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Geral
19-11-2019, 20h47

Caso Ágatha expõe erros de Witzel e Moro na segurança pública

PM matou menina ao disparar contra pessoas que não o agrediram

Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O caso Ágatha Félix não é uma exceção. É um exemplo de uma política de segurança pública equivocada, segundo a qual a polícia atua sem respeito pelas comunidades carentes.

A Polícia Civil do Rio concluiu que um PM deu o tiro que matou Ágatha, de 8 anos, no último dia 20 de setembro. Segundo a investigação, o PM (policial militar) atirou na direção de pessoas numa moto que não haviam disparado contra ele. Foi mais um exemplo de uma política pública de estímulo à barbárie, na linha atirar primeiro e perguntar depois.

Seis crianças já morreram neste ano no Rio de Janeiro vítimas de balas perdidas, disparadas pela polícia ou criminosos. A estratégia de enfrentamento aberto e agressivo em locais públicos coloca em risco a vida dos cidadãos. A letalidade da polícia do Rio de Janeiro contraria o manual das melhores polícias do mundo.

O governador Wilson Witzel (PSC-RJ) é um adepto da escalada da violência como política de segurança pública. Essa receita vitimiza os mais pobres, sobretudo negros nas periferias.

Segundo a Polícia Militar, o policial que atirou estava sob pressão. Ora, esse é o trabalho dele. O treinamento correto pressupõe, sim, ação sob pressão sem colocar em risco a vida dos cidadãos e sem fuzilar eventuais suspeitos. Isso não é política de segurança pública. É política de extermínio.

O pacote anticrime do ministro Sergio Moro (Justiça) estimulará a violência policial no país e entupirá nossas cadeias ainda mais. É o caminho para a barbárie e não para a civilização. O Congresso deveria dizer não a Moro. E a sociedade tem de cobrar do ministro da Justiça e do governador do Rio maior responsabilidade social. É fácil dar licença para matar instalados em seus gabinetes refrigerados.

Ouça o comentário a partir dos 6 minutos e 4 segundos no áudio abaixo:

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2019-12-11 15:27:07