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Política
10-07-2015, 9h17

Câmara ignora sociedade civil e piora regras eleitorais

Dilma e Aécio debatem golpismo e deixam economia em 2º plano
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Postado por: Daniela Martins

A reforma política da Câmara segue o seu curso natural: piora o que já está ruim. Votada às pressas, modificações no texto principal eram feitas ontem ao longo da votação. Foi uma reforma a jato e que reflete os interesses de um grupo de parlamentares.

A Câmara aprovou ontem a chamada reforma política infraconstitucional. Alguns destaques ainda serão apreciados na próxima semana. Basicamente, a reforma reduz o tempo de campanha, limita o valor de doações e estipula um teto para gastos nas campanhas eleitorais.

A reforma, tanto na parte que alterou a Constituição como no ponto em que mudou a lei eleitoral, foi feita sem ouvir os movimentos da sociedade civil que discutem o assunto há anos e que têm boas propostas. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) foram ignorados, por exemplo.

Reduzir o tempo oficial de campanha só beneficia quem já tem cargo, quem é mais conhecido e quem tem mais recursos para fazer propaganda num tempo menor. O teto de gastos, mesmo limitado, ficou num patamar alto, beneficiando quem tem mais poder econômico. A suposta barreira a contribuição de empresa foi tão suavizada na hora da votação que vai permitir que seja burlada.

Em resumo, a Câmara conseguiu piorar as regras eleitorais. E tudo indica que não há muita esperança de melhorar algo quando o Senado votar o tema.

*

A presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) têm trocado acusações a respeito de golpismo e de pressão sobre tribunais superiores desde domingo, quando houve a convenção do PSDB.

O debate começou desvantajoso para a presidente Dilma Rousseff, porque o tema do impeachment renasceu. A presidente reagiu, acusando a oposição de golpismo. O embate mudou de tom e ficou desvantajoso para a oposição, dado o histórico do país nessa área. Isso faz parte da luta política.

No entanto, Dilma e Aécio deixam em segundo plano o debate mais importante, o da economia.

Seria muito mais eficiente para a oposição desgastar o governo apontando os erros que a presidente cometeu na economia. Dilma sempre resiste a admitir seus equívocos e responsabiliza a crise econômica internacional.

Certamente, houve dificuldade criada pelo cenário externo adverso. Mas a inflação beirando os 9% nos últimos doze meses, a recessão, a falta de credibilidade fiscal e o aumento do desemprego decorrem de erros de dosagem da política econômica aplicada no primeiro mandato.

Da parte da presidente, seria muito mais produtivo apontar a incoerência dos tucanos, que estão ajudando a aprovar bombas fiscais no Congresso, contrariando a própria prática de quando estiveram no governo. Há uma escalada de irresponsabilidade fiscal no Congresso extremamente danosa ao país e que merece mais atenção de Dilma e Aécio.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Gustavo disse:

    Isso só demonstra que o congresso não representa o povo e que o sistema possui distorções graves. O que me causa espanto é você Kennedy ter escrito recentemente, que não concorda com o voto distrital, vir agora criticar o fato do congresso não ligar para opinião pública. Pode até ser que o voto distrital não sege o modelo ideal, mas com certeza é melhor do que o atual.

  2. Phillis disse:

    Apontar erros da área econômica?

    Até quem está internado no hospício já sabe destes problemas.

    Você propõe discutir isso? Sério?

  3. Sr. Kennedy, bom dia.
    Atualmente com esse pessoal que na Câmara e no Senado só pensam nos próprios interesses, e uma presidente que não manda nada só faz o que o partido determina e uma oposição interessada em abocanhar o poder, fatalmente estamos perdidos.
    Fico pensando como seria bom o meu pais sem essa gente mandando e desmandando sem que ninguém tome uma providência para acabar essa farra.
    Sou partidário da democracia, mas ultimamente não estou acreditando que isso seja bom em um pais de corruptos tomando conta do poder.

  4. João Alberto Afonso disse:

    Mas não existe nenhuma novidade, bastando ver as figuras que o povo elegeu. Lixo puro

  5. Renato disse:

    As passeatas de 2013 pedira saúde e educação padrão fifa. Ganhou esse engôdo de reforma política.

  6. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    O que o congresso e o executivo produzem, são apenas reflexo da baixa qualidade política, cultural e moral da maior parte do eleitorado que elegeu esse quadro tão famigerado. Votou mal, agora aguenta !!!

  7. Cilento disse:

    É uma vergonha! Este País chegou a um momento inacreditável, nos quais, os membros de nosso Congresso e do Senado, se prontificam a defender seus interesses pessoais, de grupos financeiros ou políticos que estão sendo prejudicados por medidas de controle que foram implantadas pelo Governo atual. Isto não justifica, roubos, quadrilhas e esquema de pessoas que se utilizam da filiação a Partidos Políticos, inclusive do Governo, para enriquecer ilicitamente. O povo foi esquecido. A roubalheira esta generalizada e envolve todos os Políticos de todos os partidos. O desrespeito as Leis virou moda e vício. Os parlamentares para afrontar o Governo aprova medidas inconstitucionais e que levam o País a um caos financeiro ainda maior. Que o Governo tenha tomado medidas erradas, mas era hora de o Senado e Congresso corrigir isso sem leviandade. Será que falta competência? Será que os membros dessa instituição têm capacidade para exercer os cargos de representação do Povo Brasileiro.

