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Política
25-10-2016, 9h22

Cármen Lúcia deve responder a Renan e Gilmar Mendes

Governo apoia ação de Renan para aprovar projeto de abuso de autoridade
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Nos bastidores, o presidente Michel Temer e ministros palacianos consideraram necessária uma reação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), à Operação Métis. No entanto, avaliaram que Renan errou na forma.

Na visão da cúpula do governo, Renan teve razão ao apontar a necessidade de o STF (Supremo Tribunal Federal) avalizar uma operação para investigar um outro poder. Temer e ministros temem que juízes federais de primeira instância repitam ações desse tipo em relação ao Legislativo e ao Executivo. Portanto, avaliaram que foi correto Renan questionar esse ponto.

No entanto, a forma usada por Renan foi considerada um erro, ainda mais para quem já é investigado no âmbito da Lava Jato. O presidente do Senado chamou um juiz federal, Vallisney Souza Oliveira, de “juizeco” e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de “chefete de polícia”. Rapidamente houve reação de entidades da magistratura.

O Palácio do Planalto, que tem críticas a Alexandre de Moraes, ficou obrigado a defender um ministro que, na opinião de colegas de governo, falaria demais. Há expectativa de que a ministra Cármen Lúcia responda hoje a Renan e também a afirmações do ministro do STF Gilmar Mendes.

O pano de fundo da reação de Renan é a defesa do projeto que pune abuso de autoridade _proposta em tramitação no Senado. Renan e outros políticos, como Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliam que seria necessário aprová-lo.

Mas o juiz Sergio Moro e investigadores da Lava Jato fazem contraponto publicamente à proposta e ainda pressionam o Congresso a votar as chamadas dez medidas contra a corrupção.

Ontem, numa palestra em Curitiba, Moro chegou a dizer que “o Congresso precisa demonstrar de que lado se encontra nessa equação”, ao defender a aprovação dessas dez medidas. É uma forma de pressão forte sobre o Congresso, porque Moro é um juiz que virou celebridade e símbolo do combate à corrupção. Fazer contraponto a ele pega mal perante a opinião pública.

Há incômodo geral na classe política com a Lava Jato e com ações como a Operação Métis. O ministro Gilmar Mendes voltou a criticar a Lava Jato, considerando excessivas prisões preventivas decretadas por Moro e deu apoio ao projeto de punição de abuso de autoridade. O próprio Gilmar Mendes viu excessos na Operação Métis.

Existe claramente uma reação de parcela das autoridades de Brasília contra ações e posições políticas da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Essa guerra só está começando, porque tende a ganhar combustível com as delações da Odebrecht e com uma eventual colaboração do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    É absolutamente necessário que a classe política e o judiciário se preocupem menos com suas vaidades e mais com o contribuinte.
    A sociedade está precisando de respostas aos seus reclamos e necessidades.
    O papel do agente público é servir o cidadão, não SE servir dele !

    • walter disse:

      Exatamente cara Maria Aparecida; “o rabo não abana o cachorro”; estes representantes do Povo, que nos custam, uma Fortuna por ANO; não tem o direito de nos trazer problemas…quando de Fato o problema, são eles; nenhum dos três poderes, tem Moral, para justificar…Estamos TODOS os que pagam impostos, sozinhos…
      Esta questão do Renan, com a PF, defendendo seus auxiliares, “encalacrados”, não tem ciência; são “lacaios” de um “policia secreta”, que nos lembram, a gestapo; não são santo; já recebia ordens, de gente duvidosa, agora então; de qualquer maneira, o Supremo, deve se posicionar; aproveitar o ensejo e “Lacrar”…

    • ju disse:

      Como a nossa sociedade é atrasada, porque não cobra o que é óbvio. Cidadão que trabalha no Estado só tem direitos, nenhum dever, só pode tirar e não presta conta para o patrão, o povo. Pode ganhar 80 salários mínimos em qualquer situação mas ele merece,pertence a uma casta inatingível, me lembra a época anterior a Revolução Francesa. O cidadão que ganha salário mínimo não tem direito nem a reajuste, vai quebrar a previdência. Os banqueiros ganham 500 bilhões por ano do Governo e o bolsa família não pode receber 50 bilhões. É inacreditável tanta passividade. Não é óbvio que somos roubados o tempo todo?

  2. valdir martins disse:

    É PRECISO QUE TODA A POPULAÇÃO FIQUE ATENTA PARA QUE OS POLITICOS DE BRASILIA NÃO QUEIRAM ATRAPALHAR A POLICIA FEDERAL EM SUAS INVESTIGAÇÕES, POI O ABUSO DE AUTORIDADE ESTÁ SENDO COMETIDO POR ELES, POIS SÃO ELES OS MAIORES CULPADOS POR TODA A CORRUPÇÃO QUE ACONTECE NO PAÍS, ACONTECE QUE PENSARAM QUE NUNCA TERIA ALGUÉM DE CORAGEM COMO O JUIZ SERGIO MORO PARA ENFRENTAR A TODOS SEM MEDO, TEMOS NÓS O POVO QUE MOSTRAR A ESTES CORRUPTOS QUE O BRASIL NÃO PERTENCE A ELES E SIM A NÓS,
    SE HOUVER TENTATIVA DE PREJUDICAR OU LIMITAR AS INVESTIGAÇÕES DA POLICIA FEDERAL TEMOS QUE SAIR AS RUAS PARA MOSTRAR QUEM É QUE MANDA NO PAÍS

  3. Eugenio Barros disse:

    O Renan não deveria ser preso por atrapalhar a lava a jato? o Delcidio por muito menos foi e ainda teve o mandato cassado. O camarada usa a polícia do Senado como milícia e ainda diz que está correto. Os meios de comunicação – Globo – não estranham, mas se ele fosse o PT era um crime bárbaro.

