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Geral
02-04-2020, 19h44

Brasil tem de aprender lições com EUA, que estreita cooperação com China

Americanos estão cuidando da saúde pública e da economia
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Kennedy Alencar
WASHINGTON

Na última semana, foram apresentados 6,6 milhões de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos. Na semana anterior, houve cerca de 3,3 milhões de solicitações.

Há uma emergência em curso, porque já foram perdidos 10 milhões de empregos em duas semanas de março com o colapso da economia, que parou de repente. A taxa de desemprego no país, que era de 3,5% da população economicamente ativa em fevereiro, pulou para cerca de 10% ao fim de março. Há previsão de que chegue a 20% até o fim de abril.

Está havendo um massacre no mercado de trabalho.

Joe Biden, um dos dois candidatos democratas à Casa Branca, está cobrando do governo americano que entregue logo os cheques de ajuda para a população.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, deu entrevista hoje ao lado do presidente Donald Trump prometendo acelerar o pagamento da ajuda aos trabalhadores e pequenos empresários. Esse socorro faz parte do pacote de US$ 2,2 bilhões recém-aprovado pelo Congresso.

Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados, anunciou a criação de uma comissão bipartidária para fiscalizar a aplicação dos recursos do pacote, vendo se estão sendo bem empregados e com a agilidade necessária.

Nos EUA, ocorrem ações em duas grandes frentes, na de saúde pública e na econômica. Mais de 90% dos dos 330 milhões de habitantes estão sob ordem de permanecer em casa. Do ponto de vista da saúde pública, foi a semana em que caiu a ficha de Trump, que parou de comparar a covid-19 à gripe.

O governo admitiu que poderão morrer entre 100 mil e 240 mil pessoas na projeção mais favorável dos cientistas _caso deem plenamente certo todas as medidas de distanciamento social e envio de equipamentos aos hospitais. Se houver falhas, o número de mortes poderá ser maior.

No plano econômico, há uma corrida para socorrer as pessoas e as empresas. Há destaque no debate público para que a ajuda chegue rapidamente às pessoas, que precisam pagar contas e comprar comida, e também aos pequenos empresários, a fim de que mantenham os empregados e fiquem prontos para um momento de retomada econômica. A sobrevivência das empresas, especialmente das pequenas, é preocupação prioritária no país.

Reabrir em pouco tempo a economia, como pretendia Trump, que falou em rever medidas na Páscoa, seria desastroso. O presidente entendeu que uma reabertura prematura poderia acarretar em dano econômico ainda maior.

Nesse contexto, é importante o Brasil aprender com as lições dos Estados Unidos.

*

Bobo da corte

Os EUA, por exemplo, estão estreitando a colaboração com a China, porque lá está a fábrica do mundo. Por puro pragmatismo, os americanos buscam lá os equipamentos médicos para tentar evitar o colapso do seu sistema hospitalar.

Já no Brasil… bem, a gente sabe. Hoje a “Pastoral Americana” cumpriu um autodesafio e conseguiu evitar menção ao genocida que atrapalha o combate ao covid-19 abaixo do rio Grande. Trump não é trouxa como os seus imitadores de quinta.

*

Efeito corona

A Convenção Nacional Democrata foi adiada de 13 de julho para 17 de agosto. A Convenção Nacional Republicana continua prevista para 24 de agosto. Por ora, essas são as previsões, mas isso dependerá da evolução da crise do coronavírus. A corrida eleitoral americana está em segundo plano _14 Estados adiaram primárias que ocorreriam em abril e maio.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. Walter Nobre disse:

    Kennedy, podemos esquecer que os EUA e a China nesta hora não tem amigos, vale os interesses em comum diante da pandemia na America, todas as considerações por interesses mútuos são convergentes, desde que a circunstancias favoreçam interesses amplos, nesta hora o Chineses tem muitas “latas velhas para vender”. o Brasil não tem chances, quando os EUA resolveu colocar 16 aviões do exercito, para buscar medicamentos, passando por cima de outros compradores. Não podemos nos enganar, o TRUMP fico desesperado em função da perda absoluta de controle, não poderia ficar impassível diante dos obstáculos a sua reeleição, se não for absoluto em seus atos. Não vamos nos enganar os Democratas só perdem terreno com o adiamento, ficam mais distantes do Trump.

  2. jose disse:

    Eu acho que o legislativo já deveria o ter afastado e prendido os seus filhos juntamente com o vice (que também não presta e ministros)em nome da ordem pública. Deve manter o da saúde por imperiosidade da realidade atual. Põe uma equipe econômica de técnicos que entendam de legislação e de economia. O ministro da justiça não sabe de nada. Põe a dra. Calmon, Marcelo Neri e turma experiente. A violência no RJ aumentou com a gestão dele na intervenção federal em 2018. Eles só servem pra serviços braçais, mas querem ficar nos gabinetes regfrigerados.

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