  8. Elaine disse:

    Eu continuo defendendo o governo Dilma e continuarei defendendo até o fim, porque acredito na presidenta.
    Agora, não é PT e nem PSDB que estão criando este clima ruim na política (impacta na economia) e sim Eduardo Cunha e Renan Calheiros, precisa desenhar?

  9. Gustavo disse:

    Esse congresso não representa ninguém, da forma que o sistema elege um deputado com votos pulverizados pelo Brasil a fora o que elege um deputado é o dinheiro. O estranho é encontrar críticos do voto distrital… que até pode não ser a melhor forma de representar a sociedade, mas com certeza é um avanço para essa que temos.

  10. Galego disse:

    Se o Brasil está em crise econômica, fiscal, política, educacional, etc, realmente seria melhor que todos esquecessem a próxima eleição e se unissem para salvar o país. Só que isto é impossível com os atuais atores. Caberia a presidentA iniciar o diálogo, diálogo que ela pregou logo após ter sido eleita. Ou isto é mais uma promessa mentirosa, pois diálogo (atitude de todo grande político estadista) para ela é: “eu mando e vocês obedecem”. Esta disputa política ideológica em que os “socialistas de contra-cheque” não querem perder o poder, está levando o Brasil à banca-rota. E portanto, o Brasil só voltaria a crescer com uma intervenção séria, com o afastamento de todos os políticos radicais, principalmente os suspeitos de corrupção, com o fim dos políticos profissionais e com a nomeação de uma equipe de administradores competentes, honestos e dedicados ao bem comum. Como isto nunca vai acontecer, continuaremos na m..da.

  11. Rodolfo Reis disse:

    A única reforma que eu desejo é a extinção do voto obrigatório.

  12. Paulo disse:

    As entidades da sociedade civil também não ajudam em nada. A OAB se transformou, tal qual a CUT e UNE, em braço do PT. Veja a pesquisa que ela colocou na rua: “Você é a favor do financiamento de campanha pelas empresas”? Claro que a resposta é negativa. Mas devia perguntar também sobre a tese do financiamento público que defende, a mando do PT. Que tal perguntar ao povo: ” Você é a favor de tirar dinheiro público de escolas e hospitais para financiar campanhas políticas?”. Ouso dizer que o resultado seria 100% contra. É fácil fazer populismo e ser contra o “financiamento privado”. Difícil é dizer que ao invés de privado, o financiamento então será público, como defende o PT, tirando o dinheiro de escolas, hospitais, etc. A OAB ( da qual faço parte) tornou-se uma entidade ridícula a serviço do populismo do partido no poder. Não representa sequer seus filiados (seus dirigentes são eleitos indiretamente), quanto mais a sociedade brasileira.

  13. Cícero Lopes disse:

    Deveriam os meios de comunicação esclarecerem mais a população sobre como fazer projeto de lei de iniciativa popular, visto que a grande maioria não sabe por onde começar, pois só assim teríamos uma alternativa à esse Congresso fisiológico, e ao executivo destemperado.
    O governo erra escabrosamente, e a oposição, que deveria pressioná-lo à fazer as devidas correções, aposta no quanto pior melhor, tentando obter dividendos eleitorais.
    Só que, tanto uns, quanto outros, não perceberam que estamos muito perto de uma convulsão social, que não custará caro somente para o povo, mas para eles também, embora não se considerem povo, do contrário, teriam mais respeito.

  14. Com esses parlamentares fazendo o que desejam, não precisamos realmente de nenhum presidente.
    Essa é a democracia que se instalou no Brasil.
    Coitado de nós, mas a maior culpa é de quem vota por votar e coloca esse pessoal incompetente tanto na Presidência, Câmara bem como no Senado.
    Precisamos aprender a votar em lideres comprometidos e que sejam patriotas e desejem o bem do pais.

  15. Nosso congresso precisa urgentemente reaprender o que é democracia.
    Atualmente só aprovam assuntos de interesse próprio, será que ninguém irá aparecer para por um basta neste desmando que se encontra o Brasil.

  16. Inides disse:

    Culpar a crise econômica internacional para minimizar o que está acontecendo aqui é para rir. A crise lá fora já foi e o que resta são problemas econômicos internos a cada País. Aqui foi instalada a crise por falta de seriedade, competência e falta de Patriotismo. O Governo brincou de administrar e os petistas brincaram de ser honestos e lavaram o Brasil a derrocada. A crise aqui foi orquestrada a toques de violinos.
    Na boa: A Dilma deveria levantar a bandeira do Parlamentarismo, ficar só como Chefe de Estado e entregar administração para o Congresso por um Primeiro Ministro. A Dilma poderia ficar até o final do seu mandato. Com isso as coisas se acalmaria e o Brasil seguiria seu rumo. Ou ela renunciaria de uma vez.

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