  4. dalmir zanetti de mendonca disse:

    Discordo. Acho que o presidente do Senado tem sim que confrontar a justiça federal, pois o predio pertence ao senado e o Supremo tem permitido coisa que nunca permitiu, numa abertura perigosa, entregando a nação nas mãos de juizes partidarios. Que o supremo defina e saia de cima do muro definitivamente.

  5. O POVO APÓIA A LAVA JATO E QUER A LADRÃOZADA DE COFRE PÚBLICO NA CADEIA! disse:

    O problema todo é que está pegando “na veia” o combate à corrupção.
    Ninguém vê Lula, Dilma, Renan, Cunha, Gleisi, Jucá, Palocci, Dirceu etc e seus defensores negarem que houve “assalto aos cofres públicos”.
    Só dizem que são perseguidos, que é perseguição política, que os métodos da Lava Jato são ilegais, que as prisões são injustas etc etc etc.
    O que o povo quer é que os ladrões sejam punidos, que o “dinheiro do povo” roubado dos cofres públicos retorne e seja usado em prol do povo.
    O que o povo sabe é que está nas mãos de quadrilhas de bandidos travestidos de representantes do povo, ganhando salários faraônicos e mordomias absurdas, e que isso tem que ter um “basta”.
    O povo quer mudanças, quer governo honesto, quer corrupto na cadeia, quer ter emprego, quer comer, quer dormir em paz – e não quer mais trabalhar 5 meses por ano para sustentar ladrão de cofre público.
    E o povo apóia a Lava Jato e todo tipo de ação que mande ladrão de cofre público para a cadeia!

  6. Mauro disse:

    A justiça federal e o MPF estão sendo criticados porque estão trabalhando. Cumprem o seu papel como poucas vezes se viu na história republicana do Brasil.
    Os que estão lutando contra esses poderes são aqueles que se beneficiaram do olho cego da justiça, que os protegeu por centenas de anos dos seus crimes e abusos de poder.
    Quem é criminoso e quer continuar cometendo crimes está desesperado com a atuação da justiça e por isso está tentando frear sua ação e contra esses devemos gritar mais forte e de forma unida para que ouçam que não admitimos mais impunidade e leis que só favorecem criminosos.
    Se os brasileiros que trabalham e não mais admitiam o desgoverno do PT, sairam as ruas, que saiam agora para dizer a esses criminosos que não admitiremos que tentem calar ou barrar a ação da justiça e que lugar de bandido, seja com cargo público ou não, é na cadeia

  7. ANDRE disse:

    Independente dos interesses pessoais do presidente do senado nesta questão, não lhe tiro a razão. Errou realmente ao chamar um juiz de juizeco, mas acertou no tom das críticas. A justiça brasileira está agindo no limite entre um estado de direito e um estado de exceção, está no limiar de ultrapassar fronteiras que colocam em risco a democracia. Tantas prisões sem que tenha havido julgamento, pre-julgamentos sem o ônus da prova, uso da mídia espetaculosa, tudo isto remete a um estado de exceção. Se todos nos calarmos diante disto, há o risco de criarmos uma justiça inquisidora, inquestionável e ameaçadora às garantias individuais. A lava-jato não pode pretender ser um tabu às críticas, como querem alguns magistrados, ela não é maior que a democracia.

  8. mano disse:

    O poder judiciário é sinônimo de corporativismo. Na verdade é um poder que não contribui para melhorar o PIB, gera muita despesa e têm o maior salário per capita entre todos os poderes. Atrasam o julgamento de milhares de processos e assim penalizam a sociedade como um todo. O direito não é uma ciência. O direito positivista não é tão positivo mas, uma equação cujo resultado é função do cliente, da política, da banca de advogados e dos julgadores, ou seja, para casos similares, resultados diferentes. Salva-se a teoria da filosofia do direito que é esquecida e/ou relegada a segundo plano pelos advogados e juízes. Na prática o que se vê é muito corporativismo, arrogância e pouca ou nenhuma autocrítica. Deus nos ajude!

  9. ANDRE disse:

    Por que tantas prisões? para mostrar que pode prender? para forçar confissões e delações? Acho que a corrupção deve ser combatida e todos os envolvidos em suas práticas devem ser julgados e condenados, mas garantido a todos o direito a ampla defesa. Não se trata de caça as bruxas, como parece acreditar alguns procuradores e juízes, em suas investigações seletivas. A ministra Carmem Lucia foi rápida hoje na defesa do judiciário, e acusou Renan de tentativa de interferência, concordo. Mas quem foi que começou primeiro? Por acaso, não foi seus juízes de primeira instância, ao decretar liminares, impedindo posse de ministros e fazendo escutas ilegais de presidentes e as divulgando? O silêncio do supremo antes, e o grito de agora, só demonstra o quanto nossas instituições estão aprisionadas dentro de si.

  10. Ricardo Maia disse:

    Não estaria na hora de uma mobilização nacional pra dizer de que lado estamos? Ou seja, em prol da lava jato, e não desses políticos encardidos?

  11. Brasil é fogo, me pergunto se um dia isso mudará!

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2019-12-07 06:47:31