tema da abertura. Depois, falamos do Bolsonaro, Moro, Fachin, Serra, Alckmin etc. Vou publicar outros posts daqui a pouco.

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Kennedy, qualquer consideração econômica, diante dos desmandos dos gestores anteriores, todos os brasileiros já sabiam, diante de tantos desencontros, por planos sem qualidade, e falta total de capacidade, nos levou a banca rota; este é o melhor resumo da derrocada, falta de senso, com muitos desencontros, por governantes hipócritas ao longo de 20 anos…este País, demonstrou com clareza a riqueza imensa, que este País suporta, diante de tantos abusos…vale salientar, as dificuldades desta gestão, com tantos obstáculos burocráticos, que não agregam…

  2. Miguel disse:

    Kennedy, as pessoas confundem muito a situação política, e a situação econômica. Walter exemplificando menciona desmandos dos gestores anteriores, temporiza – 20 anos. Entendo que do Governo Bolsonaro não existe nada até agora.Há erros no governo Temer? Se tem sim. Mas Walter, tem-se para o governo Bolsonaro mais acertos e isto é legado do Temer. Temos erros do governo Lula? Se tem. Mas o legado do governo Lula foi suficiente para sustentar o governo Temer e ainda ajudará o governo Bolsonaro. E a Dilma? Um grande desastre. Não sabemos. Não há estudo de quanto a vontade de tirá-la a condicionou deixar um menor legado. Mas a verdade é que nestes 20 anos que Walter menciona. O Brasil andou melhor que todos os anos da Ditadura e da pós Ditadura Militar, a Ditadura Civil dos governantes e elite financeira que permaneceu sugando o erário, advindo da Ditadura. E Walter, eu apostaria que se Bolsonaro soltasse o Lula. Ele já teria sua reeleição garantida. Mesmo se Dória e Moro viessem em 2022.

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2019-09-22 01:36:01